Serena Williams tem a seu favor um dos maiores talentos técnicos e aura incomparável
Aos 44 anos, americana multicampeã está de volta ao circuito; ela ficou quatro anos longe das quadras e vai jogar em Wimbledon
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
E não é que Serena Williams vai mesmo voltar às quadras, aos 44 anos, e quase quatro depois da aposentadoria? Muita gente se assustou — e muitos vibraram também — ao saber que a dona de 23 títulos de Grand Slam encarou o desafio e vai pisar na grama sagrada de Wimbledon em dose dupla. Quer dizer, vai disputar a chave de simples e a de duplas, ao lado da irmã, Venus.
A organização de Wimbledon confirmou que concedeu um wild card (convite) para Serena competir na chave principal de simples, marcando seu retorno individual. O torneio começa no dia 29 de junho.
É bem verdade que o retorno oficial já aconteceu, no início de junho, quando Serena jogou na chave de duplas do WTA 500 de Queen’s, ao lado da canadense Victoria Mboko, que tem 19 anos, menos da metade da idade da americana. A estreia foi com vitória (sem trocadilho) por 2 sets a 0, mas a dupla precisou abandonar o torneio devido a uma lesão no joelho de Mboko.
Depois, Serena também competiu na chave de duplas do Aberto de Berlim ao lado de Karolína Muchová, mas não passou da primeira rodada.
O convite de Wimbledon inclui a volta da parceria com a irmã, Venus, com quem conquistou seis títulos.
Todo grande lutador acredita que ainda tem uma grande luta pela frente
Este é um ditado que geralmente se aplica a boxeadores que se aposentam e depois de um tempo voltam aos ringues. É como se uma chama da adrenalina ainda estivesse viva e queimando por dentro.
Talvez, por isso, e como os lutadores, a ex-número 1 do mundo declarou que o que ela mais sentia falta era da atmosfera vibrante de um torneio profissional. Mãe de duas filhas, Serena destacou que agora encara o tênis sob uma perspectiva diferente, focando em vivenciar o momento ao lado de sua família e livre de pressões por resultados.
Para muitos, a americana é a maior jogadora de todos os tempos, o que dá a ela razões para acreditar que tem capacidade de jogar e vencer partidas novamente. A verdade é que Serena não disputa uma partida oficial de simples desde o US Open de 2022. Então o US Open deste ano, que começa em agosto, não seria o ponto de partida mais óbvio?
Talvez, mas como jogou duas partidas de duplas e tem treinado intensamente em Wimbledon nos últimos dias, Serena Williams acredita que está afiada e sólida o suficiente para retornar ao local onde conquistou sete títulos de simples. Ela insiste que não “precisa vencer” e, com razão, afirma que “não tem nada a provar”.
Além disso, o retorno no All England Club não é só uma jogada ambiciosa, é uma isca para os fãs do tênis saudosos dos saques potentes que quase chegavam a 200 km por hora e dos gritos depois de uma grande jogada.
Recordar é viver?
Muitos atletas que sonham em reviver os bons tempos, acabam descobrindo como é grande a distância entre provar que ainda podem competir e a realidade da competição depois de anos afastados.
Serena Williams completa 45 anos em setembro, será a jogadora mais velha na chave principal do individual feminino. Seis anos a mais do que a alemã Tatjana Maria, a jogadora mais velha com entrada direta.

A maioria das principais jogadoras femininas hoje tem cerca de 20 anos a menos do que Williams, incluindo a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, de 28 anos, e a atual campeã de Wimbledon, Iga Swiatek, de 25 anos.
A também americana Lindsay Davenport, campeã de 3 Grand Slam e medalhista olímpica, disse que Serena é uma inspiração para milhões de pessoas em todo o mundo e sua mensagem de ser capaz de fazer qualquer coisa em qualquer idade é, no mínimo, admirável.
Segundo Davenport, “a grama é uma superfície difícil para começar, a bola passa muito rápida, muito baixa e é muito física – há muita flexão. Não vai ser fácil, mas se alguém poderia fazer isso, certamente seria ela.”
O que Serena tem a seu favor é um dos maiores talentos técnicos já vistos e uma aura incomparável. Talvez ganhar um 24º torneio importante para empatar o recorde feminino de todos os tempos de Margaret Court pode não ser a prioridade, mas a americana deve ter olhado atentamente para as partidas da WTA e percebido que muitas das jogadoras do circuito podem ser batidas.
A força e a precisão de seu saque foram particularmente eficazes na grama e ela provavelmente espera que esta decisão de jogar em Wimbledon possa lhe render muitos pontos grátis e aumentar suas chances de vencer. Especialmente se a adversária do outro lado da quadra for menos experiente e ficar intimidada pela sua presença na quadra central.
A ver.
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