Revelação de que Ancelotti é o técnico mais bem pago do mundo vira motivo de maior desgaste. Técnico espanhol, vencedor da Copa, ganha metade do italiano
Dirigentes da CBF afirmam que ter o treinador mais vencedor do planeta ‘custa caro’. O problema está no decepcionante desempenho do italiano. Amanhã, contra a Índia, 138ª colocada no ranking da Fifa, nem Ancelotti considera que seja um ‘teste’ para seus jogadores. E sim, ‘uma oportunidade’. Ele tem razão, diante da fragilidade do adversário

São Paulo, Brasil
Os fraquíssimos amistosos que a CBF encontrou, para tentar recuperar parte da credibilidade da Seleção, depois do vexame na Copa do Mundo dos Estados Unidos, não estão dando resultado.
Principalmente em relação ao desempenho, sob o comando de Carlo Ancelotti.
A Seleção apenas empatou com a Austrália em 1 a 1 e depois venceu por 4 a 2. Nas duas partidas diante do 26º time no ranking da Fifa, a equipe brasileira sofreu. Os australianos desperdiçaram chances claras.
O Brasil amanhã enfrentará a Índia, apenas a 138ª colocada.
Nem mesmo Ancelotti considera um teste para os seus jogadores.
“Não é um teste. É uma oportunidade.”
Sem dúvida.
A Índia jamais conseguiu disputar sequer uma Copa do Mundo.
Nem na passada, quando 48 países estiveram nos Estados Unidos.
Veículos de comunicação europeus têm acompanhado, com interesse, a passagem de Ancelotti pelo Brasil. E desilusão pelo desempenho.
E ontem provocou muita reação nas redes sociais, a revelação do jornal alemão Bild sobre os salários anuais dos treinadores de seleções no planeta.
- Carlo Ancelotti, seleção brasileira (10 milhões de euros)
- Jürgen Klopp, seleção alemã (7 milhões de euros)
- Mauricio Pochettino, seleção dos EUA (6,8 milhões de euros)
- Thomas Tuchel, seleção inglesa (6 milhões de euros)
- Luís de la Fuente, seleção espanhola (5 milhões de euros)
- Jorge Jesus, seleção portuguesa (4 milhões de euros)
- Zidade, seleção francesa (3,6 milhões de euros)
- Xavi, seleção holandesa (3 milhões de euros)
- Scaloni, seleção argentina (2,3 milhões de euros)
- Ralf Rangnick, seleção austríaca (2 milhões de euros)
10 milhões de euros por ano são R$ 59 milhões. Ou R$ 4,9 milhões a cada 30 dias.
O técnico da Espanha, que encantou o mundo, conquistando a Copa, Luís de la Fuente, ganha exatamente a metade de Ancelotti.

Só que a situação do italiano vai muito além.
Ele tem à disposição carro blindado, jatinho da CBF, que o leva para onde quiser. Segurança particular. Mansão no Rio de Janeiro, apesar de morar no Canadá.
Além disso, há prêmios especiais por vitórias. E a promessa de recompensas milionárias em conquistas de títulos.
E o contrato do italiano prevê multa integral, caso seja demitido antes de julho de 2030.
Como é público, o treinador renovou seu contrato antes do fracasso da Copa nos Estados Unidos.
Dirigentes da CBF reafirmam, em off, a quem questiona se o italiano não recebe muito, que o treinador mais vencedor do planeta tem que ser o que mais ganha...















