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‘Vamos sofrer. Para de vaiar, mano. Esquece o passado. O Santos virou isso.’ Neymar sofre. Vive o pior jejum sem títulos da sua carreira

O maior ídolo segue preocupado com o futuro do Santos no resto de 2026. Depois da sofrida vitória, diante do fraquíssimo Macará, do Equador, atacante desabafou. Desde 2010, quando começou, nunca havia ficado um ano e meio sem conquistas. Sabe que a chance de ser campeão pelo Santos este ano é remotíssima. O medo real está no rebaixamento, situação que nunca sequer imaginou passar

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"Se vier com o pensamento negativo, é melhor ficar em casa.' Neymar desabafa em relação à torcida do Santos Raul Baretta/Santos

São Paulo, Brasil


“Nós entendemos a situação, mas se a gente ficar remoendo o passado, o que será do futuro? O que será do agora? Estamos em várias competições, desfrutar e aproveitar esse momento. Toda vez que eu erro ou um companheiro erra, já vem coisa. Incentiva. Para de vaiar, mano. Bate palma, vamos...”

“Aqui sempre foi “alçapão”, calor. Falavam que era fo... jogar aqui. Hoje em dia, não sentimos mais o ambiente de antes. Sinto saudades disso. Torcedor nos cobra e agora estou cobrando eles também.


“Não vamos ganhar de 3 ou 4 a 0.

“Nosso time é isso aí. Vamos sofrer.


“O Santos virou isso”, disse Neymar após a sofrida vitória de ontem contra o fraco Macará, do Equador.

Aliás, tem sido uma rotina.


Neymar só falar quando o Santos vence.

Apesar de ser capitão, ele é o primeiro a ir embora quieto, nas derrotas.

Há razão para isso.

Ele vive seu pior jejum de conquistas da carreira.

Acumulou nada menos do que 30 títulos, desde que se firmou como titular do Santos, em 2010.

Neymar se acostumou com comemorações, voltas olímpicas, poses com taças, troféus.

Com o Santos, Barcelona, PSG.

E, sim, Al-Hilal.

2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023.

A última conquista foi no dia 11 de maio de 2024. Ele não esteve em campo. Foi quando o Al-Hilal foi campeão saudita 2023/2024.

Neymar fez apenas três partidas e nenhum gol.

São exatos dois anos e três meses sem o prazer de ser campeão.

Os tempos de ‘menino Ney’ se foram, como as glórias.

Ele sabe que está jogando em um dos piores elencos da história do Santos.

Se seu time passar pelo fraquíssimo Maracá, time equatoriano que os santistas venceram apenas por 2 a 1, ontem na Vila Belmiro, o adversário nas quartas da Sul-Americana ser o vencedor do confronto Atlético e Bragantino. O time mineiro tem grande vantagem, venceu o do interior paulista, por 1 a 0, em Bragança.

Se a equipe de Belo Horizonte confirmar a classificação, o estádio de piso sintético espera pelos tornozelos e joelhos problemáticos de Neymar.

Na Copa do Brasil, o adversário no mata-mata, nas quartas é o Palmeiras. E também com seu estádio de grama sintética, que Neymar acredita que prejudicam suas articulações e ele tem evitado, desde que foi contratado pelo Santos.

No Brasileiro, o time está mergulhado na zona de rebaixamento.

O cenário para Neymar acabar com o seu maior jejum particular é péssimo, improvável.

Pior, aos 34 anos, com 45 lesões e cinco cirurgias na carreira, ele sabe muito bem que o Santos está atolado em dívidas. Elas já ultrapassaram R$ 1,3 bilhão.

E que o plano do presidente Marcelo Teixeira é se releger e transformar o Santos em SAF em 2027. O pai do próprio jogador se interessa em ser dono do clube.

Neymar não vai passar 2027 com a camisa 10 e faixa de capitão do Santos. Ele não quer outro ano de sufoco, derrotas, frustrações seguidas, nenhum título.

E um sentimento que não havia experimentado: medo de cair para a Segunda Divisão.

Na

Na Arábia, o último título. Há dois anos e três meses. Maior jejum na carreira Stinger/Reuters

Vários patrocinadores já desistiram, viraram as costas para o clube que acumula fracassos. Até mesmo Neymar não renovou a propaganda de sua bebida energética, Ney by Day, que ficava na faixa de capitão do jogador.

A direção do Santos que sonhou alto com a volta de Neymar, tomou um banho de realidade.

Não vieram jogadores importantes, nem multinacionais desesperadas para atrelar suas marcas com um jogador no final de carreira com um clube que tem namoro firme com o rebaixamento.

Cair para a Segunda Divisão.

Este é o maior medo de Neymar.

Jamais ele poderia imaginar passar por esta situação.

Ele segue sendo um dos maiores ídolos midiáticos do futebol.

De todos os tempos.

Por isso, decidiu.

Não seguirá no Santos em 2027.

Já é vivido o suficiente que o clube, mesmo se virar SAF, levará muito tempo para se reestruturar.

E a rejeição que ele enfrenta no mercado publicitário também é inédita.

Ele nunca foi tão pouco procurado como agora.

Os fracassos na Seleção e também no Santos desestimulam empresas para ligarem seus produtos a ele.

Por isso, Neymar mudará de cenário.

Deverá ir para os Estados Unidos, que segue acenando para ele, com seu futebol fraquíssimo, loteado de veteranos.

Ou até assumir a diversão de vez na sua vida.

Seguir com seu time de futebol de sete, brincando pelo mundo, como faz o ex-jogador Piqué.

E disputar torneios de pôquer, ‘esporte’ que está cada vez mais dedicado.

Enquanto isso não acontece, ele precisa da torcida santista.

Não para disputar títulos.

Mas, de maneira realista, ajudar com que ele evite a maior vergonha na carreira.

O rebaixamento.

O jejum de títulos?

Ele sabe: tem tudo para aumentar...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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