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Neymar na Copa do Mundo significará a redenção do ídolo e a quebra de um jejum santista

Desde 2010, o Peixe não cede para a seleção brasileira um jogador do clube. A última vez foi o chileno Mena, em 2014

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Último jogador do Santos na Copa do Mundo foi Robinho, em 2010.
  • Neymar pode trazer a redenção ao clube e quebrar um jejum de 16 anos sem convocações.
  • A ausência de jogadores do Santos impactou a história da Seleção Brasileira.
  • Torcedores esperam que Neymar traga orgulho e representatividade ao clube e ao futebol brasileiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dizem que o tempo na Vila Belmiro corre em um ritmo diferente. É um lugar onde o passado nunca morre de verdade, e o futuro é sempre uma promessa vestida de branco. Mas há um número que, nos últimos anos, passou a incomodar o torcedor santista: 16 anos. Esse é o tempo exato desde que o Santos Futebol Clube teve, pela última vez, um jogador do seu elenco vestindo a camisa da seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

O dono dessa última marca foi Robinho, em 2010. Na África do Sul, ele era o homem de confiança de Dunga, o “veterano” de uma geração que pedia passagem. O que poucos previam ali é que o hiato começaria justamente quando a maior joia daquela safra foi deixada para trás.


O Garoto de 2010 e o Astro de 2026

Em 2010, o clamor popular era por um jovem de moicano que encantava o país com dancinhas, ousadia e uma alegria que parecia não caber no peito. Dunga resistiu. Neymar ficou no Brasil, assistindo pela TV ao torneio que muitos já sabiam que seria dele no futuro.

Dezesseis anos depois, a história faz curvas dramáticas. O Santos viveu o pior momento de sua história recente, reconstruiu-se e viu o bom filho à casa tornar. Hoje, às vésperas do anúncio oficial do técnico Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026, o nome de Neymar volta a estar no centro da engrenagem. Mas o cenário mudou completamente:


  • Em 2010: Neymar era o futuro preterido para dar lugar ao presente de Robinho.
  • Em 2026: Neymar é o presente maduro que luta contra o tempo e as próprias lesões para buscar sua última dança no maior palco do planeta.

Se Ancelotti confirmar o nome do camisa 10, o Santos finalmente quebrará esse incômodo jejum de representatividade direta em Copas. E haverá uma ironia poética nisso: o hiato que começou com a ausência do menino Neymar pode terminar justamente com a consagração do Neymar veterano.

O Peso da Mística Santista

Não é um jejum qualquer. Estamos falando do clube que já cedeu sete titulares de uma vez em 1962, que parou guerras e que moldou a identidade do futebol brasileiro com Pelé, Zito, Pepe, Clodoaldo e Carlos Alberto Torres. Ver o Santos passar em branco por tantas edições de Copa do Mundo — vendo seus talentos brilharem no exterior, mas não saindo diretamente da Vila — foi uma espécie de exílio de si mesmo.


“A Vila Belmiro não produz apenas jogadores; ela dita o tom do futebol brasileiro. Quando o Santos passa 16 anos sem um convocado, é a própria Seleção que perde um pouco de sua audácia original.”

A Última Estrela e o Próximo Passo

Robinho em 2010 representava o fim da era dos “Meninos da Vila” da primeira geração dos anos 2000. Se Neymar for anunciado, ele não estará carregando apenas as esperanças de um hexacampeonato que o Brasil persegue há 24 anos. Ele estará carregando o orgulho de um clube que provou que, não importa quão profunda seja a crise ou quão doloroso seja o caminho de volta, a sua linhagem real sempre encontra uma maneira de retornar ao trono.


Na próxima segunda-feira, quando a lista for lida no Museu do Amanhã, o torcedor do Santos não estará apenas torcendo pelo Brasil. Estará torcendo para que o fio invisível que une Pelé, Robinho e Neymar volte a amarrar o orgulho alvinegro à camisa mais pesada do futebol mundial.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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