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BRASILEIRO 2022
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Copa América: Brasil x Argentina é jogo-chave para Tite e Messi

Técnico brasileiro e craque argentino têm na competição continental uma oportunidade única de chegar ao primeiro título com suas seleções

Futebol|Guilherme Padin, do R7

Messi e Tite vivem momentos similares e buscam consagração por seus países
Messi e Tite vivem momentos similares e buscam consagração por seus países Messi e Tite vivem momentos similares e buscam consagração por seus países

A semifinal da Copa América entre Brasil e Argentina nesta terça-feira (2), no Mineirão, será uma chance de ouro aos rivais sul-americanos, sobretudo, para duas figuras de suma importância no confronto: Tite e Lionel Messi.

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O técnico brasileiro e o capitão e craque argentino têm na competição continental uma oportunidade única de chegarem ao primeiro título com as seleções de seus países.

Após o confronto na capital mineira, um sairá com o moral elevado e, o outro, com mais dúvidas e peso sobre as costas do que estavam em 14 de junho, dia da partida inaugural do torneio.

O clássico será o primeiro grande teste de ambas as equipes na Copa: por um lado, a Argentina teve apenas na Colômbia um adversário de nível igual, na derrota que, no entanto, não tinha grande valia por se tratar da estreia dos comandados de Lionel Scaloni no certame.

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Já a equipe de Tite enfrentou somente seleções tecnicamente inferiores e sofreu diante do Paraguai, nas quartas de final, vendo a possibilidade de eliminação aumentar na disputa de pênaltis, definida por Gabriel Jesus.

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Próximo de completar três anos de sua partida de estreia no comando da seleção brasileira, Tite nunca esteve tão questionado como agora.

O treinador gaúcho assumiu o time canarinho como unanimidade, e levou o Brasil à Copa do Mundo da Rússia com ótimos resultados e números expressivos.

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A eliminação diante da Bélgica, somada às atuações aquém da expectativa na fase de grupos e contra o México, nas oitavas, deram abertura às primeiras de muitas críticas que o comandante da seleção receberia nos 12 meses seguintes.

A insistência nos jogadores chamados ‘protegidos de Tite’, o tratamento com Neymar durante período delicado, a excessiva quantidade de amistosos contra seleções inexpressivas, a falta de variação no esquema tático, o que deixaria o time previsível, entre outras situações, foram questionamentos comuns no período de um ano entre a queda no Mundial da Rússia e o pontapé inicial da Copa América.

Na competição continental, a dúvida é constante. As atuações diante da Bolívia, com um primeiro tempo pouco inspirador, e o empate diante da Venezuela foram sinais de alerta para o time verde-amarelo, que goleou e convenceu diante do Peru. As oitavas de final, contra o Paraguai, voltaram a assustar: o Brasil atacou muito, mas de forma ineficaz, e passou apenas nos pênaltis, por 4 a 3.

Diante da Argentina, virá o maior teste de Tite desde a eliminação para a Bélgica. Rogério Caboclo, presidente da CBF, garante o treinador gaúcho no comando da seleção brasileira até a Copa de 2022, mas restam dúvidas se a postura do dirigente será a mesma se a equipe tiver um novo fracasso, justamente contra o maior rival, no mesmo palco da goleada alemã por 7 a 1 no Mundial de 2014.

Líder, Messi mira redenção após atuações apagadas

Se a Copa América e o confronto na semifinal são um teste de fogo para Tite, com Lionel Messi não é diferente.

O camisa 10, que já se consagrou como um dos grandes craques da história do futebol, ainda não conquistou títulos com a Albiceleste, além de ter passado por duras derrotas em três finais seguidas, contra a Alemanha, na Copa de 2014, e o Chile, duas vezes, em 2015 e 2016, ambas pela Copa América.

Nas três campanhas de vice-campeonato e nos dois últimos jogos da Copa de 2018 — contra Nigéria e França —, apesar das derrotas em decisões, Messi protagonizou boas atuações e foi decisivo com a camisa branca e azul.

Veja também: Histórico contra Messi favorece Brasil em semi da Copa América

No entanto, o futebol apresentado pelo meia-atacante nesta Copa América é apagado e muito inferior ao que se espera do craque do Barcelona. Em quatro jogos, ele marcou um gol (de pênalti) e não deu assistências.

O único aspecto positivo da atuação do jogador de 32 anos na competição é a liderança. Antes, a imposição do argentino era somente técnica. No Brasil, o que se vê em campo é um atleta mais participativo e comprometido com a função. Tal é a mudança de perfil que Lionel Scaloni, técnico da Argentina, reconheceu a importância do craque dentro do vestiário.

Se somar um novo revés expressivo pela Argentina, Messi aumentará ainda mais o tabu de 26 anos sem títulos de sua seleção, além de alimentar as críticas pelo baixo rendimento na equipe nacional.

Caso avance, chegando à sua quinta final pela seleção, o capitão portenho terá uma nova chance de se consagrar como um jogador vitorioso também pelo seu país, acabando com a longa marca negativa dos 'hermanos'.

BRASIL x ARGENTINA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte-MG

Data: 2 de julho (terça-feira)

Horário: 21h30 (de Brasília)

Árbitro: Roddy Zambrano (Equador)

Assistentes: Christian Lescano (Equador) e Byron Romero (Equador)

VAR: Jesús Valenzuela (Venezuela)

Prováveis escalações

BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís (Alex Sandro); Casemiro e Arthur; Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Everton; Roberto Firmino.

Técnico: Tite.

Pendurados: Arthur, Filipe Luís e Roberto Firmino.

Possível desfalque: Fernandinho (dores no joelho direito).

ARGENTINA: Armani, Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Paredes e Acuña; Messi, Lautaro Martínez e Aguero (Di María). Técnico: Lionel Scaloni.

Pendurados: Acuña e Lautaro Martínez.

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