"Não houve estupro de Neymar." Ex-marido de Najila viu o vídeo
Ele teve acesso aos sete minutos do vídeo de Neymar com modelo. Não há nada que comprometa o jogador. Seu testemunho pode ser fundamental
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
A acusação de estupro e agressão feita por Najila Trindade a Neyma pode ser encerrado de vez.
E com o depoimento de uma testemunha-chave.
Que não esteve em Paris.
Mas garante ter assistido o conteúdo integral do vídeo que Najila gravou no quarto 203, do hotel Sofitel Arc De Triomphe.
Parte dele foi divulgado. Nas cenas que se tornaram públicas é possível assistir Najila estapeando Neymar.
Ela disse em entrevistas que as cenas do jogador a atacando, estuprando estavam no restante do vídeo.
Só que seu ex-marido, Estivens Alves, a desmente.
Em entrevista à revista Isto É, ele revela que viu todo o vídeo.
E tem a convicção.
"Não houve estupro."
Se confirmada a acusação falsa, a modelo pode até ser processada por Neymar.
Você viveu por sete anos com Najila Trindade, a mulher que hoje acusa Neymar de estupro. Como era sua relação com ela?
Foi um casamento que teve problemas como qualquer outro. Estamos separados desde o final de 2017. Nosso relacionamento hoje é o de pais de uma criança. É um relacionamento que tem complicações por causa de organizações financeiras e datas. Mas ela não deixa faltar nada para ele. Ela e eu nos desdobramos. Quero que este seja meu último depoimento público.
Algum representante do Neymar te procurou?
Ninguém. Inclusive a Najila é a primeira a se incomodar comigo quando falo alguma coisa. Ela acredita que eu estou jogando a favor do Neymar.
Por que você decidiu falar agora?
Pelo momento que estou passando, acho que é minha obrigação levar o que vi e senti a todos, a fim de esclarecer a minha parte, sem favorecer ninguém.
A Najila teve um encontro com Neymar e te ligou no dia seguinte?
Esse é um ponto. Eu, de verdade, me surpreendi com a ligação dela. Quando ela foi viajar, não falou do que se tratava. E não cabia a mim saber. Quem me falou que ela estaria em Paris foi meu filho, no café da manhã. Nessa manhã [quinta-feira, 16 de maio], mandei uma mensagem para ela: “Paris?”. Quando mandei a mensagem, na manhã seguinte ao suposto estupro, ela respondeu: “Sim, estou aqui”. Perguntei se ela tinha ido a trabalho ou a passeio.
Ela respondeu: “passeio” e que estava chorando desde a noite passada. Antes mesmo dela retornar, disse: “Foi se encontrar com o Neymar? kkkkk”. Brincando disse: “Foi casar com ele? Eu não tinha ideia. Era uma piadinha. Ela respondeu: “Vim encontrar com ele mesmo. Estou chorando desde ontem”. Daí, ela começou a explicar um pouco das coisas que tinham acontecido. Ela estava muito desorientada, confusa. Foi tudo muito rápido. Na minha cabeça, aquilo não passava de uma brincadeira.
Ela falou que havia mantido uma relação sexual com Neymar?
Nesse momento, ela contou que havia ido até lá e se encontrado com ele. Que eles tinham ficado na noite passada e que ele tinha sido um “escroto” com ela, um “imbecil”. Ela falou que ele tinha sido muito agressivo, mas não citou nada sobre relação sexual e estupro. Então, ela me disse que ia andar um pouco para esfriar a cabeça. Nesse momento era de manhã aqui no Brasil. Eu estava saindo de casa para ir ao apartamento dela deixar nosso filho com a babá, que iria levá-lo para a escola. Deixei meu filho e ela me ligou de novo. Ela só me pareceu meio confusa. Pedi que ela ficasse bem e perguntei quando voltaria.
Você perguntou se ela havia sido estuprada?
Não. Nem ela falou
Em algum momento alguém falou em estupro?
Não. Ela falou em agressão e que foi deixada sozinha repetidas vezes. Não vi nenhuma prova contra ambos. Não estou aqui para defendê-la. Ela tem a vida dela e eu já sofri muitos danos na minha vida por causa disso tudo. Só que, se fosse para armar um golpe, ela o teria filmado na noite anterior, quando houve sexo. Aliás, não sei nem se na segunda noite teve sexo.
Você está convencido de que foi uma relação consensual?
Estupro é uma palavra muito pesada.
Estupro propriamente dito não houve.
Essa é a conclusão do Estivens. Não houve estupro. No máximo houve um desentendimento entre ambos no meio da relação sexual. Ele assumiu que bebeu antes e pode ter ultrapassado o limite.

