Witzel despertou a ira. Sindicatos querem que o futebol pare no Brasil
Palavras do governador do Rio de Janeiro se espalharam. Jogadores não querem ser os únicos a correrem risco na pandemia do coronavírus
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, não sabe o que provocou.
Com sua frase infeliz, tentando explicar o motivo pelo qual, os jogos passaram a ser com portões fechados, sem público, e não só adiados, pela pandemia do coronavírus, ele despertou não só a ira dos atletas.
Mas a dos presidentes de sindicatos do país.
"(Os jogos) vão ser com os portões fechados para não ter aglomeração. O contato será entre os jogadores, aí o risco é deles", disse o político.
A partir daí, a troca foi imediata de mensagens, telefonemas entre jogadores. Principalmente de Rio e São Paulo.
O combinado, que já chegou até os sindicatos dos dois estados, é simples.
Basta o primeiro caso de atleta infectado e os atletas querem o adiamento imediato dos jogos no Rio e em São Paulo.
A postura tem adeptos no país todo.
Há uma pressão enorme comercial para que os jogos aconteçam e sejam transmitidos.
Assim como há o calendário sobrecarregado do futebol no país.
Mas as palavras de Witzel tiveram e têm um peso enorme.
Já repercute nesta manhã de domingo, a confirmação que surgiu o primeiro jogador do Campeonato Espanhol infectado com o coronavírus.
O argentino Ezequiel Garay, do Valencia.
Além dele, o clube acaba de anunciar que há quatro outros atletas infectados, mostrando o quanto é rápido o vírus.
O Espanhol já está paralisado.
Os Estaduais vão continuar neste domingo.
Para contrariedade cada vez maior dos jogadores.
Eles esperam.

Se surgir um jogador infectado, os sindicatos de jogadores do Rio de Janeiro e de São Paulo farão tudo para suspender o futebol no país.
Independente de televisão.
E de calendário sobrecarregado do futebol.
Witzel os despertou...













