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As lágrimas e a dignidade. O futebol tem de reverenciar e lamentar o adeus do gênio às Copas. O mundo sabe. Depois de Pelé, vem Messi

Messi chorou muito ao receber a medalha de vice-campeão. Mas teve a dignidade de ficar no gramado do MetLife Stadium e assistir, sofrendo, à festa espanhola pela conquista. Aos 39 anos, ele fez o que ninguém jamais ousou. E encerra sua estupenda passagem pelas Copas do Mundo. Sua carreira é absurda, tem 919 gols e 48 títulos

Cosme Rímoli|Do R7

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As lágrimas de Messi. O gênio dá adeus às Copas do Mundo. Fez o que pôde, com companheiros limitados. Ele é o responsável por levar o apenas competitivo time argentino ao segundo lugar nos Estados Unidos REUTERS/Lee Smith — 19.07.2026

São Paulo, Brasil.

Ele até tentou se conter.

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Recebeu a medalha do presidente Donald Trump.

Era a de segundo colocado, do odiado vice.

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Mas foi aplaudido.

Teve seu nome gritado por mais 50 mil das 83 mil pessoas que lotaram o MetLife Stadium, em New Jersey.

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Eram os argentinos, que esqueceram a dor da perda da decisão da Copa do Mundo para saudar seu maestro.

Um dos três melhores jogadores da história.

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Lionel Messi.

Aos 39 anos, ele ousou marcar oito gols nesta Copa.

E ainda dar quatro assistências.

Fez 21 gols nas Copas que disputou.

Marcou 124 gols em 207 partidas com a camisa argentina.

Teve a ousadia de ir além de Diego Armando Maradona.

O espetacular Maradona conquistou 12 títulos na carreira.

Uma Copa do Mundo.

Chegou a duas decisões.

Lionel tem 48 conquistas.

Sim, 48.

Com a sua amada Argentina, ganhou uma Copa do Mundo, duas Copas América, uma Finalíssima, uma medalha de ouro olímpica.

Messi levou seu país a três decisões de Copa.

Guardou toda a força, se preparou muito para enfrentar a barreira dos 39 anos.

Tendo inimigos fortíssimos.

Como a fragilidade técnica dos seus companheiros de time.

Muitos deles envelhecidos, oriundos da Copa de 2022.

A ausência de um jogador talentoso, artilheiro, habilidoso, desequilibrante como Di María.

E, principalmente, o calor sufocante do verão norte-americano.

Um dado fundamental que pesou também na decisão da Copa do Mundo de hoje.

A média do time titular da Argentina, que entrou no gramado do estádio em New Jersey, com temperatura de 30 graus, era de 30,1 anos.

Enquanto a média do time espanhol era de 26,4 anos.

Isso fez uma diferença enorme.

Messi chorou muito com a derrota.

Messi, depois de Pelé, vem ele. 919 gols. 48 títulos. Jogador fabuloso IMAGN IMAGES via Reuters/Nathan Ray Seebeck — 15.07.2026

Ele já disse a Lionel Scaloni e a companheiros.

Não jogará mais pela Seleção Argentina.

Sabe que chegou ao seu limite.

Quer, e vai, deixar muitas saudades.

Sonhava com o título.

Mas estava preparado até para a derrota.

Ele divulgou uma carta tocante, emocionante, antes do jogo.

"O mais lindo de todos estes anos nunca foram somente os títulos, mas todo o caminho. Compartilhar o dia a dia com este grupo, competir juntos, levantarmos nos momentos difíceis e desfrutar cada passo.

“Obrigado a cada um dos meus companheiros, à comissão técnica e a todas as pessoas que trabalham todos os dias para que esta Seleção siga sendo uma família.

“Aconteça o que acontecer hoje, este grupo já escreveu uma história que jamais vamos esquecer e que ninguém poderá apagar.”

Ninguém jamais apagará o que Lionel Messi fez.

Não só pela Argentina.

Mas pelo futebol.

Tem 919 gols na carreira.

Depois de Pelé, vem Messi...

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