Escândalo. Choro. Improdutivo,de novo. Vexame do Santos. Vaias. Agasalho verde e amarelo,para pressionar Ancelotti. Neymar midiático na véspera da convocação
Vergonhosa a atitude de Neymar ao ser substituído por engano. Fez um escândalo absurdo, que o árbitro Paulo Cesar Zanovelli, não teve coragem de expulsá-lo, por ser o ídolo midiático. Em campo, foi improdutivo, deixou claro que se for convocado para a Copa, amanhã, é pelo que fez no passado distante. Depois, vestiu agasalho verde e amarelo do Brasil, para pressionar Ancelotti. O Santos, que se submete a Neymar, pagou mais uma vez. Foi goleado por 3 a 0 pelo Coritiba, foi vaiado na Neoquímica Arena

“Fisicamente, me sinto muito bem. Venho melhorando a cada jogo, fiz o máximo que pude, não foi fácil.
“Confesso que não foi fácil.
“Foram anos de muito trabalho, também de muita falação errada sobre minhas condições e o que eu fazia. É muito triste a forma como a galera fala sobre isso.
“Trabalhei firme, quieto, em casa, sofrendo pelo o que as pessoas falavam e deu tudo certo.
“Cheguei inteiro até onde eu queria, fico feliz pelo meu rendimento, por tudo o que fiz até agora. Que amanhã seja o Deus quiser.
"Independente do que for acontecer, com certeza o Ancelotti convocará os 26 melhores para essa guerra”, discursou Neymar, depois de o Santos ser goleado pelo Coritiba, e mergulhar na zona do rebaixamento.
De forma assustadora, tudo o que importava no estádio do Corinthians, hoje, era Neymar e sua convocação ou não para a Copa do Mundo.
Ele apelou para um agasalho verde e amarelo, boné verde e camiseta amarela, tudo rementendo ao uniforme da Seleção Brasileira.
Postura absolutamente marqueteira.
E que funcionou, ganhando fotos e vídeos que atingiram o mundo todo.
“Esse casaco foi presente de um amigo meu, que é o filho do Beckham, o Romeo Beckham. Ele escreveu aqui até um negócio das Olimpíadas.
“Eu falei para ele que iria usar, foi por isso, não foi por nada de mandar mensagem. É um clima que todo mundo está esperando por isso, todo mundo esperando a convocação de amanhã. Por que não usar?”, ironizava.
“Quero estar lá.
“Se eu não estiver, vou ser mais um torcendo pelo Brasil na Copa“, emocionante...
O último ato de Neymar, antes da convocação para a Copa, foi constrangedor.
E que só convence a metade do país refém, da memória afetiva do seu excepcional futebol, de dez anos atrás, que se nega a enxergar o jogador de 34 anos, 44 lesões e cinco cirurgias.
A performance foi a mais midiática possível.
A começar por antes mesmo do jogo contra o Coritiba.
Carregando a filha Mel, chorou ao ouvir o hino nacional.
As lágrimas foram genuínas, a pressão de parecer ser o que já foi é enorme.
Depois, autógrafos para crianças.
Com câmera de transmissão da partida a menos de dois metros do jogador.
Em campo, ele teve atuação fraquíssima, improdutivo, muitas vezes andando em campo.
O Santos, de novo se sacrificou por tê-lo em campo, os jogadores corriam por ele.
Cuca jamais montou uma equipe para privilegiar um atleta, tem sido obrigado a fazer. O resultado prático: é como se jogasse com um elenco limitado e com um a menos.

E, para tentar empurrar Neymar à Copa, Cuca colocou seu time, fraco, marcando pressão o Coritiba, na Neoquímica Arena. Resultado tomou contragolpes atrás de contragolpes.
Breno Lopes marcou dois gols e sofreu pênalti que Josué bateu.
3 a 0 para o time paranaense, no primeiro tempo.
Tudo que Neymar fez foi discutir, xingar, ironizar Breno Lopes, o protagonista da partida, aos dois minutos do segundo tempo, envergonhando a própria torcida do Santos.
Não bastasse a atitude, viria o pior.
Neymar sentia dores na panturilha da perna direita.
Mas ele sabia que não poderia sair, para mostrar a Ancelotti que estava recuperado fisicamente. Mesmo se estivesse andando em campo, como esteve, várias vezes.
Só que Cuca queria colocar um jogador realmente pronto fisicamente. E tirou Robinho Júnior do banco.
O auxiliar Cesar Sampaio confirmou, de acordo com a súmula da partida, que quem sairia seria Neymar.
Robinho Júnior entrou, o jogo recomeçou, aos 19 minutos, enquanto Neymar era atendido. Ao perceber o que havia acontecido, ele se desesperou.
Viu o quadro. O Santos goleado, ele não fazendo nada de prático.
E protagonizou um escândalo patético.
Acreditando no poder do seu nome, quis refazer a substituição. Tratou de questionar de forma desrespeitosa o quarto árbitro, Bruno Mota Correia. Entrou em campo para questionar Paulo Cesar Zanovelli. Recebeu cartão amarelo.
Inconformado, pegou o papel que o Santos preencheu, com o nome de Escobar como quem deveria sair, e mostrou para as câmeras, em atuação performática lastimável, para quem é veterano e capitão. Deveria saber que foi Sampaio quem disse ao quarto árbitro que era Neymar quem sairia.

Neymar conseguiu parar o jogo por quatro minutos.
Fosse qualquer outro atleta seria expulso por Zanovelli.
Mas no Brasil atual ninguém expulsa Neymar.
O Santos teve mais uma derrota decepcionante.
Frustrante.
45 mil torcedores vaiaram o time ao final da partida.
E dá-lhe palavrões.
Neymar desceu aos vestiários de cabeça baixa.
Tomou banho.
Colocou seu traje verde e amarelo, estudado para a coletiva.
Cabe a Ancelotti amanhã mostrar a que veio.
Se dobrar à pressão midiática por Neymar.
Principalmente por veículos que vão transmitir a Copa e estão desesperado pela descrença na Seleção.
Assim como os patrocinadores do Mundial.
Ou dar como desculpa a melhora física do jogador.
Pouco importando seu atual péssimo futebol.
E ganhar um escudo, caso perca a Copa do Mundo.
Pelo futebol, Neymar não merece ser convocado...














