As lágrimas e a dignidade. O futebol tem de reverenciar e lamentar o adeus do gênio às Copas. O mundo sabe. Depois de Pelé, vem Messi
Messi chorou muito ao receber a medalha de vice-campeão. Mas teve a dignidade de ficar no gramado do MetLife Stadium e assistir, sofrendo, à festa espanhola pela conquista. Aos 39 anos, ele fez o que ninguém jamais ousou. E encerra sua estupenda passagem pelas Copas do Mundo. Sua carreira é absurda, tem 919 gols e 48 títulos
Cosme Rímoli|Do R7

São Paulo, Brasil.
Ele até tentou se conter.
Recebeu a medalha do presidente Donald Trump.
Era a de segundo colocado, do odiado vice.
Mas foi aplaudido.
Teve seu nome gritado por mais 50 mil das 83 mil pessoas que lotaram o MetLife Stadium, em New Jersey.
Eram os argentinos, que esqueceram a dor da perda da decisão da Copa do Mundo para saudar seu maestro.
Um dos três melhores jogadores da história.
Aos 39 anos, ele ousou marcar oito gols nesta Copa.
E ainda dar quatro assistências.
Fez 21 gols nas Copas que disputou.
Marcou 124 gols em 207 partidas com a camisa argentina.
Teve a ousadia de ir além de Diego Armando Maradona.
O espetacular Maradona conquistou 12 títulos na carreira.
Uma Copa do Mundo.
Chegou a duas decisões.
Lionel tem 48 conquistas.
Sim, 48.
Com a sua amada Argentina, ganhou uma Copa do Mundo, duas Copas América, uma Finalíssima, uma medalha de ouro olímpica.
Messi levou seu país a três decisões de Copa.
Guardou toda a força, se preparou muito para enfrentar a barreira dos 39 anos.
Tendo inimigos fortíssimos.
Como a fragilidade técnica dos seus companheiros de time.
Muitos deles envelhecidos, oriundos da Copa de 2022.
A ausência de um jogador talentoso, artilheiro, habilidoso, desequilibrante como Di María.
E, principalmente, o calor sufocante do verão norte-americano.
Um dado fundamental que pesou também na decisão da Copa do Mundo de hoje.
A média do time titular da Argentina, que entrou no gramado do estádio em New Jersey, com temperatura de 30 graus, era de 30,1 anos.
Enquanto a média do time espanhol era de 26,4 anos.
Isso fez uma diferença enorme.
Messi chorou muito com a derrota.

Ele já disse a Lionel Scaloni e a companheiros.
Não jogará mais pela Seleção Argentina.
Sabe que chegou ao seu limite.
Quer, e vai, deixar muitas saudades.
Sonhava com o título.
Mas estava preparado até para a derrota.
Ele divulgou uma carta tocante, emocionante, antes do jogo.
"O mais lindo de todos estes anos nunca foram somente os títulos, mas todo o caminho. Compartilhar o dia a dia com este grupo, competir juntos, levantarmos nos momentos difíceis e desfrutar cada passo.
“Obrigado a cada um dos meus companheiros, à comissão técnica e a todas as pessoas que trabalham todos os dias para que esta Seleção siga sendo uma família.
“Aconteça o que acontecer hoje, este grupo já escreveu uma história que jamais vamos esquecer e que ninguém poderá apagar.”
Ninguém jamais apagará o que Lionel Messi fez.
Não só pela Argentina.
Mas pelo futebol.
Tem 919 gols na carreira.
Depois de Pelé, vem Messi...
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