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Memphis fica.Corinthians recua. Conselho de Orientação recomenda renovação. Presidente cedeu.‘Vou fazer o melhor para o clube.’Holandês ficará mais dois anos

Conselho de Orientação Fiscal deu seu aval à renovação de Memphis. Novela vai acabar. Holandês terá seu contrato renovado por mais dois anos. O presidente Osmar Stabile, que foi muito criticado e até ameaçado, por não querer renovar, voltou atrás. E usando o CORI como escudo, aceita dar mais dois anos ao holandês, que diminuiu sua pretensão salarial. O jogador já deve até treinar nesta terça-feira com os companheiros. Vitória também de Fernando Diniz

Cosme Rímoli|Do R7

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Memphis Depay queria seguir jogando no Corinthians. Fez uma Copa fraca. E não recebeu ofertas de gigantes europeus. No Brasil ele se diz 'muito feliz' Rodrigo Coca/Corinthians

São Paulo, Brasil

Acabou a novela


O Conselho de Orientação Fiscal foi firme.

Com a redução da pedida para a renovação de contrato, a recomendação dos 20 conselheiros foi ficar com o holandês por mais dois anos. A reunião aconteceu no final desta noite de segunda-feira.


O presidente Osmar Stabile, que estava muito pressionado, e foi até ameaçado, por divulgar que não renovaria com Memphis, voltou atrás. Com enorme alívio, inclusive.

O dirigente, que quer sua reeleição no final do ano, viu que desagradou profundamente aliados, opositores e, principalmente, comandos das organizadas. Assim a imensa maioria de torcedores comuns, que mostraram sua indignação pela não renovação com o ídolo.


O dinheiro não era o único motivo que o presidente não queria a renovação. Mas por Memphis ter no seu estafe pessoas ligadas ao ex-presidente Augusto Melo.

Stabile, no entanto, se viu sozinho, isolado, na sua decisão de não revovar, anunciada há seis dias.


Ele imaginou que seria aclamado, como um exemplo de seriedade administrativa.

Errou completamente.

Menosprezou a idolatria de Memphis Depay.

“Diante das obrigações financeiras atuais e futuras do Corinthians, ficou claro que assumir um novo compromisso dessa magnitude não seria compatível, neste momento, com o equilíbrio financeiro que precisamos preservar para garantir a sustentabilidade da instituição”, dizia o principal trecho do comunicado oficial, autorizado por Stabile.

Só que o Corinthians deve perto de R$ 3 bilhões. Abrir mão do seu maior ídolo por economia foi uma alegação frágil, que pereceu diante da revolta generalizada que provocou.

Até porque a própria direção corintiana pediu para que Memphis viesse a São Paulo, se submetesse a exames médico, fez propostas para o jogador, diminuindo tudo: salários, luvas, fim do auxílio moradia. E diluição da dívida de R$ 77 milhões, nos dois anos de novo contrato.

Em vez de receber, em média, R$ 5 milhões por mês, ele passaria a ganhar R$ 2,5 milhões.

Tudo aceito, Stabile voltou atrás.

Como ele comanda um clube e não uma instituição financeira, os resultados foram cúmplices da permanência de Memphis.

Sem ele, o clube foi eliminado da Copa do Brasil pelo fraco elenco do Internacional.

Empatou, jogando na retranca, como time pequeno, contra o Rosario Central, na Argentina, pelas oitavas da Libertadores.

Perdeu para os reservas do Cruzeiro, em plena Itaquera. E jogando com seus titulares.

Fernando Diniz procurou Stabile e implorou pela renovação com Memphis. O treinador ligou para o holandês e avisou que ele esperasse, porque a situação iria mudar e o Corinthians ofereceria novo contrato de dois anos.

O presidente corintiano não teve apoio para abrir mão de Memphis. De nenhum seguimento no Parque São Jorge.

Até mesmo os membros mais íntimos da direção, que não queriam a renovação, voltaram atrás.

Sentiram a magnitude de Memphis.

O holandês queria a renovação.

Porque tem ótimo ambiente com os jogadores e torcida.

E também porque não chegou nenhuma proposta de gigantes europeus, como sonhava depois da Copa.

Até porque seu Mundial, com a Holanda, foi péssimo.

Memphis foi aconselhado a ficar em São Paulo, por membros da direção do Corinthians e também por Fernando Diniz.

A reviravolta era mais do que prevista.

E Memphis seguirá no Parque São Jorge.

Aliás, está previsto que ele volte a treinar hoje com os companheiros.

E o Corinthians se apresse a renovar seu visto de trabalho, que vence daqui três dias.

A renovação deverá ser assinada ainda hoje.

Ele não jogará contra o Rosario Central.

Mas quer participar da preparação para o jogo.

E passar apoio ao elenco, que precisa vencer, para seguir na Libertadores.

Stabile não tinha saída, a não ser ceder.

Ele procurou a fórmula menos desgastante.

E tem o CORI como parceiro na decisão pela renovação.

Venceu a maioria dos corintianos.

Dirigentes, conselheiros, chefes das organizadas, torcida.

Todos queriam a renovação.

E terão o que desejavam.

Memphis ficará no Parque São Jorge por mais dois anos.

Stabile repetiu hoje a frase que mais gosta de usar.

“Vou fazer o que for melhor para o Corinthians.”

E o melhor foi a decisão pela renovação de Memphis...

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