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Palmeiras irreconhecível. Defesa aberta. Time viciado em cruzamentos. Carlos Miguel transpira insegurança.Derrota para o Fluminense é um presente ao Flamengo

O Palmeiras tomou duas viradas no Maracanã. E perdeu um jogo importantíssimo para o Fluminense em crise, por 3 a 2. Queimou a vantagem que tinha contra o Flamengo na liderança do Brasileiro. E perde confiança na decisão de sua sobrevivência na Libertadores, no Paraguai, contra o Cerro Portenho

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Cano marcou o gol da vitória do Fluminense, aos 46 minutos do segundo tempo. Castigo merecido do Palmeiras Marcelo Gonçalves/Fluminense

São Paulo, Brasil

Um desastre.


O Palmeiras mostrou completo desequilíbrio emocional.

E tático.


Jogou de forma afobada, insegura, tensa.

Com a defesa completamente exposta.


E com nervos à flor da pele.

Começando por Carlos Miguel, que vive péssima fase.


Perdeu um jogo fundamental, no Maracanã.

Com direito a duas viradas para o Fluminense, por 3 a 2.

A derrota ‘queimou’ a vantagem que o clube acalentava em relação ao Flamengo.

A liderança no Brasileiro está absolutamente ameaçada.

O time de Abel Ferreira não respeitou nenhum princípio do treinador português: não teve organização, nervos nos lances decisivos e vibração.

O Fluminense, do interino Marcão, após a sumária demissão de Luiz Zubeldía, foi superior em todos os momentos. Mereceu a vitória. Eram sete partidas que o time não vencia.

E o gol da vitória foi do veterano Cano.

Ele foi capitão do time e resumiu muito bem o sentimento do time carioca.

“O time se comportou da forma que a gente sempre foi: um Time de Guerreiros.

“Graças a Deus, hoje fizemos um grande jogo, com muita raça e com a nossa torcida cantando.

“É o que a gente precisa: que eles venham aqui para apoiar. Eles sabem que, quando vêm aqui e cantam, a gente é diferente em campo.

“Então, por favor, torcedor, nunca esqueça disso. Temos que ter essa raça, que a gente perdeu um tempo atrás, mas agora recuperamos.”

Assim como também Maurício foi claro, diante do péssimo momento do Palmeiras, com seu elenco bilionário.

Empatou em casa com os fracos Internacional e Cerro Porteño. E perdeu hoje para o Fluminense em crise.

“A gente não pode estar desligado nesses momentos. A gente esteve na frente duas vezes.

“A gente não pode dar essas brechas.

“Infelizmente, estamos passando por essa má fase. Temos que trabalhar ainda mais para reverter isso.”

Má fase assustadora.

Gustavo Gómez colocou o time na frente do placar.

Defesa falhou e Hulk empatou de cabeça, com a bola entrando no canto onde estava Carlos Miguel, que não mostrou o mínimo refleto obrigatório para um goleiro líder do Brasileiro.

Mesmo jogando mal, o Palmeiras marcou 2 a 1, aos 36 minutos do segundo tempo.

Carlos Miguel chutou para a frente, Flaco López desviou de cabeça para Mauricio, que deveria ter começado como titular, estufar as redes de Fábio.

Mas para surpresa geral, principalmente de quem acompanha de perto os jogos do Palmeiras, o time seguiu aberto, escancarado. Irresponsável na marcação.

Jogadores ficaram estáticos, assistindo o empate.

Felipe Anderson permitiu que Guga cruzasse, Murilo deixou Cano cabecear na trave, e Giay travou, permitindo que Serna fizesse o 2 a 2, aos 39 minutos.

Mas tudo pioraria.

Aos 46 minutos, Martinelli lançou Guga, que evitou que a bola saísse e cruzou. A bola subiu lenta e o próprio Martinelli cabeceou, Cano se jogou e desviou de cabeça, desta vez, sem chance para Carlos Miguel

3 a 2 Fluminense.

Abel saiu cabisbaixo para o vestiário.

Ele viu a vantagem diante do Flamengo despencar.

Caiu para seis pontos, faltando dois jogos para o rubro-negro.

Situação péssima, para o planejamento do português.

Mas absolutamente justa, pelo péssimo futebol do Palmeiras nos últimos jogos.

O time está titubeando nos momentos decisivos da Libertadores e do Brasileiro.

Dá tempo de recuperar.

Mas a intervenção de Abel Ferreira precisa ser firme.

Tirar seu time de um inexplicável marasmo.

Espantar a insegurança.

E que começa com Carlos Miguel, em péssima fase.

Chegou a hora o português agir.

Ou 2026, que parecia tão promissor, pode terminar frustrante.

O jogo que o Palmeiras fez no Maracanã não foi de quem merece ser campeão do Brasil.

Ou do clube que quer recuperar a hegemonia da América do Sul.

O futebol foi assustador...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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