A volta de Ramón Díaz é a escolha do Corinthians para o lugar do demitido Fernando Diniz. A missão: escapar do rebaixamento, depois da sétima derrota seguida
Bateu o desespero no presidente Osmar Stabile. Não importa que o Corinthians fez seu melhor jogo contra o Internacional ontem. Acertou três vezes a trave, dominou o jogo. O importante foi o resultado. A sétima derrota seguida. Diniz foi mandado embora assim que chegou no vestiário. Stabile mandou o executivo Marcelo Paz atrás de Ramón Díaz e seu filho Emiliano. Para um contrato de apenas nove partidas. O presidente quer a experiência e a vibração, para exorcizar o desânimo que domina o grupo. Pai e filho estão desempregados. E juraram que um dia voltariam ao Corinthians

São Paulo, Brasil
“Não, não cobre coerência.
Só desespero."
Esta foi a mensagem curta de um aliado do presidente Osmar Stabile, enviada a este blog, na madrugada desta quinta-feira, dia 8 de outubro de 2026.
Fiz a pergunta óbvia: ‘Por que Stabile não demitiu Diniz, antes da data-Fifa, depois da derrota contra o Fluminense? O novo técnico teria 17 dias para trabalhar com o time.."
‘Porque os jogadores pediram, Marcelo Paz também queria que Diniz ficasse. Mas Stabile avisou que não aceitaria a derrota contra o Internacional. Sete derrotas seguidas, não."
“E quem ele quer?”, perguntei direto.
A resposta veio seca. ‘A volta do Ramón Díaz.’
A partir daí o celular da fonte foi desligado. Não houve mais respostas.
O que foi possível apurar, na madrugada...
O presidente Osmar Stabile só pode oferecer um contrato de risco. Dos nove jogos restantes do Brasileiro, com um bônus especial se o clube não cair. E outro, se o Corinthians se classificar para a Sul-Americana.
Um treinador que já comande o clube contra o maior rival Palmeiras, domingo, no Nubank Parque.
Por que a escolha por Ramón e seu filho Emiliano, que muitas vezes é mais técnico, que o pai de 67 anos?
Porque Stabile os conheceu bem. Vale lembrar que ele era vice de Augusto Melo, que sofreu impeachment. E acredita que foram demitidos até para desviar o escândalo da Vai de Bet.
E acredita que o estilo motivador, mais o fato de a dupla conhecer muito bem grande parte do elenco, é a combinação ideal para a salvação neste momento de intensa crise.
Stabile quer seguir na presidência no triênio 2027 até 2030. Só que o estatuto não permite reeleição. Ele alega que assumiu o cargo como medida emergencial, com o impechment de Melo. A questão divide o clube. Mas Stabile acredita que seus advogados convencerão os conselheiros a permitir que concorra ao cargo.
Mas desde que o Corinthians não seja rebaixado.
E para Stabile, Fernando Diniz não conseguia mais o mínimo de resultados exigidos.
Foi ele quem convenceu o presidente que o certo, com um elenco pequeno, com três transfer ban, impedindo contratações na janela do meio do ano, o ideal seria investir na Libertadores e deixar de lado o Brasileiro.
O risco foi altíssimo e veio o castigo. Eliminação das quartas-de-final, em Itaquera, diante do limitado Estudiantes.

E as sete derrotas seguidas no Brasileiro colocaram o clube a um ponto da zona do rebaixamento.
Stabile estava sendo fortemente pressionado por conselheiros e chefes de organizadas. Exigiam resultados e queriam longe a ameaça de rebaixamento.
O presidente segurou Diniz até ontem. Ele havia dito ao técnico que não conseguiria mantê-lo no cargo, caso viesse nova derrota em Porto Alegre e que encarasse o jogo como uma final, já que os dois gigantes fazem péssima campanha.
Stabile já havia demitido Dorival Júnior por perder para o Internacional, no primeiro turno do Brasileiro, completando nove partidas sem vitórias.
E ontem, pouco importou a pressão que o Corinthians exerceu contra o time colorado. Foram 22 finalizações, três delas beijaram as traves.
Memphis Depay perdeu dois gols inacreditáveis.
Mas o resultado foi a sétima derrota seguida.
Stabile cumpriu sua promessa.
E o convite para Ramón e Emiliano já teria sido até feito, após a derrota.
Há a certeza que um novo treinador terá a missão de salvar o Corinthians, nestas nove partidas restantes do Brasileiro.
Fernando Diniz só suportou 33 jogos no clube que ‘sempre sonhou comandar’. Foram 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas. O time marcou 36 gols e sofreu 32. Aproveitamento péssimo: 47,5%.
Só vontade, dedicação e pacto com os jogadores não bastaram.
Sem resultado nenhum treinador sobrevive.
Se Stabile desconfiava tanto do trabalho de Diniz deveria tê-lo mandado embora após a derrota contra o Fluminense.
O dirigente fez o Corinthians perder 17 dias com um técnico que já queria longe do Parque São Jorge...














