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Endrick calou o coro por Neymar, na partida contra a Croácia. Ele virou antídoto para a pressão sobre Ancelotti para convocar o jogador do Santos

Endrick confessa que sabia o ‘estado de urgência’, que vivia, ao entrar aos 30 minutos do segundo tempo da partida de ontem. E foi decisivo. Sofreu um pênalti e deu uma assistência excelente para Martinelli decidir o 3 a 1. O coro pedindo Neymar desapareceu depois do jogo

Cosme Rímoli|Do R7

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Endrick e esposa após a vitória do Brasil. O apoio da parceira por trás da confiança, no 'momento de urgência' Reprodução/Instagram/@endrick

No intervalo da partida de ontem, em Orlando, parte da torcida brasileira, que tinha maioria no estádio Camping World, apelou por um velho coro.

“Neymar, Neymar, Neymar...” Mesmo com o time de Carlo Ancelotti vencendo por 1 a 0.


Ao final da partida, com a vitória por 3 a 1, o coro não voltou.

E havia um grande personagem para que os torcedores se esquecessem de Neymar.


Endrick.

Ele entrou no segundo tempo e revolucionou a partida. Sofreu pênalti que colocou o Brasil na frente do placar por 2 a 1. E ainda deu uma assistência perfeita para Martinelli fazer 3 a 1.


Ancelotti estava muito feliz. Até mais do que o jogador de 19 anos. Porque foi ele quem recomendou que saísse do Real Madrid, já que era o terceiro reserva. E fosse para uma equipe onde fosse titular absoluto.

Ficou subentendido que o treinador não teria como convocar um atleta que não estava atuando. Endrick não queria, mas entendeu não haver saída. Foi para o Lyon e mereceu esta última convocação, para os derradeiros amistosos antes da chamada definitiva à Copa do Mundo.


Não entrou contra a França. Mas ganhou pontos importantíssimos, que podem levá-lo à Copa. A mídia imediatista assume campanha por Endrick. E na comparação da maioria dos jornalistas, ele é mais útil e pronto fisicamente que o jogador de 34 anos, do Santos.

Endrick resumiu a expressão que ouviu do seu estafe. “Senso de urgência.” Ou seja, era ontem ou esperar a Copa de 2030.

“Não vou mentir. Estava com esse senso de urgência. Tenho que ir bem. Depois que recebi uma mensagem dela (sua esposa), tirei toda a pressão e medo que tinham no meu corpo.”

“Vivo dia após dia, não tem coisa melhor que entregar nas mãos de Deus e seguir o caminho que Ele traça. Isso que estou fazendo. Vou trabalhar dia após dia. (...)”

“Eu pensei: ‘Se for a vontade de Deus e do Mister de eu entrar, seja os minutos que forem, vou dar minha vida para representar nossa nação.”

A campanha por Endrick, a partir do final da partida, já trava a insistência por Neymar.

O que é ótimo para Carlo Ancelotti observar o talentoso jogador do Santos ainda com mais cuidado. Se ele não estiver bem fisicamente, o italiano sabe que pode levar uma equipe competitiva, com força física, explosão muscular. E talento. Deixar Neymar fora, sem traumas.

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