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Saque por baixo: genial ou jogo sujo? Entenda a polêmica

Pela regra do esporte, é legal; para muitos tenistas, é imoral

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Marta Kostyuk usou o saque por baixo em Roland Garros, gerando polêmica.
  • O saque por baixo é legal, mas muitos tenistas o consideram imoral e desrespeitoso.
  • É visto como uma quebra de expectativa e uma possível provocação no tênis.
  • Para alguns, é uma estratégia inteligente; para outros, um jogo sujo e antiestético.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A comunidade do tênis voltou a debater a tática do saque por baixo, depois que ele foi utilizado pela ucraniana Marta Kostyuk, na partida contra a suíça Viktorija Golubic, pela terceira rodada de Roland Garros. Kostyuk lançou mão do expediente depois de dois lançamentos supostamente errados para o saque por cima.

Veja no vídeo:


Os saques por baixo, ou underarm serve, irritam muitos tenistas especialmente no circuito profissional basicamente por uma combinação de fatores culturais, psicológicos e de etiqueta no esporte. Embora seja 100% legal pelas regras da ITF (a bola só precisa ser batida antes de tocar o chão, sem exigência de ser por cima), ele gera reações fortes.

Os principais motivos envolvem quebra de expectativa e sensação de pegadinha pelo tenista que devolve, já que ele geralmente fica bem atrás da quadra esperando um saque potente e rápido. Quando o saque sai por baixo, devagar e com curva curta, quem recebe precisa correr desesperadamente para frente.


Muitos se sentem enganados como se o adversário tivesse explorado uma falta de preparo momentânea, em vez de vencer no mérito técnico.

No tênis, há uma tradição forte de fairplay e elegância. O saque por cima é visto como o padrão nobre, enquanto o saque por baixo é associado à provocação ou desrespeito, considerado por muitos como deboche ou até humilhação.


Há quem diga também que o underarm service é uma tentativa de irritar o adversário de propósito. Jogadores como Nick Kyrgios e Alexander Bublik usam o recurso com certa regularidade.

Para alguns tenistas, o contexto da partida importa muito. Por exemplo, Andy Murray já disse que “se você recua para ganhar vantagem, eu exploro isso”. Ou seja, se o receptor está recuado demais, tentando ganhar tempo contra um saque forte por cima, o saque por baixo é uma resposta inteligente e legítima.


Não se pode esquecer que, além da tradição, muitos tenistas e fãs levam em conta a estética. Eles acham o saque por baixo feio ou pouco elegante. Para eles, o esporte valoriza potência, altura e velocidade no saque. Algo baixo e lento vai contra essa imagem.

Resumindo, o saque por baixo não é trapaça, mas fere o orgulho. Quebra o ritmo da partida e carrega um estigma cultural de que não é assim que se joga tênis de verdade. Por isso, divide tanto os tenistas. Para uns, genial e estratégico. Para outros, jogo sujo. Acaba ficando naquele limbo de “não é ilegal, mas é imoral”. Até quando?

A ver.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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