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“Mau caráter, arrogante, soberbo, hipócrita.” Depois de Pedrinho ofender Bap, o Flamengo nega o Maracanã ao Vasco. Guerra vai seguir na Justiça

Um dia depois do presidente do Vasco, Pedrinho, ofender o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, veio a negativa para o clube cruzmaltino usar o Maracanã contra o Vitória, pela Copa do Brasil. Para a direção do Vasco, por trás, há a luta para que herdeiro da Crefisa não leve milhões de reais a São Januário. E o medo do ‘renascimento’

Cosme Rímoli|Do R7

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Pedrinho promete não desistir de enfrentar o Flamengo Dikran Sahagian/Vasco

São Paulo, Brasil


A guerra entre Vasco e Flamengo só aumenta.

Começou com o presidente Luiz Eduardo Baptista prometendo não aceitar que o enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, o empresário Marcos Lamacchia, assumisse a SAF do Vasco.


A alegação é que há conflito de interesses.

Ou seja, Leila Pereira comandaria dois clubes.


O investimento de Lamacchia poderia chegar a R$ 3,1 bilhões, em dez anos.

Essa quantia transformaria a realidade vascaína. O clube deve hoje cerca de R$ 1,4 bilhão.


O Flamengo já apelou à CBF e promete ir até a ‘última instância judicial’ para que não aconteça o acordo.

O presidente do Vasco, o ex-jogador Pedrinho, não se conforma com a postura do presidente do Flamengo, principal opositor à possível nova SAF. As direções do Fluminense e do Botafogo até agora não se importaram publicamente.

“Vou falar da pessoa BAP. Zero instituição (Flamengo), tá? Estou falando do BAP especificamente. É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita”, falou às redes sociais vascaínas.

Pedrinho acredita que Bap não quer o ‘renascimento’ do rival, travado economicamente há décadas.

As declarações dadas na quarta-feira tiveram efeito imediato.

O Vasco pedia ao consórcio comandado por Flamengo e Fluminense a cessão do Maracanã para o jogo contra o Vitória, pela Copa do Brasil, no dia 26, na próxima quarta-feira.

A resposta veio ontem.

Não.

A alegação foi o desgaste do gramado.

Bap já avisou que não aceitará o enteado de Leila Pereira comandando o Vasco Amanda Sá/Flamengo

A direção vascaína vai lutar na justiça para que o jogo aconteça no Maracanã.

Por conta da capacidade do estádio, 78,8 mil pessoas contra apenas 21 mil,9 mil, garantindo maior arrecadação.

A alegação é que há uma grande sucessão de partidas no Maracanã, inclusive com o gramado se sujeitando a uma partida da NFL, no dia 27 de setembro.

Além disso há um acordo para que o consórcio libere o estádio para o Vasco em oito datas no ano.

Na justiça, o clube também exigirá laudos técnicos que mostrem o desgaste do gramado, capaz de impedir o jogo do Vasco.

Mas a cúpula rubro-negra promete lutar para que a partida não aconteça no Maracanã.

A guerra promete ficar ainda maior.

Porque o dinheiro da Crefisa já chegou ‘forte’ a São Januário.

Marcos Lamacchia já emprestou R$ 120 milhões ao Vasco.

E a justiça travou novo empréstimo de R$ 150 milhões, que a direção do clube está lutando para reverter a situação.

Novos rounds da guerra são inevitáveis.

Nem Bap e muito menos Pedrinho prometem recuar.

O jogo no Maracanã é apenas um pequeno capítulo, de muitos que virão...

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