É Neymar e mais 25! Rumo ao hexa
Camisa 10 do Santos é convocado e Ancelotti define o que esperar dele
Acabou o mistério. O suspense que rondava o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, foi desfeito com o sotaque calmo e a sobrancelha arqueada de Carlo Ancelotti. A lista dos 26 homens que carregarão o sonho do hexa na América do Norte está entre nós.
Entre jovens realidades como Vini Jr. e Endrick, o anúncio que parou o país — e que certamente dividirá as mesas de bar até a estreia contra o Marrocos, no dia 13 de junho — atende por um nome que há mais de uma década dita o ritmo do batimento cardíaco do futebol brasileiro: Neymar.
A convocação do atual camisa 10 do Santos para a sua quarta Copa do Mundo é o maior aceno de Ancelotti à máxima de que “futebol se ganha com talento e resiliência, não com planilhas perfeitamente preenchidas”.
“A Copa do Mundo não será vencida por um time perfeito, mas pelo mais resiliente”, disse Carlo Ancelotti, durante a coletiva de imprensa.
A maior incógnita da amarelinha
Olhando friamente para o retrospecto recente, a presença de Neymar no grupo era uma incógnita brutal. Desde que assumiu o comando da seleção em maio de 2025, o técnico italiano nunca havia convocado o craque.
Afastado por mais de um ano após a gravíssima lesão sofrida em 2023 e buscando sua melhor forma física desde que retornou ao futebol brasileiro, o meia-atacante parecia ter virado passado. O corte foi tão drástico nos bastidores que ele ficou de fora até das páginas do álbum oficial de figurinhas da Copa.
Mas o futebol, esse oxigênio do povo brasileiro, não é feito de lógica linear. Ao carimbar o passaporte de Neymar, Ancelotti escolheu trocar certezas físicas pelo imponderável. Pelos lampejos de um gênio que, mesmo com menos minutos em campo pelo Peixe neste ano, ainda guarda no pé direito a capacidade de desmontar retrancas que nenhum sistema tático moderno consegue replicar no quadro tático.
O Olimpo dos quatro mundiais
Ao entrar em campo nos Estados Unidos, Neymar não estará jogando apenas contra os adversários do Grupo C (Marrocos, Haiti e Escócia). Ele estará correndo ao lado da história.
O craque se junta a um panteão seletíssimo de lendas que vestiram a Amarelinha em quatro Copas do Mundo:
- Pelé
- Nilton Santos
- Garrincha
- Cafu
- Ronaldo Fenômeno
Mais do que isso: ele tem a chance real de consolidar de vez o seu lugar na história ao tentar igualar marcas que pertencem ao Rei do Futebol. O peso da camisa 10, que parecia uma bigorna em Copas passadas, hoje ganha contornos de “última dança”.
O fator coadjuvante de luxo?
A grande beleza dessa convocação de 2026 é que, pela primeira vez na carreira, Neymar não precisa ser o Salvador da Pátria. O Brasil que viaja para o Mundial tem o protagonismo consolidado de Vinicius Jr., a explosão de Endrick e um meio-campo maduro.
Neymar não precisa mais carregar o piano sozinho; ele foi chamado para ser o maestro que dá o tom nos momentos em que a partitura parecer complexa demais.
Se faltavam 15 jogos perfeitos na elite europeia para o craque, sobra-lhe a mística que assusta adversários apenas ao pisar no gramado do MetLife Stadium. Se vai ser titular ou o “décimo segundo jogador” de luxo, o tempo dirá. O fato é que o Brasil vai à Copa com suas joias mais brilhantes, mas é a velha pedra preciosa de Santos que ainda dita o tamanho da nossa ambição.
A cartola de Ancelotti tirou a sua cartada mais ousada. Agora, a bola está com o 10.
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