Fonseca x Prizmic: o que o brasileiro pode enfrentar em quadra
Croata chega embalado por grandes resultados no saibro europeu
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Na entrevista coletiva após a vitória sobre o francês Luka Pavlovic, João Fonseca respondeu a uma pergunta sobre o seu próximo adversário, o croata Dino Prizmic. No vídeo abaixo, você confere a resposta do brasileiro.
Um jogador completo, bom saque, devolução, intenso. Com essas palavras, o tenista brasileiro definiu que já sabe que terá pela frente um adversário difícil. Mas o que o João não disse, o blog mostra agora para você.
Dino Prizmic (72 do ranking) está vivendo simplesmente o melhor momento de sua carreira nesta edição de Roland Garros. Ele estreou diretamente na chave principal, vencendo com facilidade o norte-americano Michael Zheng (145º) em sets diretos, 6/1, 6/1 e 6/3.
O torneio é muito familiar para Prizmic. Ele foi campeão júnior em 2023 no saibro de Paris. E chega embalado por grandes resultados na temporada européia da terra batida. No Challenger de Monza, em abril, ele chegou à final embalando quatro vitórias seguidas. Ficou com o vice, perdendo para o belga Raphael Collignnon.
No Masters 1000 de Roma, veio do qualifying e depois de bater Novak Djokovic, só saiu nas oitavas, derrotado por Karen Khachanov No Masters 1000 de Madrid, ele chegou à terceira rodada, depois de derrotar Ben Shelton.
Como joga Prizmic
O croata, também chamado de Dince, tem a mesma altura de João Fonseca (1,88m), é destro, com backhand de duas mãos, e possui um estilho de jogo considerado sólido e inteligente, principalmente no fundo da quadra. Prizmic comete pouquíssimos erros não forçados e se destaca pela consistência nos ralis longos, conseguindo desgastar os adversários pacientemente.
Sua capacidade de cobertura de quadra torna muito difícil para os oponentes conseguirem bolas vencedoras. Consegue mudar o ritmo do ponto com facilidade e usa bem o peso da bola do adversário para contra-atacar, especialmente com o backhand.
Como mostrou nos dois Masters 1000 que citei acima, Prizmic demonstra boa maturidade mental, avançada para os seus 20 anos de idade, sem se deixar intimidar diante de grandes cenários ou de jogadores do topo do ranking.
Será a primeira partida entre os tenistas, e deve acontecer na próxima quarta-feira (27), provavelmente na mesma quadra da estreia de João Fonseca, a Simmone Mathieu.
Brasileiros na chave de duplas de Roland Garros
Depois da derrota na primeira rodada da chave de simples para a britânica Francesca Jones, Bia Haddad estreia nas duplas nesta terça-feira (26) ao lado da russa Liudmila Samsonova. Elas vão enfrentar a parceria formada pela americana Desirae Krawczytk e a ucranianaLyudmyla Kichenok.
Marcelo Mello e o argentino Andres Molteni enfrentam o americano Christian Harrison e o britânico Neal Skupski, também nesta terça. Marcelo Demoliner e seu parceiro, o indiano N. Sriram Balaji, vão à quadra contra o alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase.
Outros brasileiros que estreiam nas duplas são Orlando Luz e Rafael Matos (contra o americano Evan King e o sueco Andre Goransson) e Fernando Romboli, ao lado do parceiro australiano John Smith, que enfrentam o equatoriano Diego Hidalgo e o americano Patrik Trhac.
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