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Neymar completa um mês sem jogar; e partida contra a Escócia vira meta mais realista

Camisa 10 anima comissão técnica, mas está longe de ficar à disposição contra o Haiti, na sexta

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Neymar em treino com preparador físico Reprodução/CBF

Há um silêncio ensurdecedor que acompanha cada passo de Neymar. Na última terça-feira (16), no Columbia Park, o silêncio deu lugar ao som reconfortante das travas — ou melhor, dos tênis e, posteriormente, de algumas tímidas embaixadinhas de chuteira — tocando a grama de Nova Jersey.

Pela primeira vez desde que se apresentou à seleção de Carlo Ancelotti para a disputa da Copa do Mundo, o principal astro do futebol brasileiro pisou no campo de treinamento.


Para os otimistas de plantão, foi o gol do título; para os analistas pragmáticos, apenas o primeiro centímetro de uma longa maratona de recuperação.

Neymar não joga desde o dia 17 de maio, quando sentiu a panturrilha direita atuando pelo Santos. Desde então, o diagnóstico de uma lesão de grau 2 transformou o planejamento da comissão técnica em um exercício diário de paciência.


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O empate na estreia por 1 a 1 contra Marrocos escancarou a falta que o poder de improviso do meia-atacante faz à engrenagem brasileira. Mas a pressa, neste cenário de Copa, é a pior conselheira.

A estratégia da cautela

O exame de imagem realizado na segunda-feira trouxe o alívio que o departamento médico, comandado por Rodrigo Lasmar, precisava: a cicatrização da fibra muscular avançou de forma positiva. Ainda assim, ver Neymar correndo separado do grupo, sob a tutela do preparador físico Mino Fulco, deixa claro que o processo está na fase de transição física.


O jogo contra o Haiti (sexta-feira, 19)

Está completamente fora dos planos práticos. Forçá-lo a estrear na Filadélfia seria um risco desnecessário contra um adversário teoricamente frágil.

O jogo contra a Escócia (quarta-feira, 24)

Surge no horizonte como a meta mais realista para, quem sabe, alguns minutos em campo, garantindo ritmo de jogo antes que a fase de grupos termine.


O foco real

O mata-mata. A mentalidade da comissão é preservar o camisa 10 para o momento em que um erro custa a eliminação, a partir dos 16 avos de final.

A seleção precisa aprender a andar sem sua muleta técnica se quiser caminhar firme até as fases agudas. O retorno de Neymar aos gramados, mesmo que de forma protocolar e solitária, devolve o sorriso ao torcedor. Resta saber se o tempo, o maior adversário de um atleta lesionado em meio a um Mundial, jogará a favor do Brasil.

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