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Maja Chwalinska, a tenista que está encantando Roland Garros

Quem é a polonesa que enfrentou depressão, saiu do quali e chegou à final em Paris

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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Maja Chwalinska
Maja Chwalinska Reprodução/Instagram/@majachwalinska

Ela tem apenas 1,64 m.

Chegou a Paris com o ranking 114, para disputar o qualifying do Grand Slam mais charmoso do circuito.


Nada de especial. Ninguém parou para observá-la há 3 semanas.

Mas, de mansinho, ela foi vencendo uma partida aqui, outra ali, furou o quali e chegou à chave principal. E é aí que começa o conto de fadas. E é aí que o público e os demais tenistas começaram a conhecer Maja Chwalinska (se fala Máia Ralinska), que nesta quinta-feira alcançou o maior feito da sua carreira: chegou à final do Aberto da França.


Maja nasceu em 2001 em Dąbrowa Górnicza, é canhota e começou a jogar tênis aos 7 anos. Nas categorias de base, ela era muito próxima de Iga Świątek, com quem inclusive conquistou o título europeu de duplas sub-14 em 2015.

Mas, durante a carreira, teve que enfrentar problemas sérios. Várias lesões e, principalmente, uma batalha pública contra a depressão a afastaram das quadras. Longe do circuito profissional, Maja teve que recomeçar praticamente do zero. E, como parte deste processo de reconstrução e retorno às quadras, disputou torneios nível ITF em vários países. E, vejam só, foi no Brasil que ela conquistou o seu primeiro título profissional.


Maja Chwalinska tem um estilo técnico, inteligente e com muitas variações que, em vez da força, costumam desestabilizar as adversárias. E foi o que ela mostrou na semifinal contra a russa Diana Shnaider, quando venceu por 2 sets a 0, parciais de 7/6[4] e 6/4. Lembrando que Shnaider chegou à semi depois de dar um chocolate na número 1 do ranking, Aryna Sabalenka (6/3, 5/7, 6/0).

Em Roland Garros, depois do qualifying, Maja eliminou tenistas de peso como Qinwen Zheng, Maria Sakkari e as cabeças de chave Anna Kakinskaya (22a) e Elise Mertens (23a), antes de chegar à semi, igualando o feito de Nadia Podoroska em 2020. A ida à final garantiu um salto de 80 posições e pelo Live Rankig da WTA, Maja Chwalinska está no top 30.


Na entrevista em quadra, depois da vitória sobre Diana Shnaider, disse que se sentia em um sonho e que estava muito feliz. Sobre o desempenho, Maja afirmou que um torneio como Roland Garros é desafiador, porque não é fácil jogar contra as melhores tenistas do mundo. Quando perguntada se é sempre calma como demonstrou na partida da semi, Maja revelou que tenta sempre ficar calma, mas que por dentro há uma tempestade.

A trajetória dos sonhos de Maja Chwalinska chegará ao final no sábado, na batalha contra a russa Mirra Andreeva, 8.ª do ranking.

O que muita gente espera -e torce- é que a história da Cinderela de Roland Garros tenha um final feliz.

A ver.

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