Logo R7.com
RecordPlus
Cosme Rímoli - Blogs
‌

A volta de Ramón Díaz é a escolha do Corinthians para o lugar do demitido Fernando Diniz. A missão: escapar do rebaixamento, depois da sétima derrota seguida

Bateu o desespero no presidente Osmar Stabile. Não importa que o Corinthians fez seu melhor jogo contra o Internacional ontem. Acertou três vezes a trave, dominou o jogo. O importante foi o resultado. A sétima derrota seguida. Diniz foi mandado embora assim que chegou no vestiário. Stabile mandou o executivo Marcelo Paz atrás de Ramón Díaz e seu filho Emiliano. Para um contrato de apenas nove partidas. O presidente quer a experiência e a vibração, para exorcizar o desânimo que domina o grupo. Pai e filho estão desempregados. E juraram que um dia voltariam ao Corinthians

Cosme Rímoli|Cosme RímoliOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Ramón e seu filho Emiliano comandando o Corinthians. Eles salvaram o clube do rebaixamento em 2024. E foram campeões paulistas em 2025 Rodrigo Coca/Corinthians

São Paulo, Brasil

‌

“Não, não cobre coerência.

Só desespero."

‌

Esta foi a mensagem curta de um aliado do presidente Osmar Stabile, enviada a este blog, na madrugada desta quinta-feira, dia 8 de outubro de 2026.

Fiz a pergunta óbvia: ‘Por que Stabile não demitiu Diniz, antes da data-Fifa, depois da derrota contra o Fluminense? O novo técnico teria 17 dias para trabalhar com o time.."

‌

‘Porque os jogadores pediram, Marcelo Paz também queria que Diniz ficasse. Mas Stabile avisou que não aceitaria a derrota contra o Internacional. Sete derrotas seguidas, não."

“E quem ele quer?”, perguntei direto.

‌

A resposta veio seca. ‘A volta do Ramón Díaz.’

A partir daí o celular da fonte foi desligado. Não houve mais respostas.

O que foi possível apurar, na madrugada...

O presidente Osmar Stabile só pode oferecer um contrato de risco. Dos nove jogos restantes do Brasileiro, com um bônus especial se o clube não cair. E outro, se o Corinthians se classificar para a Sul-Americana.

Um treinador que já comande o clube contra o maior rival Palmeiras, domingo, no Nubank Parque.

Por que a escolha por Ramón e seu filho Emiliano, que muitas vezes é mais técnico, que o pai de 67 anos?

Porque Stabile os conheceu bem. Vale lembrar que ele era vice de Augusto Melo, que sofreu impeachment. E acredita que foram demitidos até para desviar o escândalo da Vai de Bet.

E acredita que o estilo motivador, mais o fato de a dupla conhecer muito bem grande parte do elenco, é a combinação ideal para a salvação neste momento de intensa crise.

Stabile quer seguir na presidência no triênio 2027 até 2030. Só que o estatuto não permite reeleição. Ele alega que assumiu o cargo como medida emergencial, com o impechment de Melo. A questão divide o clube. Mas Stabile acredita que seus advogados convencerão os conselheiros a permitir que concorra ao cargo.

Mas desde que o Corinthians não seja rebaixado.

E para Stabile, Fernando Diniz não conseguia mais o mínimo de resultados exigidos.

Foi ele quem convenceu o presidente que o certo, com um elenco pequeno, com três transfer ban, impedindo contratações na janela do meio do ano, o ideal seria investir na Libertadores e deixar de lado o Brasileiro.

O risco foi altíssimo e veio o castigo. Eliminação das quartas-de-final, em Itaquera, diante do limitado Estudiantes.

Fernando Diniz apostou tudo na Libertadores. Abandonou o Brasileiro, por conta do elenco pequeno. Pagou com o emprego Rodrigo Coca/Agência Corinthians

E as sete derrotas seguidas no Brasileiro colocaram o clube a um ponto da zona do rebaixamento.

Stabile estava sendo fortemente pressionado por conselheiros e chefes de organizadas. Exigiam resultados e queriam longe a ameaça de rebaixamento.

O presidente segurou Diniz até ontem. Ele havia dito ao técnico que não conseguiria mantê-lo no cargo, caso viesse nova derrota em Porto Alegre e que encarasse o jogo como uma final, já que os dois gigantes fazem péssima campanha.

Stabile já havia demitido Dorival Júnior por perder para o Internacional, no primeiro turno do Brasileiro, completando nove partidas sem vitórias.

E ontem, pouco importou a pressão que o Corinthians exerceu contra o time colorado. Foram 22 finalizações, três delas beijaram as traves.

Memphis Depay perdeu dois gols inacreditáveis.

Mas o resultado foi a sétima derrota seguida.

Stabile cumpriu sua promessa.

E o convite para Ramón e Emiliano já teria sido até feito, após a derrota.

Há a certeza que um novo treinador terá a missão de salvar o Corinthians, nestas nove partidas restantes do Brasileiro.

Fernando Diniz só suportou 33 jogos no clube que ‘sempre sonhou comandar’. Foram 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas. O time marcou 36 gols e sofreu 32. Aproveitamento péssimo: 47,5%.

Só vontade, dedicação e pacto com os jogadores não bastaram.

Sem resultado nenhum treinador sobrevive.

Se Stabile desconfiava tanto do trabalho de Diniz deveria tê-lo mandado embora após a derrota contra o Fluminense.

O dirigente fez o Corinthians perder 17 dias com um técnico que já queria longe do Parque São Jorge...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.