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Corrida global pelas figurinhas da Copa provoca escassez e mobiliza milhões de fãs

Com a possível última Copa de Messi e Cristiano Ronaldo, colecionadores enfrentam falta de figurinhas e altos custos para completar o álbum mais desejado do futebol

Arena Atual|Daniel RiveraOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A busca por figurinhas da Copa do Mundo se tornou uma obsessão global, com escassez registrada em vários países.
  • Esta edição do álbum é especial devido à possível última participação de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em Copas.
  • Colecionadores recorrem à internet e encontros de troca para completar seus álbuns em meio à alta demanda.
  • A edição atual é a maior já produzida pela Panini, com 980 figurinhas e 48 seleções, sendo vista como um marco histórico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pacotes de figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2026 Divulgação/PCERJ

A Copa do Mundo nem começou, mas milhões de torcedores já vivem o clima do maior evento do futebol. O motivo não está apenas dentro de campo.

Em diversos países, a febre do álbum de figurinhas toma conta de crianças, jovens e adultos, transformando a busca pelas figurinhas em uma verdadeira obsessão coletiva.


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A paixão é impulsionada por um fator especial: a possibilidade de esta ser a última Copa do Mundo de dois dos maiores jogadores da história, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Para muitos colecionadores, completar o álbum desta edição significa guardar a lembrança histórica de uma geração que marcou o futebol mundial.


O fenômeno é tão grande que ultrapassou fronteiras. Segundo reportagem da Reuters, a procura por figurinhas em países como a Espanha foi tão intensa que muitos pontos de venda registraram falta de envelopes.

Em várias cidades, encontrar pacotinhos se tornou uma missão difícil, obrigando colecionadores a recorrerem à internet ou aos tradicionais encontros de troca.


E é justamente a troca de figurinhas que continua sendo a alma do colecionismo. Mesmo com aplicativos, grupos digitais e plataformas especializadas, nada supera a experiência de abrir um monte de repetidas e encontrar alguém disposto a fazer aquela troca perfeita.

Em tempos de tecnologia e comunicação instantânea, deixar um álbum incompleto muitas vezes não é uma questão de falta de oportunidade, mas de dedicação.


A paixão pelas figurinhas também inspirou iniciativas curiosas ao redor do mundo. No Chile, por exemplo, autoridades incentivaram encontros de colecionadores em estádios para promover trocas de figurinhas, transformando arenas esportivas em grandes pontos de convivência e integração entre torcedores.

Outra tradição que movimenta os fãs são as atualizações lançadas após as convocações oficiais. Como a produção do álbum começa meses antes da Copa, alguns jogadores acabam ficando de fora da edição inicial.

Para corrigir essas ausências, a Panini costuma disponibilizar figurinhas extras e atualizações especiais com atletas convocados posteriormente.

Entre as curiosidades mais interessantes está a própria história dos álbuns da Copa. Embora a Panini seja hoje a principal referência mundial do segmento, os primeiros álbuns relacionados ao Mundial surgiram muito antes.

No Brasil, figurinhas ligadas às Copas já circulavam na década de 1930 e chegaram a ser distribuídas junto com balas, chicletes e até maços de cigarro.

A edição atual também entrou para a história por ser a maior já produzida pela Panini, com 980 figurinhas e a participação de 48 seleções. A empresa produz milhões de cromos diariamente para atender à demanda global, que cresce a cada edição.

Há ainda uma expectativa entre colecionadores sobre mudanças futuras nos direitos comerciais da competição. Por isso, muitos enxergam esta coleção como o encerramento de uma era e um dos álbuns mais simbólicos já produzidos.

No fim das contas, completar um álbum da Copa nunca foi apenas uma questão de preencher espaços vazios. É uma experiência que mistura futebol, amizade, nostalgia e histórias que atravessam gerações.

E enquanto houver uma figurinha faltando, sempre haverá alguém disposto a procurar, trocar e continuar alimentando uma das tradições mais apaixonantes do esporte mundial.

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