Quando você percebeu que ela não estava bem?
Trocamos mensagens. A partir daí, ela começou a se mostrar muito preocupada com a forma como as coisas poderiam acontecer lá. Eu não sabia a razão, mas ela disse que se sentia ameaçada. Foi algo que se estendeu por semanas, mesmo aqui no Brasil. Acho que hoje ela está mais tranquila.
A Najila achou que Neymar poderia usar seu poder e influência contra ela?
Acredito que ela pensou que ele – ou alguém – pudesse tentar algo contra a vida dela. Tanto que, em uma das mensagens, escreveu que não sabia se deveria fazer uma denúncia contra ele lá [em Paris] ou aqui, depois que voltasse.
Ela deu detalhes desse primeiro encontro?
Na verdade, em nenhum momento dei muita credibilidade para isso dela estar com o Neymar. Tanto que dias depois até comentei com ela, em tom de deboche, que iria ao Rio para encontrar o Zico. Na minha cabeça, não fazia sentido ela com o Neymar.
Nem antes da viagem ela deu alguma pista?
Depois, lembrei que algumas semanas antes do episódio, ela fez um comentário elogiando muito o jogador, com ares de desejo. Eu estava brincando com meu filho. Iríamos comprar uma chuteira nova para ele. Como ele já tinha uma do Cristiano Ronaldo, falei para pegarmos uma do Messi.
Mas, afinal, quando é que você entendeu o que estava acontecendo?
Só quando vi o vídeo divulgado por ele, afirmando que estava sendo acusado de estupro. Foi aí que percebi que a conversa dela fazia sentido. Eu tinha ouvido aquilo há duas semanas, mas em nenhum momento comentei com ninguém. Logo depois, minha namorada disse que estavam começando a falar do meu filho nas redes sociais. Foi quando resolvi me pronunciar pela primeira vez.
Na manhã seguinte [terça-feira, 4 de junho], comecei a ser procurado por emissoras e jornais. Repórteres foram até o condomínio em que moramos procurando testemunhas. Fui até uma emissora para falar que eu não tinha nada com o que ocorreu em Paris.

E o sumiço do tablet?
Na terça eu a procurei. Avisei que as coisas estavam tomando grandes proporções. Propus pegar o nosso filho até ela resolver a vida. Ela disse que estava protegida, com pessoas que estavam cuidando dela. Na quinta-feira [6 de junho], peguei o menino. Eu tinha que ir até onde ela estava para pegar a chave do apartamento a fim de fazer as malas dele. Quando perguntei pela chave, ela disse que o imóvel tinha sido arrombado. Ela me autorizou a entrar.
Subi com um dos porteiros e gravei a visita. Mandei o vídeo para ela. Ela pediu para pegar roupas e um tablet. Eu nem sabia de tablet. Procurei e não achei. Só havia uma caixa. Vi que faltavam outros itens de valor. Também sei que outro apartamento no condomínio dela foi arrombado.
E o segundo encontro dela com Neymar, que foi filmado? O que você viu?
Assisti na íntegra. Não relatei isso antes, pois não quis participar dessa história. Ela queria divulgar o vídeo completo, mas acho que só não foi a público por um erro primário. Qualquer vídeo de celular enviado por WhatsApp com mais de dois minutos será cortado. Ela mandou para alguém. Não foi para mim. O material foi cortado sem que ela percebesse.
Em que situação você assistiu a esse vídeo?
Ela estava no apartamento da segunda advogada dela, a Yasmin […]. Disse que estava tomando muito remédio. Para quê? “Não tô conseguindo dormir, tô muito assustada. Estou sendo ameaçada de morte”. Falei para ter calma […] Ela estava bem avoada … Foi quando me mostrou o vídeo. Estávamos na sala da Yasmin. Ela falou: “Ta aqui”. Pegou o celular, olhou a galeria, a apertou o play e deu na minha mão. Daí acontece o que vimos na mídia.
Ela vai recebê-lo na porta [do quarto] beija e tudo. Vão para a cama. Ela dá um tapa nele. […] Ele recua um pouco e ela fala: “Você vai me bater. Não vai devolver?”. Ele se levanta e ela fala: “Você me bateu e me deixou aqui sozinha”. Nesse momento, ela se recolhe. Não dá para ver se está inclinada, não dá para saber se está caída ou abaixada.
Mas dá para ouvir. Ele fala: “Linda, calma. Relaxa, relaxa”. Ele fica ao lado dela uns três minutos, tentando acalmá-la. Ele a levanta pelos braços, sem agressividade. Com as mãos nos bolsos ela começa a chorar.

E pergunta: “Por que você fez isso comigo? Por que você me bateu e me deixou aqui?”. E chora. Ele pede calma repetidas vezes, sem responder às perguntas dela. Ele se mostra uma pessoa muito assustada com tudo que estava acontecendo, sem esperar por aquela reação dela.
Até que ele consegue ter algum controle sobre a situação. Ele senta ela na cama e fala: “Eu não te falei que não conseguiria ficar com você. Lembra que eu te falei para trazer uma amiga? Era para você não se sentir sozinha. Eu tenho meus compromissos. Tenho que treinar, tenho meu médico, meus tratamentos e minhas campanhas”.
Ela fala: “Me perdoa? Eu te machuquei? Eu não queria ter te machucado. Eu estraguei tudo”. Não tenho certeza, mas parece que ele pergunta o que poderia fazer por ela, que responde: “Quero ir embora, para minha casa”.
Ele pega o celular, liga ou manda mensagem para alguém. Ela levanta, vai ao banheiro, onde estava o celular, e encerra o vídeo.














