Os reservas sabotam. E o Corinthians é goleado pelo Rangers
4 a 2 foi até pouco para o time escocês. Adeus, Florida Cup
Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

É preciso entender a derrota do Corinthians. A situação é muito clara. Com seus titulares, campeões do Brasil, o time de Fábio Carille venceu o escocês Rangers por 2 a 0, com facilidade.
No segundo tempo, os reservas, desentrosados e muito mais fracos tecnicamente, veio a virada, com direito a um festival de gols europeus. A derrota por 4 a 2. Goleada mais do que justa.
Acabou a chance de conquista da Florida Cup.
Ficou outra vez escancarada a diferença entre os titulares e reservas corintianos. Como a prioridade, em 2018, será a Libertadores, a diretoria precisa se articular. E buscar jogadores importantes para compor o grupo. Não há lógica em Roberto de Andrade não querer contratar Henrique Dourado. O jogador já conseguiu que o Fluminense aceitasse negociá-lo. O momento não é Andrade ficar magoado, com a primeira negativa do time carioca. E sim de agir.
"A equipe não conseguiu manter o padrão de jogo. Não conseguimos manter o nível da equipe no primeiro tempo", resumiu, sincero e direto, Lucca, que pediu uma chance de seguir no Corinthians. "Tive uma conversa com o professor Carille. Foi olho no olho. E deixei claro que desejo seguir por aqui. Trabalhar, buscar meu espaço", disse de maneira humilde, muito diferente de 2016, quando se mostrava arrogante e acabou sendo emprestado em 2017 para a Ponte Preta.
Carille pediu a Roberto de Andrade e Lucca deverá ter uma chance para mostrar que realmente mudou.
"Ainda temos de crescer muito. É preciso calma. É só a pré-temporada. Precisamos trabalhar", avisava Cássio, desconfortável com a goleda sofrida pelo time. E tentando amenizar as cobranças dos jornalistas.
Em 2017, um fator ajudou Fábio Carille a conseguir os títulos do Paulista e do Brasileiro, mesmo contando com o grande contraste entre reservas e titulares, o Corinthians estava fora da Libertadores. Teve mais tranquilidade, paz e folga no calendário para que, mesmo com a queda no início do segundo turno, a equipe vencesse o torneio nacional.

Agora, não.
A pressão pela Libertadores já chega ao Parque São Jorge. Seja qual for o candidato eleito em fevereiro, o clube terá de se reforçar para mais esta competição. E com o calendário espremido por conta da Copa do Mundo. Os jogadores terão ainda menos tempo para descanso.
A Flórida Cup é uma competição de pré-temporada. E que o Corinthians pensa seriamente em abandonar. Não está valendo a pena financeiramente viajar para os Estados Unidos em janeiro. O desgaste fica aquém. O intercâmbio também não tem dado resultados. Pelo contrário. O time segue jogando para públicos cada vez menores. Estádios vazios.
A partida de hoje contra o Rangers foi significativa. No primeiro tempo, mesmo com o disparate físico entre uma equipe vinda das férias e outra em plena atividade, o esquema tático e o entrosamento dos titulares bastaram para vencerem o primeiro tempo por 2 a 0.
A equipe escocesa não acompanhou o time brasileiro no ano passado. E caiu facilmente na armadilha da compactação corintiana. O Rangers buscou o ataque e deixou campo aberto para contragolpes fatais. Foi assim que Jadson serviu Rodriguinho para marcar 1 a 0, aos 30 minutos. O jogo estava tão bom para os brasileiros, que Kazim marcou o segundo gol, aos 39 minutos.
Duas situações que se mostraram ruins para o Corinthians. Kaziam segue muito fraco, desperdiçando bolas importantes. Está muito abaixo do resto do time. Um artilheiro precisa ser contratado. Jô segue fazendo falta. E Guilherme Romão ainda é bastante inseguro, inexperiente.
Na segunda etapa, nem o 4-1-4-1 de Fábio Carille foi suficiente para evitar a virada. Os reservas corintianos entraram mal demais. Inseguros, tensos. E descompatados. Ofereceram todo o campo para o Rangers não só vencer, golear. Os dois gols de Morelos e os de Halliday e Tavernier fizeram justiça no placar.
Se os brasileiros fizeram 2 a 0 no primeiro tempo, os escoceses devolveram em dobro, 4 a 0 no segundo.
A derrota por 4 a 2 demonstra aquilo que todos sabem.
Os reservas do Corinthians são muito fracos.
Só que serão bem mais utilizados em 2018.
A diretoria precisa contratar, se quise buscar títulos...














