Bastaram cinco partidas. O fracasso no trabalho de Tite divide a direção do Botafogo. Libertadores vai ficando longe. A fácil vitória do fraco Inter assustou
Ameaçado pelo rebaixamento, o Internacional goleou o Botafogo por 3 a 0, como quis. O comportamento apático de Tite espantou a direção. Age como no Flamengo e no Cruzeiro, que o demitiram sumariamente. Os péssimos resultados: três derrotas, um empate e uma vitória já afastam o clube da Libertadores.

São Paulo, Brasil
É como se fosse uma epidemia.
Com os mesmo sinais que atacaram o Flamengo.
E, depois, o Cruzeiro.
Times apáticos, perdidos taticamente, espaçados.
Jogadores que se xingam.
Mas não sabem para onde correr.
Defesas pressionadas, independente do poderio adversário.
A falta de energia do técnico contamina seus times.
Enfrentar equipes de Tite, após os fracassos seguidos nas Copas do Mundo, tem sido prazeroso.
Principalmente aos clubes que mostram o mínimo de organização tática e garra.
Foi o que aconteceu hoje em Porto Alegre.
O fraco, criticado, namorado do rebaixamento, o Internacional parecia a Seleção Holandesa de 1974, diante da débil marcação preparada por Tite.
3 a 0 foi pouco para os gaúchos, que encurralaram o Botafogo, com esquema tático acovardado, apenas buscando contragolpes.
Os gols de Matheus Bahia, Junho e Bernabei só demostraram a diferença em campo entre um time vibrante, lutando por cada metro quadrado do gramado contra outro perdido, apenas recuados, muito espaçado. Mal treinado.
Tite segue cada vez pior depois de seis anos de frustrações na Seleção Brasileira. As direções de Flamengo e de Cruzeiro tiveram várias ressalvas sobre seu trabalho. Como seu filho Matheus participando, muitas vezes, mais do que ele na formação das equipes que fracassaram. Tanto na Gávea como na Toca da Raposa.
Suas entrevistas seguem vazias, desviando o foco, não assumindo nunca os motivos das derrotas.
“Nós estivemos muito abaixo daquilo que a gente pode render. O Inter foi merecedor da vitória, talvez não com um placar dilatado com dois tempos distintos. Mas um primeiro tempo abaixo daquilo que podemos produzir.
“E nisso buscar também, há momentos que temos que nos tornar uma equipe mais competitiva. Esse é um aspecto importante que levamos em relação a esse jogo.”
Suas coletivas seguem as mesmas: falar, falar e não assumir os aspectos técnicos de seu time.
De 15 pontos que o Botafogo disputou, Tite conseguiu apenas quatro. Sim. Perdeu 11, três derrotas e um empate. Só ganhou, injustamente, da lanterna Chapecoense.
Seu contrato vai até dezembro de 2028.
Mas o fraquíssimo trabalho de Tite já preocupa a ala política que sustenta a atual direção no poder.
Ele foi contratado para, no mínimo, levar o clube para a Libertadores de 2027.
Mas o clube despencou para a 11ª colocação.

Já há muita preocupação no Botafogo.
Os nervos dos jogadores estão a flor da pele.
Perdidos em campo, Montoro e Marçal tiveram áspera discussão.
Deixaram à mostra o desrespeito ao comando de Tite.
O técnico disfarçou. E disse que os dois estavam certos em discutir.
“É o momento de falar, sim. O momento de briga fica a teu critério, não é assim. São falas de dentro do campo, em que, em algum momento, você tem a necessidade de falar com outro atleta para que as coisas possam melhorar e não ser passivo. Então, esse é o sentido, mas com muito discernimento.
“Pode pegar a entrevista do Marçal pós-jogo: ele tem esse discernimento, e nós também. Que existe momento de jogar, de competir. Todos nós, por vezes, nos exaltamos, mas com o devido respeito.”
E assim, o trabalho de Tite começa a trilhar o mesmo caminho do Flamengo e do Cruzeiro.
Seu fraco desempenho comandando o time assusta grande parte da direção do Botafogo.
Se a equipe não reagir, e logo, Tite pode enfrentar a terceira demissão seguida.
Antes do que ele espera...














