Jardim usa com Plata o mesmo critério de Gabigol e Dudu. Sem comprometimento, irritação com a reserva, o caminho é a saída. Flamengo vende o equatoriano
O treinador português não tolerou a falta de dedicação de Plata nos treinos. Os atrasos. As baladas. O mau humor pela reserva. E viu a venda para o Dínamo de Moscou como a melhor saída. Usou o mesmo método no Cruzeiro com Dudu e Gabigol

São Paulo, Brasil
Desde que Leonardo Jardim assumiu o Flamengo, ele estranhou o comportamento de Plata.
O equatoriano se mostrava bem diferente do restante do grupo. Não se empenhava nos treinamentos.
Principalmente depois que o português insistiu com o elenco na necessidade da melhor forma física possível. Porque, em vez da paciente troca de passes, como no comando de Filipe Luís, o Flamengo iria ser muito mais intenso.
Explorando a velocidade dos seus atacantes. Não só para buscar o gol. Mas para recompor, sem a bola.
Plata não apenas tinha números ruins na avaliação do departamento físico. A cúpula flamenguista soube da atração do jogador de 25 anos pelas noites cariocas. Situação que se refletia em atrasos para os treinos.
Jardim é muito rígido em relação a horários e à disciplina. E tratou de multar Plata em março. A repercussão foi péssima para a direção, que ficou sabendo dos detalhes da falta de comprometimento do jogador.
Depois de uma conversa dura entre o treinador e o atacante, houve uma melhora.
Foi para os Estados Unidos disputar a Copa pelo Equador.
E retornou mais dedicado.
Participando mais dos jogos, dos treinos. Só que ele voltou a, de novo, não se empenhar nos treinamentos, como Jardim gostaria.
Voltaram a circular notícias de presença do jogador em baladas.
O retorno à reserva foi inevitável.
O português se cansou.
O Dínamo de Moscou mostrou interesse. E a direção flamenguista, com o incentivo de Jardim, aceitou negociar Plata.
Ele foi vendido por 12 milhões de euros, cerca de R$ 72,4 milhões.
O Flamengo havia pago 9 milhões de euros, R$ 54 milhões, pelo atacante ao Al-Sadd, do Catar, em 2024. O desgaste era duplo.
O equatoriano queria sair e Jardim desejava a negociação, até para servir de alerta aos jogadores. Quem não se esforçar , quem não entregar ‘tudo’ nos treinamentos, não terá espaço com o treinador.
Plata não aproveitou a segunda chance que teve.
A venda serve como um aviso aos demais jogadores.
Jardim não aceita falta de comprometimento.
E nem se dobra às estrelas.
Adotou o mesmo critério do ano passado.
Quando despachou Dudu do Cruzeiro.
E transformou Gabigol em mero reserva...














