Paz cobrou três meses de atraso no direito de imagem dos jogadores. As organizadas queriam a demissão. Stabile nunca o perdoou por Diniz. E o mandou embora
O executivo Marcelo Paz foi demitido sumariamente na noite de ontem. Ele questionou o presidente Osmar Stabile pelos três meses de atraso nos direitos de imagem. As chefias das organizadas já queriam sua saída pelo apoio a Dorival Júnior e pela escolha de Fernando Diniz. A demissão atinge diretamente também Seedorf. Foi Paz quem fez os acertos finais com o técnico, que acabou de chegar ao Parque São Jorge. E já sente como o clima é de pura tensão. O ex-goleiro Júlio César deve assumir o lugar de Paz nestes dois últimos meses de Stabile na presidência
Cosme Rímoli|Do R7

São Paulo, Brasil
Foi constrangedora e, em um péssimo momento, a demissão sumária do executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz.
Ela foi anunciada ontem, no final da noite.
O ex-goleiro Júlio César, que é o atual gerente de futebol, deverá ficar no seu lugar.
O trabalho de Paz, que fez enorme sucesso nos sete anos que passou no Fortaleza, foi frustrante, decepcionante no Parque São Jorge.
Mas não há a menor lógica na demissão faltando sete jogos para o time, seriamente ameaçado de rebaixamento, no Brasileiro.
Justo Paz, que foi o homem em quem Seedorf tinha mais confiança na diretoria. O executivo o convenceu a aceitar o contrato de risco no Corinthians. Se o holandês não salvar o Corinthians do rebaixamento, seu contrato até o final de 2027 perde a validade.
Mas a principal exigência de Seedorf foi motivo de cizânia entre Stabile e Paz. O treinador exigiu que o Corinthians pagasse os dois meses de atraso nos direitos de imagem dos jogadores.
O executivo já vinha cobrando o presidente sobre a desconfortável situação. Só que ontem o clube completou três meses de atraso.

Para piorar a situação do lado mais fraco da divergência, as chefias das organizadas pressionavam Stabile a demitir Paz. Não se conformavam com o apoio a Dorival Júnior e, principalmente, com a escolha de Fernando Diniz.
Atendendo à ordem de Stabile, foi Paz quem garantiu que Diniz não seria demitido. E 17 dias depois anunciou a demissão.
Marcelo também foi atingido quando Gabriel Paulista disse abertamente, chorando, após a goleada para o Palmeiras, que o time não se sentia protegido pela direção.
Stabile ficou irritadíssimo e cobrou Paz.
O executivo iria embora com o presidente, que não concorrerá à reeleição, em dezembro.
O momento é ilógico pela proximidade que o executivo tinha com o treinador holandês.
Mas estava claro que as organizadas queriam ‘uma cabeça’ pelo perigosíssimo momento do Corinthians, que está a um ponto da zona do rebaixamento.
E Stabile decidiu mandar Paz embora.
Foi um golpe surpreendente e assustador.
Para Seedorf...
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