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Palmeiras supera Libertadores, cansaço, temporal e o Santos

Time de Felipão sofre, mas consegue vencer o clássico. 3 a 2 contra o Santos, na arena palmeirense. Foi um sufoco, mas valeram os três pontos

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Libertadores é Libertadores. No Brasileiro, o Palmeiras dispara na liderança
Libertadores é Libertadores. No Brasileiro, o Palmeiras dispara na liderança

São Paulo, Brasil

Libertadores é Libertadores.


Brasileiro é Brasileiro.

O Palmeiras mostrou muito bem a diferença entre uma competição e outra.


Após a melancólica eliminação na semifinal na desejada competição continental, que levaria ao sonhado Mundial, o time de Luiz Felipe mostrou outra vez qual é o melhor time no campeonato deste país.

Graças a um primeiro tempo impecável, a vitória na arena palmeirense por 3 a 2, diante do Santos de Cuca. O resultado foi importantíssimo.


Faltando seis rodadas para o Brasileiro acabar, o clube chega aos 66 pontos e abre sete pontos de vantagem para o segundo colocado, o Flamengo.

"O que podemos falar é que esse foi o jogo da nossa superação. Fizemos uma boa partida contra o Boca, mas infelizmente não conseguimos a classificação.


"Temos um foco grande no Brasileiro, sabemos que temos jogos importantes e esse era um destes. O professor trabalhou muito nosso psicológico para a gente entrar nessa partida e conseguir vencer. Estou muito feliz por ajudar a equipe com esse gol", comemorava Victor Luis.

Foi a 71ª partida palmeirense em 2018!

O clássico pode ser dividido em duas partes.

Enquanto o Palmeiras teve fôlego foi de uma maneira. Quando os jogadores palmeirenses cansaram, os santistas se aproveitaram.

Já são 17 partidas invictas de Felipão no Brasileiro. Graças à chegado treinador, o time deu uma arrancada incrível no torneio nacional.

O grande medo do lado palmeirense era o trauma psicológico pela eliminação da Libertadores. Mas todos se esqueceram do lado físico. Felipão consultou os preparadores físicos do clube antes de escalar a equipe.

E surpreendeu Cuca. 

Dudu se superou. Correu, lutou. Com alma, mesmo esgotado
Dudu se superou. Correu, lutou. Com alma, mesmo esgotado

O Palmeiras entrou com Lucas Lima no meio e Gustavo Scarpa aberto na direita. Além da entrada da dupla de área Edu Dracena e Antônio Carlos. Mais Thiago Santos, Victor Luís. E tratou de montar o time de uma maneira evidente, mesmo atuando em casa, era um esquema extremamente cauteloso, 4-5-1.

Enquanto do lado santista, Cuca e seu elenco limitadíssimo. Ele está disputando o Brasileiro sem um meia talentoso. Como ótimo treinador, tem conseguido tirar o máximo de seus jogadores e, graças, à tática. Mas no começo do clássico, o técnico santista entrou com uma equipe para contragolpear.

Mas o Palmeiras entregou a posse de bola ao Santos. Tudo o que o time do Litoral fez foi tocar a bola do lado, sem a menor força ofensiva. A marcação montada por Felipão estava excelente, com destaque para Thiago Santos. Ele anulou, no primeiro tempo, Carlos Sanchez, o santista com mais neurônios na articulação.

E o time de Felipão foi extremamento objetivo. Em um lançamento, sim lançamento, de Weverton, Jean dominou a bola na intermediária, invadiu como quis o sistema defensivo santista, tocou para Borja. O chute saiu rasteiro, cruzado. De maneira traiçoeira, houve o desvio de Luís Felipe, que obrigou Vanderlei a apenas espalmar a bola. No rebote, Dudu estufou as redes, aos 13 minutos.

O primeiro gol trouxe enorme alívio ao Palmeiras. Desnorteou o Santos
O primeiro gol trouxe enorme alívio ao Palmeiras. Desnorteou o Santos

O Santos seguiu tocando a bola e o Palmeiras firme na sua marcação. Gabigol estava encaixotado, não conseguiu receber uma bola sequer para chutar a gol. 

Em compensação, o sistema defensivo santista estava muito falho nas bolas aéreas. E aos 39 minutos, Dudu cobrou escanteio e Edu Dracena ganhou de Dodô e marcou 2 a 0, de cabeça.

Alegria, festa na arena palmeirense.

Mas veio o segundo tempo. E o toque de bola do Santos extenuou o Palmeiras. O jogador que parece ter mais sentido o cansaço foi Edu Dracena. Ele falhou duas vezes seguidas.

Na primeira, Dodô cruzou, Carlos Sánchez desviou a bola, Edu Dracena deu uma furada lamentável. E Copete descontou. 2 a 1. O gol incendiou o jogo. O Santos tinha superioridade física. Cuca havia feito duas ótimas trocas. Bryan Ruíz no lugar de Alisson, que atuava mal demais. E o intimidado Rodrygo deixou o campo para Copete.

O Santos chegava com muito perigo e outra vez Edu Dracena falhou. Ele perdeu infantilmente uma dividida ombro a ombro com Derlis González e a bola sobrou limpa para Dodô empatar o jogo, aos 19 minutos. 2 a 2.

Quando tudo parecia que iria piorar surgiu uma falta na entrada da área.

Victor Luís, o grande injustiçado no elenco palmeirense, está jogando muito melhor que o caríssimo Diogo Barbosa, foi para a bola. Ele bateu muito forte, a bola desviou em Derlis Gonzáles e mudou a direção das mãos de Vanderlei. Por mais que seus reflexos sejam rápidos, o goleiro santista não conseguiu evitar o gol. 3 a 2, Palmeiras, aos 25 minutos.

A partir daí, Felipão retrancou seu time.

Precisava de qualquer maneira segurar a vitória.

O Santos mostrou toda coragem.

Se lançou para o ataque.

Mesmo com um a menos, Pituca foi expulso aos 34 minutos. Já tinha amarelo e deixou o braço no rosto de Gustava Scarpa, outro jogador que foi muito bem. Aos poucos vai ganhando merecido espaço no time.

Foi um sufoco.

A partida ficou eletrizante.

Com os jogadores dos dois times colocando a alma em cada dividida.

Ao final, o Palmeiras conseguiu segurar o resultado que tanto sonhava.

Felipão sabia.

Precisava dar a resposta imediata à eliminação da Libertadores.

Não deixar ameaçada a liderança do Brasileiro.

Este clássico era ainda mais fundamental.

E seu time conseguiu responder.

Suou, honrou a camisa verde.

São 17 impressionantes partidas invictas.

E disparou no Brasileiro.

Sete pontos de vantagem.

Mais pressão para o Flamengo, Inter, São Paulo.

Os palmeirenses dormem felizes neste sábado.

Sofreram demais na quarta-feira...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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