Torcedores reclamam por não conseguir usar telefone e internet no estádio Mané Garrincha, em Brasília
Sindicato diz que arena possuiu o melhor serviço de telefonia entre as sedes da Copa de 2014
Copa das Confederações 2013|Da Agência Brasil

Os serviços de telefonia móvel não foram bem avaliados pelo público que esteve ontem (15) no jogo de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão.
Apesar de aplaudirem o futebol mostrado pela seleção na vitória de 3 a 0, muitos reclamaram que não conseguiram usar a rede 3G das operadoras para se comunicar com amigos e parentes fora do estádio e mandar fotos.
A torcedora Luciana Mares Guia é um exemplo. Ela disse após a partida:
— Os celulares não estavam funcionando. Tentei ligar e não consegui.
Thiago Neiva, que acompanhou a partida no estádio, também se queixou:
— Tinha operadoras que funcionavam, outras não.
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O empresário Caubi Pinheiro, 37 anos, contou que teve dificuldades de usar a internet e fazer chamadas pelo celular.
— Tentei usar a internet, mas não consegui. Quando tentei ligar, não completava a ligação. Quando completa, cai em seguida.
Muitos profissionais de imprensa, que, além da internet 3G, tinham em suas mesas um cabo para acessar internet em seus computadores e wifi da Fifa (Federação Internacional de Futebol), tiveram que enviar textos apenas pela internet a cabo. A internet 3G e a conexão wifi só funcionaram nos últimos minutos da partida.
Para que o sistema de telefonia e internet móvel funcionasse de forma adequada nos estádios, as empresas de telefonia instalaram uma infraestrutura de equipamentos e antenas para suportar um grande número de acessos ao mesmo tempo.
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No Estádio Nacional Mané Garrincha, a capacidade é para 37,8 mil ligações na mesma hora, 12 mil transmissões de dados simultâneas em 3G e 9,8 mil transmissões em 4G. O público presente no estádio chegou a 67.423 pessoas.
As cinco operadoras de telefonia móvel (Vivo, Claro, TIM, Oi e Nextel) instalaram infraestrutura conjunta no estádio, que inclui antenas distribuídas para garantir a cobertura nas arquibancadas, camarotes, vestiários, corredores, praças de acesso e estacionamentos. Apesar disso, a reclamação de muitos torcedores foi que essa estrutura “não deu conta do recado”.
O SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal) informou no início desta semana que Brasília apresenta a melhor situação entre os estádios da Copa das Confederações, com 85% da infraestrutura concluída.
A entidade garantiu que, mesmo sem estar com toda a estrutura pronta, não havia risco de pane nos serviços porque as operadoras disponibilizaram a capacidade máxima de transmissão de voz e de dados nos estádios. As empresas de telefonia investiram R$ 110 milhões nos seis estádios da Copa, onde foram instaladas 767 novas antenas.
De acordo com a assessoria de comunicação da Fifa, a entidade está recebendo informações para avaliar como foi a prestação de serviços, incluindo telefonia móvel e internet, durante a partida. A Agência Brasil não conseguiu contato com o SindiTelebrasil e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que tinha fiscais no estádio.















