Abaixo do potencial, João encontra adversário que soube neutralizar seus golpes
Brasileiro não resistiu ao jogo travado do tcheco Jakub Mansik

É o tênis.
Um dia você joga bem, no outro muito bem, e no terceiro nem tanto.
Tenistas ganham e perdem.
Muitas vezes nem sempre a vitória ou a derrota é para o adversário, mas para eles mesmos.
Na partida das quartas de final, foi assim. João esteve o tempo todo abaixo do seu potencial, e encontrou um adversário que sabia como neutralizar os melhores golpes dele. Mas também cometeu erros que não costuma cometer e pagou o preço por isso.
Não que Jakub Mensik tenha jogado muito, fez o que sempre faz: saques velozes, aces (foram 11 durante a partida), bola de um lado para o outro e se manteve firme no fundo da quadra, sem alongar os pontos, o que seria uma vantagem para o brasileiro.
Ao contrário, optou por pontos rápidos, sem dar muita chance a João. Nos dois primeiros sets, Mensik teve 38 winners contra 27 do brasileiro.
E quem começa o terceiro set perdendo por 2 a 0 tem que caprichar, arriscar e ir pra cima. Foi o que João fez. Quebrou o serviço do tcheco no 2º game. Ao mesmo tempo, Mensik começou a errar mais, parecia apressado, querendo fechar logo a partida. Uma luz no fim do túnel. Mas, no quarto game, quando precisava manter a vantagem, João também errou bolas fáceis, reclamando em voz alta do próprio jogo, algo que a gente não vê com muita frequência.
E uma deixadinha mal feita igualou o placar em 2 a 2.
A partir daí, foi uma montanha russa, com uma quebra para cada lado, e os tenistas correndo pela quadra. Mensik parecia mais cansado, mas conseguiu segurar bem a partida.
No 11º game, com 6/5 a favor e João sacando, teve seis match-points, mas não conseguiu fechar.
Empatado em 6 a 6, o jogo foi ao tiebreak. Faltava apenas João vencer e seguir vivo no jogo, e, quem sabe, mais uma histórica virada.
O game desempate não começou bem para o brasileiro, Mensik abriu 4 a 1, chegou a 6 a 3 e fechou numa curtinha junto à rede. O placar final, 3/0, com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6[3] fez justiça a quem soube impor seu jogo. Para João, uma pena, mas ao mesmo tempo não há como não louvar a semana extraordinária que ele teve em Roland Garros.

Agora, na semi, Jakub Mensik será o segundo jogador da nova geração a enfrentar Alexander Zverev, que mais cedo, nesta terça, eliminou Rafael Jodar.
Este blog continua com a sensação de que o alemão ainda é o franco favorito a levantar a taça de Roland Garros.
A ver.
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