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Acabou a utopia. Ancelotti põe Paquetá. Admite: a Seleção não tem potencial para jogar só no ataque. E escala um time mais defensivo para a Copa

Técnico italiano se convenceu, com o Brasil tomando dois gols do Panamá, era impossível jogar a Copa no 4-2-4. Tratou de colocar Paquetá no meio-campo. Luiz Henrique perdeu a vaga. O esquema passa a ser 4-3-3. Douglas Santos, com mais vigor físico, ficou com a vaga de Alex Sandro. Igor Thiago ganhou o duelo com Matheus Cunha. E a dupla de área titular, Marquinhos e Gabriel Magalhães assumiu seu posto

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Sofrer dois gols contra o Panamá foi a gota d'água. Ancelotti não vai escalar o Brasil com quatro atacantes na Copa Claudia Moreles/Reuters

Chega de utopia.


Ancelotti bem que tentou.

Montar o Brasil extremamente ofensivo.


Aproveitar, que a geração atual possui melhores atacantes do que meio-campistas, defensores.

Mas o futebol moderno não permitiu.


Ao ver o fraquíssimo Panamá, time que a CBF escolheu para a certa goleada no Maracanã, articular contragolpes, marcar dois gol contra a Seleção, o italiano se convenceu: o time precisava se reequilibrar no meio-campo.

E no treinamento de hoje, decisivo não só para o amistoso de sábado, contra o Egito, mas para a Copa, ele mudou as entranhas da formação tática.


Tirou o atacante Luiz Henrique e colocou Paquetá, para atuar ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães.

Com essa troca, toda a estrutura do time foi atingida. A zaga estará menos exposta, assim como as laterais. Aliás, Alex Sandro perde a vaga para Douglas Santos, com maior vitalidade.

Marquinhos e Gabriel Magalhães assumiram seus lugares fixos. Bremer e Léo Pereira voltaram à reserva.

Outra alteração, que não é tática, mas individual, foi a entrada de Igor Thiago, que está surpreendendo pela confiança, vibração e intensidade, no lugar de Matheus Cunha, prejudicado pelo esquema do domingo, contra o Panamá.

Pelo que está jogando, não será surpresa se Igor Thiago virar o novo titular do ataque.

No Columbia Park Training, em New Jersei, cerca de 200 torcedores puderam acompanhar o importante treino do Brasil.

Vale a pena recordar o que Ancelotti havia dito antes da partida contra o Panamá.

Ele foi perguntado se o time seria ‘muito diferente’ do que disputaria a Copa, lógico que, com as voltas de Marquinhos e Gabriel Magalhães.

“Muito diferente, não. Parecido.Mas temos que aproveitar esse jogo para melhorar a condição, a conexão entre os jogadores. Vou dar minutos a todos os jogadores.

“Criar um bom ambiente, aumentar a confiança.Podemos fazer muitas coisas nesse jogo contra o Panamá: jogar com intensidade, alegria, humildade. Há muitas coisas que os jogadores podem fazer. Podem fazer um bom jogo.”

Paquetá se mostrou ser uma necessidade no time. O terceiro homem para brigar pelo domínio das intermediárias Pilar Olivares/Reuters

Só que a realidade o fez voltar atrás.

Ancelotti sabe que a partida serviu para distrair a torcida, a Seleção fez seis gols, só que esteve exposta, de forma mais do que desnecessária.

O treinador viu que Danilo Santos foi bem demais contra o Panamá, reafirmando a fase excepcional que vive na carreira. Mas, pelo menos por agora, optou pela experiência de Paquetá.

O volante do Botafogo segue com muita moral e intensidade para conseguiu sua vaga no time.

Mas o dia hoje foi fundamental para a caminhada do Brasil nesta Copa dos Estados Unidos.

Sonhar com quatro atacantes e apenas dois volantes correndo pelas intermediárias é uma temeridade.

Ancelotti já se conscientizou.

Tentou e não deu certo.

Time que não domina as intermediárias não vence Copa do Mundo...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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