Neymar na Argentina: entre a virose e o grito de socorro na Vila Belmiro
Rodada do Brasileirão foi péssima para o alvinegro, que está na zona do rebaixamento. Cuca precisará de Neymar para direcionar time na temporada

O roteiro parecia de cinema, mas o drama é real. O Santos desembarca na Argentina para o confronto decisivo desta terça-feira (28) contra o San Lorenzo, pela Copa Sul-Americana, carregando na bagagem uma mistura de esperança e preocupação. O centro das atenções, como não poderia deixar de ser, é Neymar Jr.
Após um susto no último sábado, quando um quadro de virose o tirou dos treinos e do embate contra o Bahia pelo Brasileirão, o camisa 10 foi medicado e, para alívio da nação santista, está confirmado na delegação que viaja a Buenos Aires.
A presença do craque em solo argentino é o combustível que o Peixe precisa para tentar a sorte no Nuevo Gasómetro, em um torneio em que o clube ainda busca sua primeira taça histórica.
O peso da camisa 10
Embora o palco continental brilhe, os olhos do torcedor não conseguem se desviar da tabela nacional. O empate por 2 a 2 contra o Bahia deixou o Santos em uma situação delicada: com apenas 14 pontos em 13 jogos, o Alvinegro Praiano flerta perigosamente com a zona de rebaixamento.
A dependência de Neymar nunca foi tão evidente. Se na Sul-Americana ele é a esperança de glória, no Brasileirão ele é a garantia de sobrevivência.
O Santos precisa de seu gênio não apenas para desfilar talento em campos internacionais, mas para liderar uma reação imediata na Vila Belmiro. Sem ele, o time perde o norte criativo; com ele, a esperança de deixar o Z4 se torna palpável.
Terça-feira de decisão
O jogo contra o “Ciclón” na terça-feira (28) é mais do que um compromisso de tabela; é o teste de fogo para um elenco que sente o peso da pressão. Cuca terá o retorno de peças importantes como Gabriel Barbosa e Willian Arão, que se juntam a Neymar na capital argentina.
A pergunta que fica no ar de Buenos Aires é: até onde o físico de Neymar suportará a sequência desgastante?
Para o Santos, a resposta precisa ser positiva. No cenário atual, o craque não é apenas o capitão; ele é o escudo de um gigante que não aceita cair.
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