Allan vendido. R$ 240 milhões. Palmeiras passa dos R$ 2,1 bilhões em vendas de garotos, desde que Abel chegou. Ninguém arrecadou mais na América do Sul
O retorno de Abel Ferreira é impressionante. O desenvolvimento de garotos no time principal vem acompanhado de 11 títulos. Ninguém venceu mais do que ele. Palmeiras fechou hoje a venda de Allan ao Manchester City por 40 milhões de euros, cerca de R$ 240 milhões. Passando dos R$ 2,1 bilhões em arrecadação com ‘seus meninos’

São Paulo, Brasil
Desde outubro de 2020 até hoje, 24 de agosto de 2026, o Flamengo se orgulha de ter arrecadado cerca de R$ 1,5 bilhão com a venda de seus garotos da base.
O Palmeiras, com a ida de Allan para o Manchester City, por 40 milhões de euros, passa dos R$ 2,1 bilhões.
Mais que o dobro.
Ninguém chega perto do lucro do clube paulista com ‘seus meninos’.
Outubro de 2020 até agosto de 2026 é o período em que Abel está no Palmeiras.
A estratégia é simples, eficiente e dura para ser colocada em prática na Água Branca.
“O Palmeiras nunca teve como característica valorizar seus garotos. Pelo contrário. A prática comum era comprar atletas que se destacavam em outros clubes. Era um grande sofrimento para a gente que vinha da base. Ninguém acreditava.”
A declaração é de Vagner Love, uma das grandes revelações palmeirenses antes da mudança de filosofia do clube, principalmente na administração de Mauricio Galiotte, que Leila Pereira aprimorou.
E que encontrou em Abel Ferreira seu melhor executor.
“Eu vim para treinar o Palmeiras, buscar títulos. Mas principalmente cuidar do futebol como um todo. Formar jogadores, valorizar os jogadores da base para que possam ser vendidos e fazer cada vez o Palmeiras mais forte. Esta é a filosofia que adoto. E que está dando certo”, já definiu Abel.
Desde que ele chegou, o clube vendeu uma seleção de atletas importantes que, juntos, deram ao Palmeiras mais de R$ 2 bilhões, recorde absoluto no país.
Estes foram as principais vendas, desde outubro de 2020.
Endrick para o Real Madrid. R$ 410 milhões.
Estêvão, Chelsea. R$ 358 milhões.
Allan, Manchester City, R$ 240 milhões.
Vitor Reis, Manchester City, R$ 225 milhões.
Luiz Guilherme, West Hamm, R$ 172 milhões.
Danilo, Nottingham Forest, R$ 110 milhões.
Kelvin, Shakhtar Donetsk, R$ 80 milhões.
Gabriel Veron, Porto. R$ 57 milhões.
Patrick de Paula, Botafogo. R$ 33 milhões (por 50%)
John John, Red Bull Bragantino. R$ 24 milhões.
Wesley, Cruzeiro. R$ 16,5 milhões (por 50%).
Estas as principais vendas.
Fora as porcentagens com revendas, como clube formador.
A saída de Allan será imediata.
Ele não jogará contra o Santos, na quarta-feira.
Abel Ferreira sabia que iria perder o jogador para o City.
As sondagens acontecem desde antes da Copa do Mundo, quanto Savinho estava interessando o Tottenham.
O treinador português a princípio dará chance para Felipe Anderson.
Mas se não render, abrirá espaço para outras jovens promessas.
A base do Palmeiras oferece a Abel novas promessas, como Eric Belé, Riquelme Fillipi, entre outros.
A busca por novos garotos não para.
O Palmeiras é o clube que mais investe na base na América do Sul.
São cerca de R$ 30 milhões por ano, na busca de novos talentos.
O coordenador João Paulo Sampaio é o grande responsável pelo garimpo.
A saída de Allan é só mais uma.
E mostra o caminho óbvio a ser seguido pelos clubes brasileiros.
Formar jovens jogadores, ganhar títulos com eles, valorizá-los.
E vendê-los.
Do final de outubro de 2020 até hoje, desde a chegada de Abel, a grosso modo, o Palmeiras investiu cerca de R$ 165 milhões na base.
Arrecadou com ‘seus meninos’ R$ 2,1 bilhões.
E ganhou 11 títulos com o elenco profissional, tornando Abel Ferreira o técnico mais vencedor da história palmeirense.
A engrenagem está dando muito certo...















