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‘Convoco quem quero. Não tenho de pedir desculpas para ninguém.’ Jorge Jesus vence duelo com CR7. E, sem o ídolo, passa o Brasil no ranking da Fifa

A segunda vitória de Portugal contra a Noruega mostrou para a imprensa e para a torcida lusitana: não precisa de Cristiano Ronaldo para fazer seu time vencer. Ídolo de 41 anos perde apoio na guerra contra o técnico. A seleção europeia já é a quinta do mundo. Deixou o Brasil, de Ancelotti, em sexto...

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Jorge Jesus sabe que reverteu a crise. Mostrou que há vida na Seleção Portuguesa sem Cristiano Ronaldo. Imprensa e torcida diminuíram o tom das críticas ao técnico Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

‘Início de uma nova era.

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“Jorge Jesus joga para ganhar.

“E Portugal sorri.”

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Esta é a manchete do jornal A Bola, de Lisboa, o veículo esportivo mais importante de Portugal.

Um dia após a quarta vitória, em quatro jogos, da Seleção Portuguesa, sob o comando de Jorge Jesus, a segunda contra a Noruega. Triunfo de virada, no Porto, por vibrante 2 a 1.

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Não bastasse ter a melhor campanha entre todas as seleções europeias que disputam a Liga das Nações, há outro motivo de orgulho precoce para Jorge Jesus.

Com o resultado de ontem, a Fifa decidiu que seus triunfos são muito mais importantes que os insignificantes amistosos do Brasil contra Austrália e Índia. E Portugal tomou a quinta colocação dos brasileiros no ranking mundial.

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Todo esse clima vitorioso de Jorge Jesus atinge em cheio Cristiano Ronaldo, que abandonou o selecionado, por não entrar contra a Noruega, em Oslo. Partida que também os portugueses venceram.

Óbvio que o conflito entre o treinador e o maior ídolo da história do futebol português foi motivo de questionamento pelos jornalistas, após o jogo de ontem.

Jorge Jesus teve uma atitude de enxadrista. Deu um belíssimo xeque-mate no jogador de 41 anos.

“Convoco quem eu quero. Não tenho de pedir desculpas a ninguém.

“O Cris continua um jogador selecionável. Se ele jogar pelo Al-Nassr, posso chamá-lo de volta. Se quiser retornar.

“Para mim, não houve problema algum. Quantos jogadores se aqueceram hoje para o jogo contra a Noruega e não entraram? Eles vão deixar a seleção também?”

Cristiano Ronaldo havia deixado claro que iria dar seus motivos por ter abandonado o selecionado.

Só que no futebol imperam os resultados.

Com as vitórias de Portugal, Cristiano Ronaldo decidiu se calar. Perdeu força diante de Jorge Jesus Reprodução/Reuters

E criticar Jorge Jesus depois de quatro vitórias, fazendo Portugal atacar, sem medo, como os portugueses sonham há anos, seria um ‘tiro no pé’.

Daí o silêncio do ídolo.

Sabe que o melhor é se calar.

Enquanto isso, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, está tentando fazer uma nova reunião entre ele, Jesus e Cristiano.

A próxima partida de Portugal será contra a Dinamarca, só no dia 14 de novembro, em Braga.

Há mais de um mês para que ele consiga apaziguar os dois.

Mas jornalistas portugueses souberam de detalhes da conversa do treinador com o dirigente.

Jesus não se dobrou diante da força midiática de CR7.

Falou para Proença que a prioridade é fazer o selecionado vencer. E só vai usar o atacante de 41 anos quando precisar. Não pode ser obrigado a escalá-lo como titular em todos os jogos.

Até porque não vai fazer com que Portugal crie um esquema só para Cristiano Ronaldo atuar, com as limitações físicas inerentes a um atleta tão veterano.

O presidente da Federação Portuguesa teve de se dobrar a Jesus.

Resta saber se CR7, que sempre foi a estrela e capitão da Seleção Portuguesa, aceitará ser mais uma opção para o time. E muitas vezes ser reserva. E até não entrar em campo, dependendo das necessidades do time.

De uma coisa Proença já tem certeza.

Jesus não vai abrir mão do seu comando.

Principalmente enquanto estiver vencendo.

“Estou muito feliz com o rendimento de Portugal”, resumiu o treinador, que já fez sua seleção deixar para trás o pentacampeão do mundo, Brasil, com Carlo Ancelotti.

Bela estocada no ausente Cristiano Ronaldo...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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