Briga com Neymar foi fatal. Travou a carreira de Robinho Júnior no Santos. Sem ambiente, teve de ir embora. Foi para o pequeno Genoa, emprestado
Não houve jeito. Desde que Robinho Júnior deu um drible humilhante em Neymar e tomou uma rasteira e um tapa na cara do garoto, em maio, o clima para o filho de Robinho ficou insuportável. Ainda mais porque ele e seu estafe exigiram desculpas públicas de Neymar, com a ameaça de entrar na justiça para sair do Santos. Alegando agressão sofrida no ambiente de trabalho. Não havia mais como seguir na Vila Belmiro

São Paulo, Brasil
30 de julho de 2025.
Com todo orgulho, a direção do Santos anuncia.
Uma nova joia nasceu na base, Robinho Júnior.
Sim, o filho do espetacular jogador Robinho.
Sua multa rescisória de 100 milhões de euros.
R$ 601 milhões.
Havia a certeza que gigantes europeus iriam lutar por sua contratação.
29 de agosto de 2026.
Robinho Júnior é emprestado para o pequeno Genoa.
E tem o passe fixado em 8 milhões de euros.
São cerca de R$ 48 milhões, menos de vezes o que a direção santista avaliou há dois anos.
O clube italiano tem sua vida esportiva marcada por idas e voltas à Segunda Divisão.
Esta temporada montou equipe fraca, favorita ao rebaixamento.
Logo na primeira partida do Italiano, perdeu em casa, por 2 a 0, para o Napoli. E os jogadores foram vaiados pela torcida.
O que aconteceu com Robinho Júnior?
Por que tamanha desvalorização?
Primeiro porque o rendimento do jogador foi muito abaixo do que todos esperavam.
Ele não herdou também a personalidade forte do pai.
Setoristas, jornalistas que cobrem o Santos todos os dias, revelam que, apesar de muito habilidoso, ele não conseguia se impor nos treinos, não rendia quando a marcação era mais forte.
Seu desempenho?
Assustadoramente baixo.
Foi assim nas poucas partidas no time profissional.
Entrou em campo 27 vezes.
Nunca foi titular em nenhuma partida oficial.
Marcou gol apenas, em amistoso contra o União São João Araras.
Tudo já estava ruim, decepcionante.
Seu pai, que cumpre pena por estupro coletivo, em Limeira, o aconselhava.
Mas o filho não conseguia render.
No entanto, tudo piorou de vez em uma manhã de domingo.
No dia 3 de maio.
Robinho Júnior deu um drible humilhante em Neymar.
O ídolo maior do Santos, de 34 anos, respondeu com um pontapé que derrubou Robinho Júnior.
E ainda deu um tapa na cara do garoto, de 18 anos, que poderia ser seu filho.
A reação de Neymar abalou o garoto.
Porque a relação do capitão do Santos sempre foi muito especial com a família do menino.
Neymar foi acolhido por Robinho pai, quando começou sua carreira.
Era tratado como irmão caçula.
Neymar havia também acolhido Robinho Júnior.
E ele já tinha brincado, driblado, provocado o menino.
Robinho Júnior acreditou que estava só ‘dando o troco’.
Mas Neymar não aceitou o ‘desrespeito’.
Para piorar, o garoto ficou humilhado com as agressões.
Procurou a direção do clube e exigiu desculpas públicas de Neymar. Ou ele entraria na justiça para conseguir sair do Santos, com seus direitos federativos. Alegando agressão no ambiente de trabalho.
Seu pai, Robinho, ficou profundamente decepcionado e irritado com Neymar, a quem tratou com todo carinho e de quem se considerava grande amigo.

A gota d’água foi o vazamento das agressões para a imprensa.
Neymar ficou exposto e, contrariado, teve de pedir desculpas.
“Se eles querem um pedido de desculpas perante à imprensa aqui está, eu já tinha pedido desculpas para ele, para a família. Me excedi, sim, na reação que eu tive, poderia ter sido de uma forma diferente, mas acabei perdendo a cabeça.
“Todo mundo erra, foi um erro meu, um erro dele, eu errei um pouco mais. Mas já tinha pedido desculpas, pensei que estava resolvido entre nós, pós-vestiário. Nos juntamos na segunda-feira de novo, pedi desculpas na frente de todo o grupo.”
Para Neymar, o que aconteceu entre eles nunca deveria ter se tornado público. Foi quebrado um código de honra entre os companheiros de time.
O Santos jamais divulgou as imagens do drible humilhante e muito menos do pontapé e do tapa na cara.
Desde as agressões, Robinho Júnior entrou apenas quarto vezes em campo. Jogando cada vez pior, sem confiança, uma sombra do atleta driblador, talentoso da base.
A direção santista ofereceu o atleta para empresários do Exterior. E só times pequenos se interessaram por ele. Mas, desconfiados, por empréstimo.
Até que fechou com o Genoa.
Este início de carreira de Robinho Júnior é frustrante.
Decepcionante.
Ele precisaria muito do apoio do seu pai.
Ou ter o escudo gigante de Neymar.
Mas não pode contar com nenhum dos dois.
E desvalorizado embarca para o minúsculo Genoa...














