R7 Só Esportes Fracassos na Champions marcam início do fim da era de Messi e CR7

Fracassos na Champions marcam início do fim da era de Messi e CR7

Por mais de uma década, tivemos o privilégio de acompanhar a maior rivalidade entre jogadores contemporâneos da história

Depois de 16 anos, Messi e Cristiano Ronaldo estão fora das quartas de final da Champions

Depois de 16 anos, Messi e Cristiano Ronaldo estão fora das quartas de final da Champions

Albert Gea/EFE/08-12-20

Quem não gosta de uma boa rivalidade? O basquete, por exemplo, vive de rivalizar jogadores, franquias e conferências. Já tivemos Lakers e Celtics, Magic Johnson e Larry Bird, LeBron James e Kobe Bryant, e por aí vai. O tênis também, com Federer e Nadal. Mas, no futebol, nunca tivemos uma disputa tão acirrada entre dois jogadores contemporâneos como foi e ainda é Messi e Cristiano Ronaldo.

Claro, Pelé e Maradona é uma discussão eterna da resenha de bar, da roda de amigos após uma pelada. Mas os dois não jogaram ao mesmo tempo, não disputaram as mesmas competições e, em resumo, não rivalizaram entre si enquanto viviam o auge de suas formas enquanto atletas.

Com Messi e Cristiano, especialmente no período em que o gajo vestiu as cores do Real Madrid, foi diferente. Nós vimos pela primeira vez dois gênios da bola dividindo os mesmos espaços, o mesmo protagonismo, os mesmos títulos, os mesmos recordes... Tudo.

Ano a ano, coisas que pareciam difíceis, às vezes feitos únicos na carreira de um atleta comum, se tornaram cenas corriqueiras nos pés do argentino e do português. Quantas vezes não vimos um hat-trick, um gol tirado da cartola, uma jogada para nos deixar boquiabertos?

Para se ter uma ideia, juntos, Messi e Cristiano tem 110 hat-tricks na carreira, sendo 56 para o português e 54 para o argentino. Somando os gols oficiais de cada um, são 1.496 tentos no total, 729 de Messi e 767 de CR7.

Foram poucos os anos em que os dois não chegaram aos 50 gols numa temporada. Isso demonstra o tamanho e a importância de cada um para seus respectivos clubes ao longo da história recente. Messi, inclusive, chegou à incrível marca de 91 gols em 69 jogos no ano de 2012, superando um recorde que antes pertencia a ninguém menos que Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

E se Messi é o maior jogador da história do Barcelona, Cristiano não está longe disso no Real Madrid. Os dois quebraram praticamente todos os recordes de seus respectivos clubes.

O argentino é o maior artilheiro da história do Barça, com 659 gols e acumula 24 conquistas domésticas — liga, copa e supercopa espanhola—, três títulos mundiais (2009, 2011 e 2015) e quatro Champions Leagues (2006, 2009, 2011 e 2015) no currículo. Além de ter sido eleito o melhor jogador do mundo seis vezes (2009, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2019).

Já Cristiano é o maior goleador da história do Madrid, com 451 tentos. Mas essa não foi a única camisa que o gajo vestiu ao longo da carreira. Entre Manchester United, Real Madrid e Juventus, o atacante tem 16 títulos nacionais, entre copas, ligas e supercopas dos países em que jogou.

Não satisfeito, Cristiano Ronaldo ainda tem cinco títulos da Champions League, a primeira com o Manchester United (2008), a segunda sendo a histórica La Décima (2014), com o Real Madrid, e depois emplacando três conquistas europeias consecutivas com a equipe espanhola (2016, 2017 e 2018). Fora isso, o português foi eleito melhor do mundo nos anos de 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017.

Barcelona de Messi foi eliminado após empate

Barcelona de Messi foi eliminado após empate

REUTERS/Gonzalo Fuentes - 10/03/2021

No entanto, nas oitavas de final da Liga dos Campeões dessa temporada, nenhum dos gols, hat-tricks, títulos ou bolas de ouros entraram em campo. Ambos foram eliminados. Messi caiu com o Barcelona para o PSG. Já CR7 viu sua Juve ser eliminada dentro de casa pelo Porto.

Os resultados, para além da análise tática, das linhas de marcação, da maneira do time atacar, se defender,etc, ultrapassam tudo isso. As derrotas de Juventus e Barcelona comunicam algo muito claro: a Era de Messi e Cristiano Ronaldo está próxima do fim.

É a primeira vez desde a temporada 2004/2005 que os dois saem da Liga dos Campeões antes das quartas de final. Desde então, um deles, pelo menos, alcançava esta fase. É triste constatar que craques, gênios da bola que nós assistimos durante mais de uma década, estão decaindo.

Cristiano Ronaldo foi mal contra o Porto

Cristiano Ronaldo foi mal contra o Porto

ALESSANDRO DI MARCO/EFE 09.03.21

Aos 36 anos, Cristiano ainda tem seu futuro na Juve como uma incógnita. Messi também, mas a relação de amor do jogador de 33 anos com o Barça pode ganhar linhas mais dramáticas com a chegada do novo presidente, quem sabe.

Dito tudo isso, é necessário ressaltar que, por mais lendários que sejam, Messi e Cristiano Ronaldo não são maiores que o futebol. O nosso esporte não vai acabar quando esses dois pararem, mas será um tanto quanto estranho não vê-los mais em campo.

Agora, o que nos resta é aproveitar esse pouco que eles ainda têm para mostrar. Esse sprint final na carreira de dois jogadores que semana a semana se desafiaram, elevaram um ao outro esportivamente, e nos fizeram, amantes do futebol, ainda mais apaixonados por esse esporte maravilhoso.

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