Sem Neymar, Palmeiras massacra o Santos na Copa do Brasil. Cuca assume: ‘Prioridade é o Brasileiro.’ Sabe, time não tem talento para reverter o 3 a 0
A Copa do Brasil acabou para o Santos. Sem Neymar, poupado pelo gramado sintético, o time de Cuca foi presa fácil. O Palmeiras marcou três gols e perdeu mais quatro, com seus jogadores cara a cara com Brazão. Placar poderia ter sido histórico. Com Corinthians e Internacional, em Itaquera e Porto Alegre, pela frente. O Santos colocará time misto na próxima quarta, contra o Palmeiras na revanche pela Copa do Brasil. Neymar não deve jogar, de novo

São Paulo, Brasil
“A prioridade é o Brasileiro.”
Cuca resumiu, com sabedoria e tristeza, o fim da Copa do Brasil para o Santos.
Diante das circunstâncias e da fragilidade do seu elenco, montado pelo executivo Alexandre Mattos e pelo presidente Marcelo Teixeira, não há outra saída.
A não ser colocar um time misto na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.
Não há como como apostar em uma virada improvável, ganhar do Palmeiras por quatro gols de diferença, ou ao menos, três gols, para provocar os pênaltis.
Porque além da diferença técnica entre os dois times, a partida de volta da Copa do Brasil acontece entre dois jogos fundamentais no Brasileiro.
Corinthians, domingo, em Itaquera. E Internacional, no outro domingo, dia 6, em Porto Alegre.
Duas derrotas e o Santos pode mergulhar, de novo, na zona do rebaixamento.
Sem a preocupação com Neymar, que foi poupado deste confronto importantíssimo, por conta da grama sintética, o Palmeiras fez o que quis com o Santos.
Foram 19 arremates a gol.
Quatro gols desperdiçados, cara a cara com Brazão.
Vitor Roque, duas vezes, Giay e Maurício tiveram a coragem de errar diante do desesperado goleiro santista.
Mas Flaco López, duas vezes e 21 gols no ano, e Andreas Pereira marcaram.
3 a 0 na primeira partida das quartas-de-final da Copa do Brasil, no Nubank Parque
Sem Neymar, poupado por conta do gramado sintético, ficou ainda mais evidente a diferença de qualidade entre os dois elencos.

Aliás, papel triste exercido pelo Santos, que divulgou que Neymar estava relacionado para a partida, na terça-feira. E ele não ficou nem no banco de reservas. Nem foi para o estádio palmeirense apoiar a equipe, como capitão do time.
Cuca decidiu montar uma equipe para se defender. Linhas baixas, três volantes, em amedrontado 4-5-1. Sem Neymar, deixou Gabigol no banco de reservas. O treinador sonhava com o 0 a 0, ou derrota por apenas um gol de diferença.
Só que seu time não conseguiu conter o Palmeiras. Principalmente depois do primeiro gol, de Flaco López, em uma falha lastimável de Brazão, aos 34 minutos do primeiro tempo. Dez minutos mais tarde, diante do atordoado Santos, Andreas Pereira ampliou. 2 a 0.
No segundo tempo foi um massacre. O Palmeiras cansou de perder gols. Por motivo bem simples, Cuca abriu seu time, buscando ao menos descontar o placar. Flaco López marcou seu segundo gol no jogo, aos 15 minutos, em uma bela cabeçada, 3 a 0.
“Sabíamos que o Santos fazia uma marcação individual com sobra. Era fundamental ter dinâmica para nos posicionarmos nessas marcações, além da frescura física necessária para jogar contra marcação individual”, disse Abel.
O treinador português passou a usar Arias como ponta direita, com a venda de Allan ao Manchester City.
E ele foi muito bem no jogo. O melhor do Palmeiras foi Flaco López, que está na sua melhor fase como jogador. Na vida.
Marlon Freitas e Andreas Pereira dominaram as intermediárias.
O Santos desabou quando tomou o primeiro gol.
A fragilidade ficou ainda mais exposta.
“O jogo estava mais para nós, perdemos uma grande chance com o Igor. Não lembro de eles terem tido uma chance clara. Acabaram fazendo o gol, e dali para frente desestabilizou. Se muda 1 a 0, é outra coisa.
“Mudou 2 a 0, tínhamos em mente as trocas, mas o adversário se posta bem no plano de contra-ataque, e cedemos diversos contra-ataques.
“O Palmeiras poderia ter feito o terceiro gol antes, poderíamos antes ter feito um gol com Arão de cabeça. Foi um segundo tempo muito ruim, não deu nada certo.”

Abel Pereira não quis detalhar o ‘novo’ esquema. O 4-4-2. Pela saída de Allan, não foi possível jogar com três zagueiros. Arias não atua como ala, como o novo atacante do City. Ou seja, nada de 3-4-3.
Mesmo assim, o domínio palmeirense foi total. A goleada deveria ter sido muito maior. Willian Arão reconheceu a estratégia de time pequeno, incompatível com o Santos.
“Primeiro, corrigir erros e postura. Não foi uma postura digna do Santos e nem da grandeza do jogo, por isso, perdemos desse placar.”
“O Arão está certo”, reconhecia, constrangido, Cuca.
Sua campanha como treinador do Santos é fraquíssima. Ele já é muito questionado por conselheiros e organizadas. Marcelo Teixeira é o seu escudo.
Mas a sequência santista: Corinthians, Internacional e Palmeiras, de novo, pode trazer problemas gravíssimos de sobrevivência para Cuca.
Por outro lado, Abel Ferreira está tranquilo.
Allan se foi, mas tem no elenco peças de sobra para seguir brigando pelos títulos do Brasileiro, da Libertadores.
Na Copa do Brasil, a trilha para a semifinal está mais do que aberta, garantida.
O gigante Santos não tem plantel à altura para reverter o 3 a 0, mesmo jogando na Vila Belmiro.
Cuca não vai mobilizar seu time para lutar pela vaga perdida.
Ele tentará evitar novo, e perigoso demais, mergulho na zona do rebaixamento.
Essa é a grande, e triste, meta do time de Neymar em 2026...














