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Copa das Confederações 2013 Imprensa do Brasil vira alvo da ira da Fifa após protestos pelo País

Imprensa do Brasil vira alvo da ira da Fifa após protestos pelo País

Diretor fala em cobertura “emocional” por parte dos jornalistas brasileiros

Dirigente da Fifa chamou a atenção dos jornalistas no Rio

Dirigente da Fifa chamou a atenção dos jornalistas no Rio

Divulgação

A Fifa virou as suas armas para a imprensa brasileira durante a coletiva da última segunda-feira (24), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. De acordo com a entidade, através do diretor de comunicação Walter di Gregório, a mídia precisa avaliar os protestos que atingem o País nas últimas semanas, alguns deles nas cidades-sede da Copa das Confederações.

— Temos que colocar objetividade novamente nessa discussão, que está muito acalorada e emocional. Jornalismo não é só audiência, mas uma responsabilidade social – disse Gregório, em declarações reproduzidas pelo jornal Folha de São Paulo.

Na opinião do dirigente, a maneira com que os jornalistas estão tratando o torneio e os eventos fora de campo é “exagerada”. Falta, segundo ele, uma abordagem mais “racional” dos acontecimentos.

— Para dar apenas um exemplo, que considero forte: vi uma cena na TV nos últimos dias, de gente quebrando um sinal de trânsito e pulando em cima dele. A cena foi mostrada de quatro ângulos diferentes, 24 horas por dia. Isso dá a impressão de que não havia mais sinais de tráfego no país inteiro, e a percepção externa é que o País está sob fogo cerrado, que há uma guerra civil acontecendo. Não é o caso.

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Depois de dar o seu recado, o diretor da Fifa procurou amenizar o tom, defendendo o direito de analisar os fatos dos “formadores de opinião”, como chamou os jornalistas.

— Isso não quer dizer que vocês não possam criticar o que acontece no país ou nos estádios, mas faço esse convite para que procurem enxergar o cenário completo. Temos que colocar objetividade novamente nessa discussão que está muito acalorada e emocional. Jornalismo não é apenas audiência, mas uma responsabilidade social.

Por fim, Gregório fez a defesa da Fifa. A entidade tem sido alvo de muitas críticas por suas exigências e ameaças de suspender a Copa das Confederações e, supostamente, pensar em retirar a Copa do Mundo de 2014 do Brasil, levando-a para outro país.

— Se não falamos nada, nos criticam por só nos importarmos com o futebol. Se dizemos algo, somos criticados por interferir em assuntos internos. Nossa posição é a mesma: respeitamos o direito democrático aos protestos, desde que não sejam violentos, mas não iremos entrar nessa discussão.

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