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Time azarão vence o melhor do país com chute de atleta que joga com bolsa de colostomia

Alex McPherson deu vitória a Auburn contra Georgia fora de casa, mas seu maior triunfo foi voltar ao futebol americano

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Universidade de Auburn venceu Georgia por 27 a 24 com um chute decisivo de Alex McPherson.
  • Alex McPherson enfrentou colite ulcerativa, precisou de cirurgia e joga com bolsa de colostomia.
  • Após recuperação, Alex voltou a jogar em 2025, destacando-se na temporada com 20 acertos em 23 tentativas.
  • Vitória de Auburn foi contra Georgia, então invicta e considerada a melhor equipe de futebol americano universitário dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alex McPherson após acertar chute da vitória por Auburn contra Georgia Reprodução Site/Auburn/Bryce Mitchell

A universidade de Auburn ganhou no último sábado (17) da equipe de Georgia por 27 a 24, com um chute no estouro do cronômetro. Por si só, o triunfo já seria gigantesco, uma vez que o time de Georgia era considerado o melhor do país, mas o personagem principal dessa história teve uma vitória muito maior fora de campo.

O chute da vitória foi feito por Alex McPherson, irmão do também kicker do Cincinnati Bengals, Evan McPherson. Dois anos atrás, Alex precisou pausar sua jornada universitária para tratar uma colite ulcerativa, uma doença inflamatória crônica que ataca o intestino grosso e o reto.

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Segundo o jovem atleta, ele começou a ir ao banheiro de 15 a 20 vezes por dia. Apesar da situação atípica, o kicker foi ao hospital imaginando ser uma intoxicação alimentar, mas mal sabia ele a gravidade do problema.

Alex precisou ficar semanas no hospital e teve o intestino grosso removido pelos médicos, que precisaram implantar uma bolsa de colostomia no kicker. Mesmo perdendo cerca de 25 kg, a mentalidade do jogador sempre foi voltar a jogar futebol americano, o que, inclusive, foi decisivo para escolher onde ficaria a bolsa de colostomia.

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“Decidimos que a bolsa ficaria do lado esquerdo [do corpo]. Então, sempre que ele chutasse, isto não interferiria em nada”, explicou Robbie Stewart, preparador físico de Auburn.

Apesar de improvável, Alex conseguiu recuperar seu peso e voltou a jogar já em 2025, acertando 20 dos 23 field goals tentados ao longo da última temporada. Todavia, o renascimento do kicker no futebol americano viria no último sábado.

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Auburn, que não está ranqueada entre as melhores universidades do país, viajou até o campus de Georgia, considerada o melhor programa de futebol americano dos Estados Unidos — ao menos até o último final de semana.

A equipe de Alex empatava em 24 a 24 com os favoritos até os segundos finais. Com 3 segundos no relógio e na linha de 24 jardas, Alex soltou a perna para fechar o jogo e derrotar Georgia, que estava invicta na temporada com seis vitórias.

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“É algo com que você sonha quando você é uma criancinha”, comentou Alex ao The Athletic. “E ser capaz de acertar aquele chute é um sonho se tornando realidade.”

Por baixo do capacete e das ombreiras de um jogador de futebol americano, sempre há muitas histórias e cicatrizes, mas poucas jornadas são tão únicas como a de Alex.

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