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'71 pessoas mortas. Não foi acidente. Foi crime! E o Brasil esqueceu das vítimas da queda do avião da Chape.' Exclusiva, Follmann

Em novembro serão sete anos do mais terrível acidente de uma equipe de futebol no mundo. A queda do avião da Chapecoense. 'Até agora, as famílias não receberam um centavo das seguradoras', revela Follmann

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São Paulo, Brasil

Jackson Follmann faz um relato devastador do voo 2933 da viação LaMia e suas consequências, sete anos depois da queda do avião que levava a delegação da

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Chapecoense para decidir a Copa Sul-Americana, na Colômbia.

O time que orgulhava o Brasil em 2016, desapareceu, como sua Comissão Técnica, com Caio Júnior como treinador. Dirigentes...

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Jornalistas, narradores, comentaristas, câmeras, produtores também faleceram, presos ao avião que voou sem combustível suficiente para chegar a Medellin.

Follmann foi um dos seis sobreviventes.

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Detalha o horror por todos os passageiros que perceberam que o avião estava caindo de uma altura de 400 metros. E que chegaram a rezar, esperando o milagre que veio só para alguns.

O relato de Follmann, alguns segundos antes da queda do avião, é chocante, diante do desespero dos passageiros e tripulação.

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As mortes aconteceram por economia de R$ 10 mil em combustível.

O piloto Miguel Quiroga, que também era um dos donos da LaMia, calculou mal e provocou a pane seca no avião, um dos crimes mais abomináveis, e evitáveis, na aviação mundial.

Sem combustível, a queda aconteceu a poucos quilômetros do aeroporto de Medellin.

Sete anos depois de o Brasil ficar chocado com o maior acidente envolvendo uma equipe de futebol na história do futebol mundial, a prometida justiça às pessoas que embarcaram naquele voo jamais chegou.

"Até hoje as famílias das vítimas não receberam um centavo das seguradoras. A questão está parada nos Estados Unidos. Muitas famílias estão passando sérias dificuldades. Ninguém fala mais nada. Não é mais notícia. O Brasil se esqueceu das vítimas do voo da Chapecoense.'

Follmann perdeu a perna direita. E sofreu 13 fraturas. Se submeteu a várias operações.

Foi nomeado embaixador da Chapecoense.

Cargo que se supunha ser vitalício.

Mas acabou perdendo o emprego com a troca da diretoria.

Em Santa Catarina, há a desconfiança que os novos dirigentes não querem mais associar o clube à tragédia. Agem como se fosse melhor que a queda do avião fosse esquecida.

E não mais discutida a questão vital: como o clube escolheu a minúscula companhia aérea que matou 71 pessoas. Qual é a parcela de culpa da própria Chapecoense?

Iluminado, Follmann busca nas palestras e na música a superação.

Corajoso, briga para que o SUS dê a atenção devida às próteses que cede aos amputados.

"São feitas sem medida para as pessoas. Provocam feridas, não servem. É um descaso que precisa ser corrigido por parte das pessoas que comandam o país.'

E ainda busca força para celebrar a vida.

"O trauma psicológico é enorme. Perdi a minha profissão, a minha perna, aos 24 anos. Mas tenho que valorizar a chance que Deus me deu. Renasci. Com o propósito de mostrar a importância de cada momento que estamos vivos.

"Tenho um filho maravilhoso, uma esposa sensacional, meus pais foram fantásticos comigo. Só posso agradecer cada momento que tenho ao lado deles. E buscar nas palestras e na música minhas novas carreiras.

"Só lastimo demais pelas pessoas no voo que morreram.

"E não tiveram a chance que estou tendo.

"Por irresponsabilidade.

"A queda do avião não foi acidente.

"Entramos na aeronave para morrer.

"Foi crime. 71 pessoas perderam suas vidas.

"E o Brasil se esqueceu delas."

Follmann foi direto. "A queda do avião não foi acidente. Foi crime. E o Brasil se esqueceu de nos apoiar."
Follmann foi direto. "A queda do avião não foi acidente. Foi crime. E o Brasil se esqueceu de nos apoiar."

A entrevista está no canal do Cosme Rímoli, no youtube.

A cada semana, um personagem diferente do esporte...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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