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Postura passiva de Edina, diante das ofensas de Neymar, vai contra orientação da Comissão de Arbitragem. Cobrança é por rigor por desrespeito. Seja quem for

A divulgação de vídeo mostrando, sem sombra de dúvidas, as ofensas de Neymar, pode custar suspensão ao jogador. Mas também merece questionamento sobre a atuação da árbitra. Ela é a favorita para ser a principal juíza da Copa do Mundo Feminina no Brasil

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O sonho de Edina era apitar a Copa do Mundo masculina. Apitou a Feminina Reuters/Thiago Bernardes - 23.08.2026

São Paulo, Brasil

Os palavrões que Neymar disparou contra Edina Alves tiveram repercussão.


O capitão do Santos ofendeu várias vezes a árbitra durante o jogo contra o Mirassol.

Usou palavras de baixo calão, sem constrangimento.


E não foi expulso, como deveria ser.

A juíza não colocou as ofensas na súmula do jogo.


Como se não tivessem ocorrido.

O exemplo que ficou foi péssimo.


Edina é a principal juíza na história do futebol deste país.

Nutria o sonho de trabalhar na Copa do Mundo masculina, disputada nos Estados Unidos.

Mas, no ciclo entre 2022 e 2026, ela não foi bem.

E perdeu a vaga, que seria inédita: uma mulher brasileira em um Mundial dos homens.

Para a Comissão de Arbitragem da CBF, ela é a principal árbitra brasileira na Copa do Mundo Feminina, que será disputada no país.

Ela tem 46 anos. Em 2013, a Fifa aumentou a idade limite para os juízes trabalharem em grandes competições. De 45 para 50 anos.

Ou seja, Edina está mais do que qualificada para o próximo Mundial.

Só que a sua postura passiva diante das ofensas de Neymar repercutiu na Comissão de Arbitragem.

O presidente e ex-árbitro Sandro Meira Ricci quer muito mais rigidez dos juízes brasileiros.

Seja com quem for.

Inclusive as estrelas do futebol do país.

Como Neymar.

Edina terá de rever seus conceitos, se quiser apitar a Copa do Mundo no Brasil...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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