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Depois de ficar 7 minutos sem coração, técnico da Noruega aprendeu a comemorar o que realmente importa

O beijo de Stale Solbakken virou uma das cenas mais bonitas da Copa. Mas a história por trás dele é ainda melhor

Zé da Zaga|Zé da Zaga

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O técnico da Noruega, Stale Solbakken Pilar Olivares/Reuters - 16.06.2026

A Copa do Mundo adora heróis improváveis.

Às vezes eles fazem gols.


Às vezes defendem pênaltis.

E, às vezes, correm para beijar a própria esposa.


Foi o que aconteceu na segunda-feira (22).

Após a vitória da seleção da Noruega, Stale Solbakken, o técnico da equipe, saiu disparado em direção à arquibancada para celebrar com a mulher. A imagem correu o mundo. Em meio a tanta tensão, tanta cobrança e tanto protocolo, havia algo genuinamente humano naquela corrida.


Mas a melhor parte da história não estava no beijo.

Estava no passado.


Anos atrás, quando ainda era jogador, ele sofreu uma parada cardíaca durante uma partida.

Seu coração ficou sete minutos sem bater.

Sete minutos.

Tempo suficiente para mudar uma vida inteira.

Tempo suficiente para fazer qualquer pessoa enxergar o mundo de outra forma.

Ele foi reanimado. Sobreviveu. Voltou ao futebol. Construiu carreira como treinador. Chegou a uma Copa do Mundo.

E ontem estava ali.

Vivo.

Correndo.

Sorrindo.

Beijando a mulher depois de um gol.

Talvez seja por isso que a cena tenha sido tão bonita.

Porque, para a maioria dos técnicos, aquele era apenas um gol importante.

Para ele, parecia ser mais uma lembrança de que ainda estava ali para viver aquele momento.

O futebol costuma nos ensinar sobre vitórias. Mas algumas histórias ensinam algo mais valioso. Ensinam sobre segundas chances. Sobre o privilégio de continuar. Sobre a importância de celebrar as pessoas que caminham ao nosso lado quando tudo parece parar.

Literalmente.

Enquanto milhões de torcedores discutiam esquema tático, substituições e estatísticas, um homem correu para dar um beijo na mulher.

E, por alguns segundos, a Copa deixou de ser sobre futebol.

Virou sobre vida.

E talvez nenhuma história desta Copa explique tão bem por que vale a pena comemorar.

Porque há quem celebre um gol.

E há quem celebre simplesmente o fato de ainda poder estar ali para vê-lo acontecer.

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