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Filme sobre a Chape fracassa. A tragédia já foi explorada demais

Atrasado, sem dizer a que veio, o documentário não leva público ao cinema. O terrível acidente já foi detalhado à exaustão. O filme nada acrescenta

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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A pior tragédia do esporte mundial já foi explorada demais. Fracassou no cinema
A pior tragédia do esporte mundial já foi explorada demais. Fracassou no cinema

São Paulo, Brasil

A briga com os familiares dos 71 mortos, com inclusive ameaça de processo, por não saberem sequer que o filme tinha sido feito e estava para ser lançado, no dia 30 de novembro de 2017, data que o maior acidente aéreo da história do esporte mundial completaria um ano.

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O rompimento oficial com a Chapecoense.

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A saturação da dramática história.

A obrigação de mudança do nome do documentário.

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Os familiares se revoltaram quando souberam que se chamaria 'Milagre de Chapecó". Houve parentes das vítimas que só souberam do filme ao assistir, sem querer, o trailer, nos cinemas. Algo inacreditável.

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A escolha do nome foi tratada como ofensa, já que o documentário tratava, obviamente, da queda do avião da La Mia, onde morreram 71 pessoas. Enaltecer os seis sobreviventes, deixando de lado as dezenas de vidas perdidas, era completamente descabido.

A pressão popular e a ameaça de processos por parte das associações que cuidam dos parentes das vítimas provocaram o rompimento da sociedade entre e produtora Trailer e o clube de Santa Catarina.

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A direção da Chapecoense exigiu na justiça a rescisão.

Os familiares conseguiram embargar o documentário. 

Ele não foi lançado quando a queda do avião completou um ano.

O absurdo primeiro nome do filme. Que foi mudado pelos parentes das vítimas
O absurdo primeiro nome do filme. Que foi mudado pelos parentes das vítimas

Em março, porém, houve um acordo entre os familiares e os produtores.

Os termos ficaram em sigilo.

Mas em Chapecó há a convicção que haverá uma compensação financeira às associações que cuidam das vítimas do acidente.

O filme foi lançado na semana passada, na quinta-feira.

O resultado tem sido fraquíssimo.

Pouquíssimos cinemas se interessaram em exibir o documentário.

Em São Paulo, o maior mercado do país, apenas uma sala.

A 8, a menor do Shopping Frei Caneca.

E a procura foi quase nula.

Tanto que o filme, que estreou na quinta, sairá de cartaz nesta quarta.

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No resto do país, também, o resultado é irrisório.

Os produtores lançaram o filme também na Colômbia.

Apostando que haveria também o interesse, já que o avião da La Mia caiu no país vizinho, onde disputaria a final da Copa Sul-Americana.

Está em Medellin, Bogotá e outras cidades.

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Também sem grande repercussão.

A produtora garante que já negociou com a Netflix a exibição do documentário, até o final de 2018.

O certo é que não houve comoção alguma com o documentário.

O documentário não traz nada de novo. É compreensível a rejeição do público
O documentário não traz nada de novo. É compreensível a rejeição do público

Ele chegou atrasado, sem novidade.

E com a sensação amarga.

A tragédia foi explorada demais...

(Os números confirmam o fracasso do documentário no Brasil.

Renda final de semana (de quinta a domingo): R$11.804,00.

Público final de semana: 763

Renda acumulada (de quinta a segunda): R$ 13.859,00.

Público acumulado: 946 pessoas.

Em 28 cinemas!

A aferição foi feita pelo Filme B, portal especializado no mercado cinematográfico no país.

Seu respeitado boletim semanal detalha as bilheterias no Brasil e nos Estados Unidos.

A rejeição ao filme está provada...)

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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