Pancadas em jogo de futebol americano equivalem a sete acidentes de carro, revela ex-atleta
Marshawn Lynch, que marcou uma geração de fãs, revelou o quão custoso o esporte foi para seu corpo
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ex-running back Marshawn Lynch sempre foi conhecido pela agressividade com que lidava com os seus adversários. Como principal corredor do Seattle Seahawks durante anos, ele sabia que o seu trabalho era sair de trás da linha de scrimmage e chegar o mais longe e mais rápido possível.
Em 12 temporadas na liga, Lynch foi um dos mais bem-sucedidos running backs de sua geração, com mais de 10 mil jardas terrestres, 85 touchdowns e uma vitória de Super Bowl. O que ele não sabia, no entanto, era o preço a se pagar por isso: sete acidentes de carro por jogo.
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Ao podcast All The Smoke Fight, Lynch revelou que um equipamento instalado em suas ombreiras identificou o impacto dos tackles e outros contatos que um running back sofre ao longo de uma partida.
“Perto do fim da minha carreira, começaram a colocar uns dispositivos pequenos nas nossas ombreiras. Eles calculam a intensidade do contato. O nosso preparador físico veio falar comigo e disse: ‘É, dá para ver pelo seu jeito de andar’. Eu perguntei: ‘Como assim, meu jeito de andar?’. Depois do jogo, na segunda-feira, passei na sala de tratamento e ele repetiu: ‘É, dá para ver pelo seu jeito de andar’. Eu disse: ‘Do que você está falando?’. Ele respondeu: ‘Cara, analisamos os dados do seu dispositivo. O total equivaleu a sete acidentes de carro’.”
Ao longo da entrevista, Lynch não reclama dos inúmeros contatos que recebeu ao longo da carreira e explicou o que se passa na cabeça de um running back da NFL.
“A posição de running back é a única em que você precisa superar todos os 11 adversários para ter sucesso”, destacou Lynch. “Então, quando penso nisso — estando posicionado a umas sete jardas e meia ou oito jardas atrás da linha de scrimmage —, passo pela linha ofensiva e pelos wide receivers, certificando-me de que eles façam seus bloqueios, e depois tenho de garantir que nenhum dos 11 defensores me derrube. É preciso ter uma mentalidade um tanto peculiar para achar que se consegue isso. Afinal, você tem de driblar ou desviar de praticamente 21 pessoas.”

O portal Yahoo! explicou que estes sensores são colocados em capacetes e até protetores bucais, além das ombreiras, e visam identificar a velocidade dos contatos, tanto quanto a direção, força e severidade dos tackles para a cabeça. Com esses dados, a liga e os times são capazes de adaptar treinamentos e regras do esporte para torná-lo mais seguro.
Ao longo dos anos, o esporte passou a ser responsabilizado pela morte de diversos ex-jogadores, muitos deles em situações de suicídio. Após avaliação dos cérebros destes ex-atletas, foi possível constatar degeneração grave do órgão, em uma doença nomeada de Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), também conhecida como demência pugilística. Essa condição é causada por repetidos impactos do cérebro com a caixa craniana.
Fazendo uma conta de padaria e multiplicando o número de jogos de Lynch na NFL por essa estimativa de acidentes de carro em cada partida, chegamos a quase 1.050 colisões automobilísticas ao longo da carreira.
Lynch ganhou cerca de US$ 57 milhões em contratos com Buffalo Bills e Las Vegas Raiders, além dos Seahawks. Resta saber se, para o jogador, esses quase R$ 300 milhões em 12 temporadas foram suficientes para justificar os mais de mil acidentes de carro.
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