Logo R7.com
RecordPlus
Cosme Rímoli - Blogs

Inglês Jamie Vardy? Não, melhor é o argentino Calleri. Ele fez o gol fundamental, no fim do jejum do São Paulo. ‘Bati o pênalti que parecia ter 100 quilos’

São Paulo lutou muito, mas venceu o Bolívar, pela Sul-Americana, por 3 a 1. E evitou o caos. Dorival estava ameaçado, pela fraca campanha. O time pressionou, vibrou. E se classificou para as quartas. O Boca Juniors será o adversário

Cosme Rímoli|Cosme RímoliOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Calleri cobrou o pênalti, no momento mais importante do jogo. Fim de jejum Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil


O São Paulo cogitou contratar o veterano inglês, de 39 anos, Jamie Vardy.

Ele é um jogador de área, artilheiro.


Mas se existe uma posição que o clube não precisa é essa.

O lugar é do argentino Calleri.


Mais uma vez ele foi fundamental.

No fim do pesado jejum de dez partidas sem vitórias.


Calleri mostrou sua importância, sua personalidade.

O time outra vez decepcionava os torcedores que faziam do Morumbi um caldeirão.

A equipe empatava com o Bolívar em 1 a 1.

Até que Sabino cabeceou e a bola desviou no braço aberto de Echeverria.

Pênalti.

Calleri assumiu a responsabildade e marcou 2 a 1.

“Parecia a mesma história se repetindo peea 10ª vez. Vi o relógio com 15 minutos, e falei: outra vez? A gente faz um bom primeiro tempo, faz um gol.

“Outra vez, parecia a mesma história (com o empate do Bolívar).

“Mas a gente falou na semana sobre o que poderia acontecer se eles fizessem um gol, seguimos jogando.

“Seguimos em cima, tivemos um pênalti, que eu não tinha visto, e ele parecia pesar cem quilos.

” Mas todo mundo me deu a confiança para bater e por sorte pude fazer o gol.

Sorte, não.

Personalidade, convicção.

Luciano havia feito o primeiro e chutado uma bola na trave.

Foi quando Asprilla empatou.

E veio o gol de Calleri.

Sabino, completando escanteio, marcou 3 a 1.

Dorival Júnior vibrou muito com a vitória.

Ele já estava ameaçado com a sequência negativa do time.

Os dez jogos sem vitórias.

Nove pelo Brasileiro e um pela Copa Sul-Americana.

“Nós vínhamos buscando isso com muita intensidade. Trabalho nunca faltou, determinação grande, entrega dos jogadores e entendimento do que queríamos.

“Foi um jogo importante, mas só uma partida. Nossa situação no Brasileiro ainda é problemática. Temos que estar conscientes de que o esforço de hoje foi importante”, dizia o treinador, ainda tenso.

Ele foi importantíssimo.

Fez cinco mudanças em relação à apática equipe que empatou com o Coritiba, no sábado passado, também no Morumbi.

A principal foi com a entrada de Danielzinho, que foi o melhor jogador em campo, ditando o ritmo do São Paulo. Buta entrou na lateral direita, Sabino, na zaga, Iago na lateral esquerda. E Arthur no ataque.

Seu time pressionou o Bolívar, equipe fraca, que depende da altitude. Fustigou até conseguir a merecida vitória.

Dorival, que prioriza a Sul-Americana, em relação ao Brasileiro, agradeceu o apoio irrestrito dos 42 mil são paulinos.

“Eu não entendo o São Paulo sem essa conexão com a torcida. Em 2017 foi assim, em 2023 foi assim. É a realidade que eu sempre vi: um torcedor que se esforça, cobra, mas que abraça a equipe. No momento que estamos vivendo, não é fácil.

“Só agradeço em nome dos jogadores e espero que possamos retribuir com coisas melhores.”

O São Paulo enfrentará a Chapecoense, no sábado, querendo embalar também no Brasileiro.

O jogo de ontem tem enorme importância.

Porque o time reaprendeu o que havia esquecido.

O prazer de vencer...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.