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Se existe alguém que não foge de Haaland, esse alguém é Gabriel Magalhães

No duelo contra a Noruega pelas oitavas da Copa, o zagueiro brasileiro chega com um trunfo raro: ele já encarou o camisa 9, conhece seu jogo e nunca pareceu intimidado

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Bolada, bate-boca, puxão: a rivalidade entre Gabriel Magalhães e Haaland Reprodução/Instagram @_gabrielmagalhaes e @erling

Quando o Brasil enfrenta a Noruega, todo mundo olha para um nome: Haaland. E não é por acaso.

Poucos atacantes no mundo conseguem causar tanto medo antes mesmo da bola rolar. É forte, rápido, implacável e tem um talento quase irritante para aparecer onde a defesa menos espera.


Mas talvez exista um brasileiro que olhe para esse duelo de um jeito diferente: Gabriel Magalhães.

Porque, ao contrário da maioria dos zagueiros, ele não parece ter aprendido a respeitar Haaland à distância. Aprendeu enfrentando!


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Os dois já cruzaram caminhos diversas vezes na Inglaterra. E não foram confrontos exatamente amistosos. Houve discussão, empurrão, provocação e até aquela bolada que Gabriel acertou no atacante depois de um lance parado — um gesto que dividiu opiniões, mas que também deixou uma mensagem clara: ele não se intimida.

E isso, contra Haaland, vale muito.


Existe uma tendência de tratar grandes atacantes como fenômenos intocáveis. Como se o adversário já entrasse em campo derrotado psicologicamente.

Gabriel nunca deu essa impressão. Pelo contrário. Sempre jogou olhando nos olhos. Sem pedir licença. Sem transformar o duelo em reverência.


É exatamente esse tipo de postura que o Brasil vai precisar no domingo.

Porque Haaland não costuma perder para a marcação. Ele perde para quem consegue entrar na cabeça dele. Para quem transforma cada disputa física em uma guerra particular. Para quem faz o atacante pensar um segundo a mais antes de atacar a bola.

Gabriel conhece esse caminho. Sabe que enfrentar Haaland não é apenas correr junto. É incomodar. É disputar cada centímetro. É mostrar desde o primeiro minuto que o jogo não será confortável.

Talvez o Brasil pare Haaland coletivamente.

Talvez precise da ajuda dos volantes, da cobertura dos laterais e de uma atuação impecável de toda a defesa.

Mas toda grande batalha costuma ter um rosto.

E a deste domingo pode muito bem ter o de Gabriel Magalhães.

Porque, às vezes, o melhor antídoto contra um dos atacantes mais temidos do mundo não é alguém que tenha medo dele.

É justamente alguém que já provou que não tem.

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