Logo R7.com
RecordPlus
Cosme Rímoli - Blogs

Corinthians, imbatível, de Diniz, faz melhor campanha na Libertadores. Estratégia que o Palmeiras de Abel não consegue. 2 a 0 foi pouco contra o tradicional Peñarol

Time se impôs, sem medo, diante do tradicional Peñarol: 2 a 0. Três jogos. Três vitórias. Melhor campanha da Libertadores. Além da classificação para as oitavas, mais do que encaminhada, há a esperança de ser o clube com maior número de pontos na fase de classificação. E ganhar o direito de decidir os mata-matas em Itaquera. Algo que era impensável pela própria direção corintiana

Cosme Rímoli|Cosme RímoliOpens in new window

  • Google News
O Corinthians, de Diniz, ganha corpo. Time competitivo, vibrante, ofensivo Amanda Perobelli/Reuters

Dorival Júnior foi demitido por medo da diretoria do Corinthians.

O elenco não mostrava competitividade, intensidade, luta.


Era passivo.

Acumulou nove partidas sem uma mísera vitória.


O medo era que a equipe desse dois vexames.

Passar o ano lutando contra o rebaixamento no Brasileiro.


E ter eliminação precoce na Libertadores.

Fernando Diniz acabou contratado para ‘despertar’ o Corinthians.


Ele vinha de uma sequência de demissões assustadora.

Da Seleção, do Fluminense, do Cruzeiro, do Vasco.

Precisava recuperar a credibilidade como técnico.

E o casamento com o Corinthians tem sido perfeito.

Diante do tradicional Peñarol, ontem, em Itaquera.

O primeiro tempo de seu time foi primoroso.

Se impôs.

Fez dois gols, com Gustavo Henrique e com o parça de Memphis Depay, Lingard. E poderia ter feito muito mais.

Pressionou o tempo todo os uruguaios, atacou em bloco, fez triangulações pelas beiradas do campo. Deu uma aula de recomposição sem a bola.

Empolgou a torcida que lotou a Arena de Itaquera.

No segundo tempo, diminuiu o ritmo, mas não deu chance de reação.

Mesmo assim, os números impressionam.

Foram 16 arremates a gol.

Contra apenas seis dos uruguaios.

Com mais esta vitória, o time de Diniz assegurou, por enquanto, a melhor campanha entre os 32 times que disputam a Libertadores.

Se o Corinthians seguir assim, decidirá os mata-matas em Itaquera.

Essa estratégia, terminar a fase de classificação em primeiro lugar, sempre foi a de Abel Ferreira, do Palmeiras.

A sintonia entre Diniz e a torcida corintiana é algo assustador Rodrigo Coca/Corinthians

Já são sete partidas de Diniz, no total, cinco vitórias e dois empates. Sem tomar um gol sequer. Ao contrário do que acontecia antes das demissões seguidas, o treinador teve de reavaliar seus conceitos.

Principalmente o da marcação, que era o seu ponto fraco.

“O trabalho defensivo começa com Garro e Yuri e, às vezes, até termina com os dois. Isso faz com que o time jogue de maneira segura. Isso facilita com que o Garro fique conectado com o time. É um jogador especial, talento diferente, jogador à moda antiga, camisa 10 como tem poucos no futebol mundial.”

Aliás, ele dedicou um espaço especial na sua coletiva para falar do argentino. E mostrou estar usando o conhecimento como psicólogo formado.

“Jogador não é só músculo e osso. Ele teve um problema pessoal tempo atrás (o acidente no início de 2025, em que um motoqueiro morreu, na Argentina); ninguém é de ferro.

“Uma das coisas que está colaborando é que eu tive uma aproximação muito fácil com o Garro, de procurar entender o que ele pensa, da origem dele na Argentina.

“O jogador, quando é tratado de forma mais próxima, fica mais solto e mais feliz. É um jogador que enxerga muito fácil o jogo, tem técnica refinada e senso de coletividade alto se às vezes não jogava, não era por conta da personalidade dele.

“A personalidade dele gosta da coletividade dele, estamos acendendo essa chama dele jogar perto dos jogadores com ou sem a bola.”

Garro cobrou com talento uma falta na intermediária, que foi parar na cabeça de Gustavo Henrique, no primeiro gol corintiano.

O técnico, outra vez, mostrou sinergia com a torcida. Muita vibração durante a partida.

“Muita gente me falava que tinha a cara do Corinthians. Está sendo maravilhoso, fantástico. Eu me sinto muito pleno, muito feliz. Desde o dia em que fui anunciado. Foi uma preparação constante... O Corinthians é algo muito gigantesco”, celebrava Diniz.

Desta vez, o técnico parece estar no lugar certo.

Acabou o medo da direção de vexames corintianos...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.