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Acarajé será mais caro em jogos na Arena Fonte Nova

Quitutes serão vendidos de  R$ 6 a R$ 8 por apenas seis baianas

Copa das Confederações 2013|Do R7

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Fonte Nova receberá três jogos da Copa das Confederações
Fonte Nova receberá três jogos da Copa das Confederações

A polêmica criada em torno da venda dos acarajés na Arena Fonte Nova, em Salvador, durante a Copa das Confederações, está encerrada. Os quitutes serão vendidos por seis baianas, integrantes de uma associação local, numa área externa às cadeiras, por preços levemente apimentados: R$ 6 e R$ 8 (com camarão).

Segundo Rita dos Santos, presidente da Associação de Baianas de Acarajé e Mingau (ABAM), o valor está de acordo com o que é praticado nas ruas da capital baiana, onde o acarajé é vendido em média por R$ 6, com camarão, e R$ 5, sem o fruto do mar.


O abará, outro importante quitute da culinária baiana, semelhante ao acarajé, terá os mesmos valores. O bolinho de estudante (bolinhos fritos de tapioca) e a cocada custarão R$ 5.

Das seis baianas que realizarão a venda, três trabalhavam na antiga Fonte Nova, entre elas Norma Ferreira, de 76 anos, 60 deles exercendo a atividade no estádio baiano.


— Criei e formei todos os meus filhos com o dinheiro que ganhava vendendo acarajé na Fonte Nova. Sempre dependi dessa renda. Estou muito feliz por ter de volta o acarajé na minha Fonte Nova, será uma emoção muito grande.

A venda do produto, no entanto, não será realizada dentro do espaço da arena em si, e sim numa zona conhecida como comercial display, localizada entre as catracas e os corredores do estádio. A área é geralmente disponibilizada pela Fifa para que seus patrocinadores vendam souvenirs e outros produtos oficiais da Copa das Confederações.


Serão dois quiosques, um com espaço para quatro baianas, com 50m², e outro de 25m², para duas baianas. De acordo com a Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo (Secopa), a expectativa é que os quiosques sejam instalados até o dia 20 de junho, estreia da Arena Fonte Nova na Copa das Confederações.

Circulação livre


Diferentemente do que foi divulgado anteriormente, o torcedor poderá circular livremente com o acarajé nas mãos. Feliz com a conquista, a presidente da ABAM, Rita dos Santos, espera por maiores avanços.

— Já estamos com um pé na Arena Fonte Nova. Agora, queremos colocar os dois pés, e vender o acarajé nos quiosques do estádio, como os outros lanches. Essa é uma expectativa para a Copa do Mundo e para os jogos de Bahia e Vitória, também.

Já o Secretário Estadual para Assuntos da Copa do Mundo , Ney Campello, diz que nunca houve um bloqueio quanto à venda dos acarajés.

— O que a Fifa não queria era uma venda desorganizada, sem regras, o que não vai acontecer. Todas as baianas serão capacitadas e equipadas para venderem e exercerem sua atividade da melhor forma.

Agora, a discussão é sobre o entorno do estádio. A ABAM deseja vender os acarajés na área do Dique do Tororó, região que vai ficar sob interdição da Fifa durante a Copa das Confederações. O diretor do Escritório Municipal da Copa do Mundo (Ecopa), Isaac Edington, garante que a prefeitura já está negociando com a entidade mundial do futebol e que na próxima semana deve ser lançado um esquema para que a atividade ocorra sem problemas.

— Por regra, nenhuma atividade informal pode ser realizada no entorno da Fonte Nova. Porém, graças à sensibilidade dos organizadores, nós conseguimos essa exceção e vamos anunciar todo o funcionamento do comércio em breve.

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