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Messi cumpriu sua missão. Deixou para trás o fantasma Maradona. Morte do pai acelera a despedida da seleção. Foi o maior gênio a vestir a camisa da Argentina

Em um texto emocionante, Messi se despede da Seleção Argentina. A morte do pai, seu maior incentivador, pesou na decisão. Ele destruiu a sombra de Maradona, que o atormentava. Com títulos e recordes. O futebol agradece o seu talento

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Messi ganhou mais títulos e bateu recordes de Maradona. Em campo ele exorcizou o fantasma que o atormentava Hannah Mckay/Reuters

São Paulo, Brasil


Foi um tormento.

De 17 de agosto de 2005 até 18 de dezembro de 2022.


Enquanto Messi não conquistou a Copa do Mundo, não teve paz na Argentina.

A comparação com Diego Maradona foi algo avalassalador.


Que o fez pensar duas vezes a não querer mais jogar pela seleção do seu país.

Mas Messi teve uma pessoa que não o deixou desistir.


Seu pai, Jorge.

O homem que o levou para Barcelona, no dia 17 de dezembro de 2000.

Dia que abriu mão da própria vida, para viver a do filho genial.

E nesta caminhada de 26 anos, foi o principal amparo para Lionel.

Com quem chorou quando foi injustiçado, massacrado, nos fracassos da Seleção Argentina.

O momento mais crítico foi na final da Copa América de 2016.

Messi errou seu pênalti e o Chile ganhou o título.

O gênio desistiu, avisando que era o destino que não permitia que vencesse com a camisa argentina.

Mas Jorge foi firme não o deixou dizer adeus.

Sabia que seu filho iria além.

E insistiu, insistiu, insistiu.

Até que Lionel cedeu.

A reviravolta foi em pleno Maracanã.

Ganhando o título da Copa América do Brasil, de Neymar.

A comemoração entre pai e filho foi absurda, garantiram os jornalistas de Buenos Aires.

Depois veio a conquista empolgante da Copa do Catar.

A Finalíssima, contra a Itália.

Outra Copa América, nos Estados Unidos.

O vice da Copa do Mundo deste ano, diante da Espanha, já teve um gosto duas vezes amargo.

A perda do título.

E a certeza que seu companheiro morreria.

No dia 7 de agosto veio a confirmação que a doença de Jorge venceu.

Aos 39 anos, com potencial físico para pelo menos disputar a próxima Copa América, em 2028, ele renunciou.

Assumiu a aposentadoria da Seleção Argentina hoje.

Não havia mais o homem capaz de fazê-lo mudar de ideia.

Dia triste para o futebol mundial.

Mas há a felicidade dos que foram contemporâneos do maior gênio do fortíssimo futebol argentino.

Ele conquistou o Mundial sub-20 em 2005, a medalha de ouro na Olimpíada, em 2008, a Copa América de 2021. A Copa do Mundo em 2022. A Copa América em 2024.

Maradona ganhou a Copa do Mundo sub-20 em 1979 e a Copa do Mundo em 1996.

Está claro quem foi mais importante para o selecionado argentino.

Diego marcou 34 gols em 91 partidas.

Lionel, 125 em 207 jogos.

Fantasma exorcizado, a carta de despedida de Messi.

Escrita dois dias depois da final da Copa de 2026, que perdeu.

E só veio a público hoje porque Jorge morreu.

Ele lutaria para o filho continuar...

“Depois de todo esse tempo que passou desde a final, e após pensar muito, quero comunicar a todos que estou me despedindo da Seleção…

Foi uma decisão que doeu e ainda dói na alma, mas entendo que este é o momento. Juro a vocês que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, quando conquistamos tudo, mas também antes. Sempre lutei e deixei tudo em campo por esta camisa, para proporcionar alegrias a vocês e fazer com que se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol.

Falta pouco e alguns ciclos vão chegando ao fim. Este é um deles e me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Dei tudo de mim, já não tenho mais nada para entregar e, além disso, há grandes jogadores surgindo que merecem estar aqui.

Obrigado por todo o carinho ao longo destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvir vocês estando lá dentro. Agora serei apenas mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora (nos momentos bons e, principalmente, nos ruins).

Depois de todo esse tempo que passou desde a final, e após pensar muito, quero comunicar a todos que estou me despedindo da Seleção…

Foi uma decisão que doeu e ainda dói na alma, mas entendo que este é o momento. Juro a vocês que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, quando conquistamos tudo, mas também antes.

Sempre lutei e deixei tudo em campo por esta camisa, para proporcionar alegrias a vocês e fazer com que se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol.

Falta pouco e alguns ciclos vão chegando ao fim. Este é um deles e me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Dei tudo de mim, já não tenho mais nada para entregar e, além disso, há grandesjogadores surgindo que merecem estar aqui.

Obrigado por todo o carinho ao longo destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvir vocês estando lá dentro. Agora serei apenas mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora (nos momentos bons e, principalmente, nos ruins).

Obrigado à minha família por estar sempre presente e por me acompanhar nesta jornada tão bonita, mas difícil. Obrigado a cada treinador, companheiro e dirigente com quem tive a oportunidade de conviver. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis.

Saio com a tranquilidade e o orgulho de ter proporcionado a vocês, junto com meus companheiros, momentos que sonhamos. Foi uma loucura ter vivido tudo isso com vocês. Amo vocês!

Obrigado, Deus, por me fazer argentino.

Vamos Argentina!

Obrigado a você, Messi por repartir sua genialidade...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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