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‘Batizado’ contra Marrocos, Ancelotti promete. O Brasil contra o Haiti voltará a ser Brasil. Mas Endrick deve começar na reserva

Italiano sentiu o peso de decepcionar sendo treinador da Seleção em uma Copa do Mundo. E deixa claro que o time vai buscar a vitória, aqui, na Filadélfia. Com o time mostrando mais intensidade, vibração. E pediu paciência para Endrick

Cosme Rímoli|Do R7

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Ancelotti sabe que precisa fazer o Brasil vencer. E por goleada o Haiti. E se classificar em primeiro no grupo C Rafael Ribeiro/CBF — 18.06.2026

Filadélfia, direto dos Estados Unidos.

Com o rosto denunciando os treinos intensos no verão norte-americano, Ancelotti tentava mostrar descontração. Mas nos pequenos gestos denunciava a tensão da obrigação pela vitória hoje, contra o Haiti, depois do empate contra Marrocos.


“Tenho experiência para lidar com a pressão. O resultado não foi bom e isso nos deixa um pouco críticos em relação à equipe, mas precisamos fazer uma crítica construtiva e positiva. Foi apenas o primeiro jogo.

“A Copa do Mundo não se ganha na estreia. Temos que buscar soluções. Trabalhamos nesses dias para tentar solucionar isso”, disse, deixando nas entrelinhas o que fez.


Ancelotti fará mudanças significativas na equipe.

“Mudei a equipe no fim do primeiro tempo e podemos fazer algumas mudanças para ter jogadores mais frescos. Não são mudanças apenas para melhorar o jogo, mas para buscar mais equilíbrio.


“Precisamos errar menos passes. Temos qualidade para fazer isso. Será um jogo intenso, contra jogadores do Haiti de qualidade, fortes e potentes. O pensamento da equipe é evoluir ainda mais”.

Ibañez deixará a equipe titular de vez. Danilo entrará na lateral. Paquetá também deverá perder seu lugar para Luiz Henrique.


Para fazer o Brasil voltar a ser Brasil nesta Copa, nesta sexta, às 21h30, no Lincoln Financial Field, aqui, na Filadélfia, o treinador apostará em quatro atacantes.

Luiz Henrique, Vini Jr., Bruno Guimarães e Raphinha celebram gol do Brasil em amistoso contra o Panamá antes da Copa do Mundo de 2026 Ricardo Moraes/Reuters - 31/05/2026

Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.

Pelo menos foi o time que mais treinou em New Jersey. Ele exigirá que Douglas Santos seja mais ofensivo e que o Brasil seja mais agudo, dando apoio maior a Vinicius Júnior.

O técnico italiano acompanhou todas as informações sobre o Haiti. E apostará na velocidade e na técnica dos brasileiros diante da força física do time da Concacaf, que volta a uma Copa do Mundo depois de 1974.

Aliás, Ancelotti espera esse confronto.

O técnico do Haiti, Sébastien Migné, deverá montar sua equipe no 5-4-1. Ou seja, tentando tirar todo o espaço, principalmente da intermediária.

Ancelotti deve dar uma nova chance a seu jogador de confiança, Casemiro.

Ele foi muito mal diante Marrocos, tomou cartão amarelo, mas o italiano fez dele seu líder, desde os tempos do Real Madrid. A grande mudança será no auxílio dos outros jogadores.

Ancelotti quer o Brasil se impondo, mas sendo uma equipe bem mais coletiva. Daí Bruno Guimarães e Casemiro terem o auxílio, quando o Haiti tiver a bola, de Matheus Cunha, atuando como no Manchester United.

Mas Fabinho, que foi muito bem diante dos marroquinos, está de sobreaviso.

A aposta em Luiz Henrique frustrou muitos jornalistas aqui nos Estados Unidos.

O desejo generalizado é que ele apostasse em Endrick, que os próprios jogadores queriam a escalação.

Mas Ancelotti usou a sua experiência para mostrar quem é que manda. Ele segue sua tese de que o jovem atacante de 19 anos é indisciplinado taticamente.

“Endrick é um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar suas qualidades nesta Copa e também na próxima Copa do Mundo.

“Ele é paciente, não tem pressa e é muito maduro para a idade. Esse é um aspecto muito importante.

“Além disso, a família está muito próxima dele, o que é fundamental para um jovem. Vamos esperar o momento correto, porque ele será importante.”

Há a certeza de que Endrick entrará na partida. Mas, no decorrer do jogo, não começando o confronto importante.

Mas será no esquema ousado, aberto, com a bola nos pés, que o italiano aposta no Brasil, buscando ser o Brasil. Em um ousado 4-2-4.

O Brasil terá muito apoio nas arquibancadas. As ruas da Filadélfia estão lotadas de homens e mulheres vestidos com a camisa amarela.

Os sorrisos de Ancelotti na coletiva de hoje escondem a preocupação.

Ele sabe que não teve tempo suficiente para montar uma equipe confiável, competitiva. Busca encurtar o tempo com treinos fortes que surpreenderam os próprios jogadores da Seleção, que vieram de final de temporada europeia.

Mas a cobrança para quem aceita ser treinador do Brasil sempre foi intensa, fortíssima.

Ainda mais ele, que é o primeiro estrangeiro a ter a coragem de comandar a Seleção em uma Copa do Mundo.

Não há outra saída a não ser buscar fazer o Brasil ser o Brasil.

Ainda mais uma equipe sem tradição, com jogadores muito mais limitados.

Ancelotti é pragmático.

Foi assim que ganhou cinco Champions League.

Mas, comandando a Seleção contra o Haiti, ele não tem outra saída.

A não ser colocar o Brasil no ataque.

Mesmo com muitas pessoas suspirando de saudades de Neymar.

O brasileiro de maior talento segue em New Jersey, enquanto todo o time estará aqui, na Filadélfia.

Ele segue o tratamento para tentar ajudar o Brasil nesta Copa do Mundo.

Está difícil.

De longe, a ele só resta torcer para o time escolhido por Ancelotti.

Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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