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São Paulo voltou humilhado da Bahia. Escapou de goleada. Questionamento a Roger Machado só cresce. Rejeição segue forte. E rápida. Arboleda? Rejeita proposta de rescisão. Quer mais dinheiro

‘Cabia mais’, analisou, sorrindo Jair Ventura, técnico do time baiano, insatisfeito por vencer ‘apenas’ por 2 a 0. A insegurança de Roger Machado após mais esta derrota foi notada pela direção. Rejeição ao trabalho cresce

Cosme Rímoli|Do R7

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Roger Machado ouviu a torcida do Vitória gritar olé. E não conseguiu fazer o São Paulo reagir. Escapou da goleada por sorte Divulgação/São Paulo

‘Olé... Olé... Olé... Olé... Olé...’

A torcida do Vitória se divertia, enquanto seu time trocava bola.


Os jogadores do São Paulo cabisbaixos.

Roger Machado caminhava inseguro para o vestiário.


Sabia que a derrota por 2 a 0, de ontem, no Barradão, teria repercussão no Morumbi.

E exporia novamente o diretor de futebol Rui Costa, que é o grande, e cada vez mais isolado, defensor da contratação de Roger e que articulou a demissão de Hernán Crespo.


Conselheiros importantes voltaram a trocar mensagens, criticando muito o treinador para o presidente Harry Massis.

Há tempos o São Paulo não contratava um técnico com tanta rejeição antes mesmo de começar a trabalhar.


São oito partidas de instabilidade.

Quatro vitórias, um empate e três derrotas.

As explicações de ontem foram, outra vez, vazias.

E absolutamente contraditórias.

“O que falar de um jogo que a gente controlou o adversário, aí toma um gol de bola parada, depois em um contra-ataque, em um momento que eu abri o time, mesmo com um homem a menos?

“A gente dominou o Vitória, não finalizamos tanto à meta porque eles concentraram até nove jogadores atrás da linha da bola, e naturalmente você sofre contra-ataque.

“Em um desses ocasionou um desequilíbrio que gerou o segundo gol.

“Mas novamente, a derrota não passou por uma má atuação, passou por questões pontuais, tanto defensivas quanto nossa incapacidade da criação das oportunidades e transformar em gols.”

Ou seja, o São Paulo falhou na marcação e criação. Como é que um time que marca mal e não consegue atacar não quer perder?

Rui Costa age desde ontem tentando tranquilizar os dirigentes. Colocando como acidente de percurso, a derrota contra o Vitória. Lembrando que o clube enfrentará o O’Higgins, sétimo colocado do Campeonato Chileno, pela Sul-Americana, que é objetivo do clube este ano.

E que Calleri, Bobadilha e Luciano devem voltar ao time.

Costa segue como o grande escudo de Roger Machado, que a cada dia agrada menos aliados do presidete Massis.

Enquanto isso, Jair Ventura ria, abraçava feliz seus atletas.

“Cabia mais (gols)”, lastimava o técnido do time baiano.

E inumerava as chances desperdiçadas.

“Teve o tropeço do Kayzer com o Ramon, chapada do Renê, inúmeras chances que tivemos. Erick na trave. Pegamos um time que era o sexto em posse de bola e tentamos tirar o conforto deles com a posse.

“Time talhado para fazer superioridade e cruzar, muito pelo Calleri.

“Ele não jogou, e eles insistiram nessas situações. A gente conseguiu neutralizar, ter a bola, e mesmo antes da expulsão o Vitória já era melhor.”

Sim, houve a expulsão infantil de Lucas Ramon, aos oito minutos do segundo tempo. Perdeu o tempo da bola, como um juvenil, e chutou a cabeça de Matheuzinho. Mas se Anderson Daronco não vivesse fase compreensiva demais, Marcos Antônio já teria sido expulso antes.

Jair Vitória travou os pontas do São Paulo, Arthur e Ferreirinha e travou a ideia ofensiva de Roger Machado. O clube paulista foi de enorme pobreza tática.

Mereceu perder.

Arboleda foi tietado por torcedores em uma partida da Segunda Divisão do Equador. Quer mais dinheiro do São Paulo pela rescisão Reprodução/X Equagol

E o clima no Morumbi segue muito tenso.

Também por Arboleda.

O zagueiro estava acertando sua rescisão.

Recuou por considerar o valor baixo, oferecido pelo clube.

Ele segue no Equador, depois de abandonar o elenco, na semana passada.

Cada derrota do time com Roger Machado reverbera de forma muito maior que o normal.

A rejeição ao seu nome não diminuiu, depois de um mês de trabalho.

Pelo contrário.

Segue rápida demais.

E ele está dando motivos.

O desempenho do São Paulo contra o Vitória foi constrangedor...

Veja também: Roger Machado analisa derrota tricolor contra o Vitória: "São ensinamentos que têm que ficar"

Técnico do tricolor paulista analisa os dois gols sofridos pelo São Paulo durante a derrota do time na noite deste sábado no Barradão. Cacá e Ramon marcaram e garantiram a vitória do time de Salvador.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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