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Muito além do campo: o ‘fator afeto’ que pode levar Neymar à Copa

Ancelotti quebra o silêncio sobre a pressão e garante: convocar o camisa 10 está longe de ser um problema para o grupo

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Carlo Ancelotti durante entrevista para a Reuters Sergio Queiroz/Reuters - 12.05.2026

A contagem regressiva para a próxima segunda-feira (18) não é apenas cronológica; ela é emocional. No centro do furacão que antecede a convocação final para a Copa do Mundo de 2026, um nome ressoa com a força de um trovão: Neymar.

Se no passado o “menino” dividia opiniões entre o gênio técnico e o temperamento volátil, hoje o debate ganhou contornos de uma diplomacia de vestiário. Carlo Ancelotti, o mestre da serenidade, parece estar lidando com a pressão da única forma que sabe: com uma elegância quase irritante para quem busca polêmica.


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O vestiário como santuário

Em entrevista à Reuters, “Don Carlo” desarmou os críticos que veem na figura do craque um possível elemento de desestabilização. Para o técnico, a presença de Neymar está longe de ser um risco tóxico.

“Neymar é muito amado. Não só pelo povo, mas também pelos jogadores. Se você chamar o Neymar, você não vai botar uma bomba no vestiário”, disparou o italiano.


A declaração é um xeque-mate nos argumentos de que o ciclo do camisa 10 teria se encerrado por questões de grupo. Ao contrário, Ancelotti sugere que o craque é a liga que mantém o elenco unido. Quando jogadores da atual seleção vêm a público pedir sua convocação, não é apenas nostalgia; é um atestado de liderança e afeto.

Conselhos e conveniências

Ancelotti tem sido bombardeado por opiniões — de torcedores a especialistas, de companheiros de equipe a críticos de plantão. Sua resposta? Um agradecimento polido e um distanciamento estratégico.


A “normalidade” do caos: para ele, o debate é parte do ecossistema do futebol brasileiro.

O filtro do comandante: ao dizer que “agradece os conselhos”, Ancelotti reafirma que a caneta final é sua, mas que seus ouvidos não estão fechados ao clamor das arquibancadas (e dos gramados).


O veredito de segunda-feira

A grande questão que fica no ar não é se Neymar é “amado” — isso Ancelotti já confirmou. A dúvida é se esse amor é o suficiente para garantir uma vaga no projeto tático de uma seleção que busca o topo do mundo.

Na próxima segunda-feira, saberemos se o “Fator N” será o trunfo de Ancelotti ou se o técnico optará por uma renovação sem as sombras — e as luzes — do seu maior astro. Uma coisa é certa: se Neymar for convocado, o vestiário estará em festa. Se ficar fora, o barulho do silêncio será ensurdecedor.

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