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‘Eu fui culpado pelo gol? Eu?’ Alisson. ‘Erramos tudo. Não jogamos nada.’ Danilo. ‘Foi ansiedade’, Casemiro. ‘Faltou confiança.’ Marquinhos. Brasil vai mudar

Os líderes da Seleção, aqueles que deveriam passar mais certeza na Copa do Mundo são os que se mostram mais tensos. O empate contra Marrocos, injusto com os africanos, abalou os brasileiros. E Ancelotti, que vai mudar o time

Cosme Rímoli|Do R7

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Casemiro teve atuação desastrosa. Deve ser o primeiro a perder a posição de titular. Fabinho foi muito mais racional, veloz nas antecipações Mike Segar/Reuters

Direto de New Jersey, Estados Unidos.

Tentando passar rápido pela zona mista, nas entranhas metálicas do estádio MetLife, para evitar se aprofundar nas respostas aos jornalistas, Casemiro mostrava sua fisionomia fechada, irritadiça.


Quando falou, tentou amenizar o que acabara de fazer contra Marrocos.

“Eu acho que estávamos ansiosos pelos estreia. Depois, melhoramos. Foi só o primeiro jogo.”


Mas não foi essa a análise de veículos de comunicação europeus, que acompanham de perto a carreira de Casemiro de 13 anos no Velho Continente.

“Perdido em campo.


“Lento. Fraco na marcação e na armação.

“Poderia ter sido expulso.


“Atuação desastrosa.”

Veículos de comunicação europeus classificaram Casemiro como o pior em campo, contra Marrocos.

E o jogador, que tem quatro anos de convivência com Ancelotti, sentia que sua terceira Copa do Mundo não poderia ter começado pior.

Não protegeu a zaga, mostrou-seu lento, perdeu divididas primárias, tocava a bola para o lado e ainda tomou cartão amarelo aos 36 minutos, por falta em Saibari.

Saiu no intervalo, Fabinho e o Brasil se reequilibrou no meio-campo.

A troca contra o Haiti é obrigatória, se Ancelotti for justo.

Outra que também acontecerá será a fixação de Danilo na lateral direita. O zagueiro Ibañez foi péssimo, improvisado.

Irritado por ter perdido a posição de titular, e a recuperado no intervalo, Danilo mostrou toda sua indignação pelo fraquíssimo futebol do Brasil, ontem. Principalmente no primeiro tempo. Quando não estava em campo.

“Não marcamos, não criamos. Não nos organizamos. Erramos tudo. Isso não pode acontecer, de jeito nenhum. Precisamos trabalhar e entender o que aconteceu. Copa do Mundo é um torneio muito rápido.”

Assim como Casemiro, Danilo está no seu terceiro Mundial e sabe o quanto é doloroso perder com a camisa brasileira.

O clima na saída dos jogadores da Seleção ontem era de muita irritação. Porque muitas das perguntas acabaram sendo diretas.

Como a que ouviu Alisson.

“Você não acha que falhou no gol do Marrocos ? Deveria ter saído mais rápido”, inquiriu um radialista.

“Eu fui culpado pelo gol? Eu?”, respondeu Alisson virando as costas, irritado, para o radialista.

O medo de caça às bruxas dá o tom na Seleção Brasileira, aqui nos Estados Unidos.

Bastou o primeiro jogo.

Igor Thiago saiu o mais rápido possível do contato com os jornalistas, assim como Luiz Henrique. Os dois sabem que foram mal também no jogo.

Endrick estava se aquecendo por muito tempo, acreditando que entraria no jogo. Quando Ancelotti escolheu Danilo Santos, ele apenas abaixou a cabeça e andou desanimado.

Jornalistas imploraram por uma palavra do jovem atacante, que deveria ter atuado, mas ele passou rápido, com a fisionomia fechada. Foi inteligente. Poderia deixar o clima ainda pior depois do decepcionante empate.

“Temos de analisar com calma o que deu errado e corrigir. Nosso grupo de jogadores é muito forte. E podemos nos recuperar. A Copa do Mundo ainda mal começou. A ansiedade, a vontade de ganhar nos atrapalharam.

“A hora é de ter calma. Não culpar ninguém”, discursava, em vão, o capitão Marquinhos.

Buscar culpados foi tudo o que aconteceu no vestiário do Brasil após o frustrante empate, aqui em New Jersey, nos Estados Unidos.

Mudanças virão...

Veja também: Seleção realiza último treino antes da estreia contra o Marrocos

Confira como foi a última movimentação da Seleção Brasileira comandada por Carlo Ancelotti, antes da estreia na Copa do Mundo, diante do Marrocos, neste sábado.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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